EXÉRCITO REPRIME GREVE NA CSN

Soldados do 22o. Batalhão de Infantaria Motorizada do Exército de Barra Mansa (RJ) invadiram, ontem, as dependências da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), em Volta Redonda, onde os metalúrgicos completam, hoje, o seu segundo dia de greve. A invasão foi determinada pelo ministro da Indústria e Comércio (MIC), José Hugo Castelo Branco, que considerou a greve "altamente subversiva". Os militares, armados de fuzis e metralhadoras, acabaram com os piquetes nas três entradas da empresa, garantindo a entrada de quem quisesse trabalhar.

GOVERNO DESISTE DE CONFISCAR BOI NO PASTO

O governo federal desistiu de confiscar boi no pasto como forma de solucionar o abastecimento de carne, mesmo diante da constatação de que os pecuaristas não estão cumprindo o "acordo de cavalheiros" feito semana passada, para aumentar o volume de abates.

NÚMERO DE EMPRESAS AUMENTA 72% EM OITO MESES

O Ministério da Indústria e Comércio (MIC), através do Departamento Nacional de Registro do Comércio (DNERC), informou que de janeiro a agosto deste ano mais 313.379 novas empresas foram criadas (JB).

SARGENTO NEGA TER MORTO JORNALISTA

O sargento da Polícia Militar da Paraíba, Manoel Celestino da Silva, acusado de matar a tiros de metralhadora, em dezembro de 1984, o jornalista Paulo Brandão Cavalcanti, negou, ontem, qualquer participação no crime e acusou o delegado federal Antônio Flávio Toscano de Moura, que presidiu o inquérito, de torturá-lo para obter a confissão (JB).

CASO RUBENS PAIVA VAI PARA A JUSTIÇA MILITAR

O presidente do inquérito que apura a morte do ex-deputado Rubens Paiva, ocorrido nas dependências do DOI-CODI do Rio de Janeiro, em 1971, delegado Carlos Alberto Cardoso, concluiu que a Polícia Federal é incompetente para apurar o fato, e que a decisão caberá à Justiça Militar, para onde foi transferido o processo. Ele disse que "como o ex-deputado ficou preso e sumiu de dependências militares, com a participação de militares, o julgamento cabe à Justiça Militar e não à Polícia Federal" (JB).

BROSSARD CRITICA O MOVIMENTO DOS SEM-TERRA

O ministro da Justiça, Paulo Brossard, qualificou, ontem, o movimento dos trabalhadores sem-terra da Fazenda Annoni, em Sarandi (RS), de empreiteiros do delito organizado. Acusou-os de fazerem a "apologia pública do crime" e denunciou "seus incitadores" (cujos nomes não identificou), "de desejarem que haja um conflito grave, que haja mortes, para que tenham suas vítimas, a fim de continuarem seu trabalho".

ECONOMIA BRASILEIRA PODE CRESCER ATÉ 7,5%

Segundo as informações, os dados mais recentes recebidos pelo ministro do Planejamento João Sayad de sua assessoria indicam que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) este ano ficará "apenas ligeiramente" acima da meta do governo, situando-se entre 7,1% e 7,5% (O Globo).

SARNEY DESAPROPRIA MAIS 13 FAZENDAS

O presidente José Sarney assinou decretos ontem desapropriando mais 13 imóveis rurais, num total de 27.089 hectares, onde serão assentadas 1.240 famílias nos Estados do Ceará, Mato Grosso, Rondônia, Rio Grande do Norte, Bahia, Pará e Paraná. As áreas desapropriadas pelo governo somam agora, segundo as informações, 1,03 milhão de hectares (O Globo).

DOM IVO PEDE PROVIDÊNCIAS CALMAS E OBJETIVAS

O presidente da CNBB, dom Ivo Lorscheider, indagado sobre o conflito na fazenda Annoni, lamentou ontem a tentativa de se fazer justiça com as próprias mãos e alertou que o governo jamais deve se deixar "encurralar" a ponto de as pressões sociais tornarem mais difícies a adoção de providências "calmas e objetivas". Dom Ivo reiterou que "a posição da Igreja é contrária às invasões de terras", mas disse que "é urgente fazer uma verdadeira e boa reforma agrária, acompanhada de uma sadia e corajosa política agrícola" (O Globo).

MINISTRO CRITICA MILITARES DO JORNAL LETRAS EM MARCHA

O ministro do Exército, general Leônidas Pires Gonçalves, criticou ontem o jornal "Letras em Marcha", que é editado por oficiais das Forças Armadas e, em seu último número, afirma que "a Nação brasileira está sendo submetida a uma monstruosa lavagem cerebral, por ação de pessoas sob a influência do comunismo internacional". O general Leônidas Pires Gonçalves comentou ainda sobre o agravamento da punição do coronel Valter Bazarov Pinto, que vai cumprir mais 10 dias de prisão disciplinar. Segundo Leônidas, o coronel foi punido agora por um escalão superior, a 6a.

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