FUNARO NEGA MAIS VERBAS PARA A REFORMA AGRÁRIA

O ministro da Reforma e Desenvolvimento Agrário, Dante de Oliveira, recebeu, ontem, uma resposta negativa do ministro da Fazenda, Dilson Funaro, ao seu pedido de suplementação orçamemtária de Cz$12,8 bilhões para executar a reforma agrária. Funaro garantiu apenas a liberação de US$1,2 bilhão, aprovada no orçamento, mas disse que a data dependerá ainda de um cronograma de desembolso que está sendo elaborado pelos técnicos da Fazenda. Mas a verba de Cz%1,2 bilhão só dá para assentar 25 mil famílias este ano, segundo técnicos do INCRA.

SARNEY QUER REVER LEI SOBRE PORTE DE ARMAS

O presidente José Sarney assinará no próximo dia 14, em Imperatriz (MA), dois projetos que serão encaminhados ao Congresso Nacional, e que determinam a revisão da lei sobre o uso e porte de armas e algumas alterações na Lei Fleury (O Globo).

SARNEY DÁ MAIS PRAZO À COMISSÃO ARINOS

O ministro-chefe do Gabinete Civil da Presidência da República, Marco Maciel, telefonou, ontem, ao presidente da Comissão Provisória de Estudos Constitucionais, Afonso Arinos, para informar que o presidente da República, José Sarney, havia assinado decreto prorrogando o prazo dos trabalhos de elaboração do anteprojeto de Constituição para 20 de setembro. O pedido para adiar o prazo de entrega do texto final partiu do próprio Arinos (o prazo anterior era até 16 de julho) (O Globo).

ULYSSES GUIMARÃES CONTINUA DOENTE

Por ainda estar sob tratamento médico, o deputado Ulysses Guimarães ainda não tem condições de reassumir suas funções de presidente da Câmara dos Deputados, informou o presidente em exercício do PMDB (substituindo Ulysses), senador Pedro Simon. Ele acrescentou que não foi registrada melhora no estado de saúde de Ulysses (O Globo).

PRESIDENTE DO STF DEVERÁ SUBSTITUIR SARNEY

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Moreira Alves, deverá substituir o presidente Sarney quando ele viajar ao Vaticano, em julho, porque o presidente do Senado, José Fragelli (PMDB-MS), pode ser candidato à reeleição e ontem ele descartou qualquer possibilidade de assumir a Presidência (O Globo).

IBGE TEM 14 MIL FUNCIONÁRIOS

De 1979 a 1985, o IBGE contratou cerca de 3000 funcionários. Hoje, o quadro de funcionários do Instituto, em todo o Brasil, passou de 11 mil para 14.057, tendo crescido ao longo desses seis anos 27%. Esta informação foi dada pelo presidente do órgão, Edmar Bacha (JB).

CONTRATAÇÕES DIMINUEM NA INDÚSTRIA DE TRANSFORMAÇÃO

De acordo com a Secretaria de Empregos e Salários do Ministério do Trabalho, a indústria de transformação, que vem liderando a criação de empregos no Brasil, em abril, diminuiu o ritmo de crescimento de seu mercado de trabalho. No mês referido, cerca de 50 mil novos empregos foram criados (crescimento de (0,27%), inferior a março, quando foram criados 104 mil empregos e o mercado de trabalho cresceu 0,51%.

AÇÕES DA VALE CONTINUAM DANDO LUCRO

A Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) registrou em maio um lucro por ação de Cz$18,00 para o lote de mil ações, três vezes superior ao resultado de abril que foi de Cz$6,00. O lucro acumulado do ano já alcança Cz$52,00 para cada lote de mil ações. O balanço mensal divulgado pela empresa aponta um lucro líquido em maio de Cz$560,406 milhões (JB).

GOVERNO INICIA FISCALIZAÇÃO DE PREÇOS NOVOS

Os fiscais da SEAP (Secretaria Especial de Abastecimento e Preços) e da SUNAB (Superintendência Nacional de Abastecimento) iniciam, hoje, em São Paulo, uma fiscalização às indústrias para verificar quem está lançando produtos novos no mercado, com alterações de preços consideradas inadequadas pelo CIP (Conselho Interministerial de Preços). O secretário especial de Abastecimento e Preços, José Carlos Braga, ao dar esta informação, assegurou que todos os produtos novos, incluído os automóveis, devem ser autorizados pelo CIP (JB).

BANCOS CREDORES VÃO APOIAR REESCALONAMENTO DA DÍVIDA

O presidente do comitê de bancos credores, William Rhodes, disse que até o fim deste ano, o Brasil poderá normalizar relações com seus credores internacionais e voltar a obter empréstimos voluntários dos bancos estrangeiros. Segundo ele, que também é vice-presidente do CITIBANK, essa normalização começará com aumento das linhas de financiamento de exportações estrangeiras para o Brasil e depois poderá se ampliar para outros tipos de crédito.

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