INFLAÇÃO DE JUNHO É DE 0,53%

A inflação de junho, medida pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), foi de 0,53%. Dos itens que compõem o Índice Geral de Preços (IGP), o que mais subiu foi o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que acusou uma variação de 1,19% no mês. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,62%, enquanto o Índice de Preços por Atacado (IPA) sofreu uma variação de 0,73% (JB).

MINISTRO DAS COMUNICAÇÕES PEDE FECHAMENTO DA SEI

O ministro das Comunicações, Antônio Carlos Magalhães, sugeriu, ontem, o fechamento da SEI (Secretaria Especial de Informática), "pois o correto seria que os setores competentes de cada ministério definissem o que deve ser incluído na reserva de mercado" (JB).

SERVIDORES PODERÃO TER ESTABILIDADE NO EMPREGO

O ministro da Administração, Aluízio Alves, anunciou que o funcionalismo da União terá, sem data prevista para vigorar, um "regime civilista" que assegurará a estabilidade após dois anos e o 13o. salário e extinguirá os regimes estatutário e celetista (Consolidação das Leis do Trabalho-CLT) e o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). O ministro espera tornar efetivas, ainda em agosto, as primeiras medidas da reforma administrativa: instituição da carreira, sistema de treinamento de mão-de-obra e criação de uma central de carros e serviços.

MAGALHÃES PROMETE INSTALAR NOVOS TELEFONES NO PAÍS

O ministro das Comunicações, Antônio Carlos Magalhães, anunciou, ontem, a instalação de 1 milhão 500 mil telefones por ano, nos próximos quatro anos, o que, segundo ele, deverá "terminar com o atual déficit do setor e o congestionamento de tráfego que ameaça a telefonia do país". O orçamento da TELEBRÁS para este ano é de Cz$42 milhões e a empresa perdeu Cz$8 bilhões com o congelamento de tarifas, em fevereiro (JB).

BRIZOLA EMPOSSA NOVO SECRETÁRIO NA POLÍCIA CIVIL

O governador Leonel Brizola (RJ) anunciou, ontem, a exoneração de Arnaldo Campana da Secretaria de Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, e nomeou para seu lugar, o presidente da OAB-RJ (Ordem dos Advogados do Brasil), Nilo Coelho. Brizola disse que não teme a hipótese de os policiais não receberem bem a indicação (JB).

DELEGADO PEDE PRISÃO DE WILSON BRAGA

O delegado da Polícia Federal Antônio Flávio Toscano de Moura enviou à Justiça da Paraíba o relatório das investigações sobre o assassinato do jornalista Paulo Brandão Filho, indiciando e pedindo a prisão preventiva do ex-governador Wilson Braga, do ex-chefe da Casa Militar, coronel José Geraldo Soares de Alencar, do sub-tenente Edilson Tibúrcio de Andrade e do sargento Manoel Celestino. Os dois últimos faziam parte da segurança de Braga.

OPERÁRIOS DA FMB ESTAO EM GREVE

Cerca de 200 operários do setor de ferramentas da FMB-Produtos Metalúrgicos S/A., Betim (MG), estão em greve desde o último dia 7. Eles reivindicam um aumento de 10% no salário-hora pago pela empresa que, hoje, tem valor máximo de Cz$39,98 (GM).

PORTUÁRIOS SE REÚNEM HOJE COM FUNARO

Os dirigentes de 22 sindicatos e da Federação Nacional dos Portuários deverão definir hoje em Brasília os rumos do seu movimento reivindicatório, responsável pela realização de uma greve de advertência que paralisou cerca de oito portos brasileiros no último dia 7. Eles se reunirão com os Ministérios da Fazenda e Trabalho. A direção da PORTOBRÁS alegou ser impossível atender as reivindicações salariais, pois "a empresa vem trabalhando com déficit e as tarifas estão congeladas" (FSP).

BRIZOLA ACUSA BROSSARD

O governador Leonel Brizola (RJ) divulgou, ontem, uma nota afirmando que responsabilizará, "daqui por diante, em função de seu comportamento leviano e insensato, o senhor ministro da Justiça, Paulo Brossard, por eventuais fatos e situações atentatórias à ordem e à disciplina interna da Polícia Civil deste Estado". Segundo a nota, Brossard "vem contribuindo para criar e exarcebar incompreensões, prestigiando indivíduos irresponsáveis e insuflando a indisciplina e a insubordinação" (FSP).

OAB APROVA PARECER CONTRA PACOTE ANTIVIOLÊNCIA

O conselho federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) aprovou, ontem, por unanimidade, um parecer contra o "pacote" antiviolência do governo-- a ser votado pelo Congresso Nacional no segundo semestre. O parecer considera que, além de apresentar erros técnicos, o projeto é "um exemplo típico de legislação de pânico, de feição retrógrada", que não servirá como arma de combate à criminalidade. O documento será encaminhado ao Congresso, ao ministro da Justiça, Paulo Brossard, e à presidência da República (FSP).

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