POLÍTICOS NORDESTINOS DESRESPEITAM CONSTITUIÇÃO

Desde a Bahia até o Maranhão, deputados e senadores de Estados nordestinos são proprietários ou diretores de empresas que recebem recursos quase a fundo perdido através do Fundo de Investimentos do Nordeste (FINOR), administrado pela SUDENE (Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste), embora a Constituição proíba expressamente tal prática.

METALÚRGICOS DA MUELLER CONTINUAM AM GREVE

A unidade da Siderúrgica Mueller Irmãos S/A., instalada em Curitiba, está com sua produção paralisada desde o último dia 20, com a greve dos cerca de 650 metalúrgicos da empresa, segundo informação do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos do Paraná. Os trabalhadores reivindicam reajuste salarial de 15% para toda a categoria, cuja data-base é junho e dezembro (GM).

METALÚRGICOS DA ROMI E DA NARDINI CONTINUAM EM GREVE

Cerca de 5960 metalúrgicos das Indústrias Romi, em Santa Bárbara; e a Indústrias Nardini, de Americana, ambas na região de Campinas (SP), estão em greve há quatro dias. As principais reivindicações são o aumento real dos salários, a redução da jornada de trabalho e a estabilidade no emprego (GM).

SARNEY REGULAMENTA CONTRIBUIÇÕES DO FINSOCIAL

O presidente José Sarney sancionou, ontem, decreto regulamentando a contribuição de empresas públicas, privadas, instituições financeiras, seguradoras, revendedores e clubes de serviço para o Fundo de Investimento Social (FINSOCIAL), instituído a 25 de maio de 1982. A finalidade do FINSOCIAL, já expressa pelo decreto que o criou, é custear investimentos de caráter assistencial em alimentação, habitação popular, saúde, educação e amparo ao pequeno agricultor (GM).

MASSA SALARIAL TEVE CRESCIMENTO EM 85

Segundo o Ministério do Trabalho, em 1985, a massa salarial no país apresentou um crescimento real de 18,96% sobre 1984. "Esse crescimento é resultado do ganho real de salário obtido pelas classes trabalhadoras, de 13,41%, e da elevação no nível de emprego de 4,89%". De acordo com o Ministério, "o crescimento da massa de salários pagos em toda a economia foi impulsionado mais pelas reivindicações trabalhistas do que pelo aumento no nível de emprego.

JUÍZES VOLTAM AO TRABALHO EM VITÓRIA

Após 16 dias de paralisação, os juízes do Espírito Santo decidiram voltar ao trabalho ontem, em Vitória, acatando solicitação do governado do Estado, José Moraes e da Assembléia Legislativa. Segundo as informações, como a maioria dos magistrados tinham acúmulo de férias, e estavam proibidos por lei de fazer greve, resolveram gozá-las simultaneamente, o que provocou a paralisação de quase 100% da Justiça capixaba e o andamento de mais de 100 mil processos (FSP).

GREVE DE ÔNIBUS CONTINUA EM FORTALEZA

A greve de 3500 motoristas, fiscais e trocadores dos 1100 ônibus que circulam em Fortaleza (CE), vai continuar, segundo decisão tomada, ontem, em assembléia da categoria. O movimento teve início no último dia 15. Os motoristas querem um piso salarial de quatro salários-mínimos, os fiscais reivindicam três e os trocadores, dois (FSP).

TCU CONSTATA IRREGULARIDADES NAS ESTATAIS

O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Fernando Gonçalves, disse que, ontem, em inspetorias especiais, ordinárias e extraordinárias realizadas em 29 empresas estatais entre os dias 12 e 16 passados, foram constatados 21 espécies de irregularidades. Entre elas, segundo Fernando Gonçalves, a contratação de pessoal em período proibido, pagamento de até 140 horas-extras mensais, 250 funcionários "fantasmas" e até gastos de Cz$600 mil por mês no aluguel de aviões.

GOVERNO RETOMA FINANCIAMENTOS AGRÍCOLAS

O governo liberou Cz$800 milhões para o custeio das lavouras de trigo. Os financiamentos estavam suspensos desde o dia 2 de maio, por falta de recursos no Banco do Brasil, e só ontem o Ministério da Fazenda autorizou a operação. Com a liberação, todos os produtores do Paraná serão atendidos e o Banco do Brasil aprovará, ainda, as propostas do Rio Grande do Sul que estavam paralisadas por falta de recursos (FSP).

MINISTRO DO SNI DEFENDE PRESENÇA DO GOVERNO NO CAMPO

O ministro-chefe do SNI, general Ivan Mendes, defendeu, ontem, a presença do governo federal nas regiões de conflitos de terra como o melhor meio para pôr fim à impunidade dos responsáveis pela violência rural. Ele disse que não existe ainda uma estratégia pré-fixada disciplinando a atuação governamental nos conflitos de terra, pois "cada caso é um caso" (O ESP).

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