CREDORES AMEAÇAM IR À JUSTIÇA CONTRA BC

Segundo as informações, em seu primeiro encontro com um representante do governo brasileiro desde que o presidente José Sarney anunciou a suspensão do pagamento dos juros da dívida externa aos credores privados, o comitê de bancos credores pediu, ontem, ao diretor da Dívida Externa do Banco Central, Antônio de Pádua Seixas, que o BC reconsidere as instruções que baixou no último dia 23, a fim de garantir a renovação das linhas de curto prazo.

FUNARO DIZ QUE GOVERNO FARÁ AUDITORIA DA DÍVIDA

O ministro da Fazenda, Dílson Funaro, informou ontem que o governo brasileiro vai fazer a auditoria da dívida externa, para saber exatamente o que e como deve aos credores internacionais. Segundo o ministro, "vamos fazer essa auditoria sem o espírito de confrontação com quem quer que seja". "Simplesmente é indispensável que os brasileiros conheçam esse problema em toda a sua extensão".

MINISTRO DIZ QUE RESPEITARÁ ACORDO DE CARTAGENA

O ministro da Fazenda, Dílson Funaro, reafirmou ontem ao secretário de Fazenda da Argentina, Mário Brodersohn, a posição definida pelo Acordo de Cartagena (que reúne os países da América Latina e do Caribe). Segundo esse acordo, cada país deve atuar individualmente no tratamento da dívida, não cabendo ao Brasil liderar qualquer ação conjunta para a negociação com os bancos pelo fato de ter tomado a iniciativa de suspender o pagamento dos juros da dívida externa.

BRASIL PRECISA DE UM SÓLIDO PROGRAMA ECONÔMICO, DIZ VOLCKER

O presidente do banco central norte-americano (Federal Reserve), Paul Volcker, afirmou ontem que o Brasil precisa de um "sólido programa econômico" e de trabalhar "tanto para crescer e gerar superávits para sair da crise que atravessa". Segundo ele, "é necessário estabelecer uma nova base para a política e o desempenho do Brasil, para que se possa então abordar francamente o problema" de novos financiamentos.

ARRAES ACHA MORATÓRIA MODERADA

Apesar de considerar "moderada" a decisão do governo brasileiro de suspender o pagamento dos juros da dívida externa, o governador eleito de Pernambuco, Miguel Arraes (PMDB), disse que ela é "merecedora de apoio" (JB).

BRASIL SÓ PAGA US$7 BILHÕES ESTE ANO

Segundo as informações, o Brasil só aceita pagar US$6 bilhões ou US$7 bilhões do serviço da dívida externa este ano, ao invés da previsão inicial de US$11 bilhões. Este é o limite que os negociadores brasileiros pretendem impor aos credores internacionais nas negociações que se iniciam no fim de semana em Nova Iorque (EUA). O Brasil somente irá remeter os juros das dívidas de curto prazo se os bancos concordarem em renová-las. Caso contrário, os juros ficarão depositados no Banco Central na moeda de financiamento.

CRUZADO DESVALORIZA 1,02%

O Banco Central desvalorizou ontem o cruzado em 1,02%. Hoje, o dólar norte-americano está cotado a Cz$19,407 para compra e Cz$19,504 para venda. As minidesvalorizações acumuladas desde o dia 21 de novembro passado somam agora 38,4% (GM).

BC DECRETA LIQUIDAÇÃO EXTRAJUDICIAL DE CORRETORA DE CURITIBA

O Banco Central decretou ontem a liquidação extrajudicial da Alves Meyer Corretora de Títulos Ltda., sediada em Curitiba (PR), e que se apresentava devedora junto a contratos de participação de corretagem, mantidos em outras corretoras. O passivo a descoberto, em princípio, está estimado em Cz$21,58 milhões (GM).

LUCRO LÍQUIDO DO GRUPO REAL CRESCEU 102%

O conglomerado Real registrou lucro líquido de Cz$1,276 bilhão no ano passado, o que representou crescimento de 102,9% em relação a 1985. O patrimônio líquido do conglomerado foi de Cz$8,96 bilhões, o que representou um evolução de 88,13% em relação ao ano anterior. O lucro líquido do Banco Real por lote de mil ações atingiu Cz$8,08, enquanto o valor patrimonial ficou em Cz$53,48 por lote de mil ações (O Globo).

LULA DIZ QUE ACEITA DISPUTAR PRESIDÊNCIA

Se o Partido dos Trabalhadores (PT) quiser, o metalúrgico e deputado federal Luiz Inácio Lula da Silva aceita ser o candidato do partido nas eleições diretas para presidente da República. Lula é presidente nacional do PT e diz que nunca sonhou nem teve pretensões de ser presidente da República. "Se meu nome fortalecer o PT serei candidato", lançou o deputado (GM).

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