MARINHEIROS NORTE-AMERICANOS SÃO PRESOS NO RIO

Dois marinheiros norte-americanos, tripulantes do porta-aviões "Nimitz", foram presos ontem e autuados na 12a. Delegacia de Polícia de Copacabana, no Rio de Janeiro, por desacato e tentativa de homicídio. Os marinheiros brigaram num bar, desarmaram dois PMs, e dispararam seus revólveres. Um PM ficou ferido (O Globo).

POLÍCIA PRENDE OITO ESTUDANTES EM FORTALEZA

Cerca de 200 policiais militares invadiram ontem o "campus" universitário da Universidade de Fortaleza (CE) e prenderam oito alunos, além de causar ferimentos em vários outros. É a segunda vez que a PM ocupa o "campus" para dissolver o movimento grevista dos estudantes que protestam, há 28 dias, contra o aumento das semestralidades (JB).

BÓIAS-FRIAS FAZEM ACORDO EM RIBEIRÃO PRETO

Os cortadores de cana-de-açúcar de Jaboticabal, Sertãozinho e do distrito de Cruz das Posses, em Ribeirão Preto (SP), num total de 26 mil trabalhadores rurais, decidiram, ontem, em assembléia, aprovar a contraproposta apresentada pelo Sindicato do Açúcar e do Álcool e retornar ao trabalho. A contraproposta prevê IPC (Índice de Preços ao Consumidor) integral, 5% de produtividade e antecipação do "gatilho" salarial de junho. Os 24 mil cortadores de Guariba, Barrinha, Taquaritinga e Bebedouro rejeitaram a proposta mantendo o movimento grevista (FSP).

APANHADORES DE LARANJA ENTRAM EM GREVE

Cerca de 6 mil apanhadores de laranja de Taquaritinga (SP) entraram em greve por tempo indeterminado. Eles reivindicam uma diária de Cz$300,00 e Cz$8,00 pela caixa de laranja colhida (FSP).

STF SUSPENDE O "GATILHO" DOS SERVIDORES PAULISTAS

O STF (Supremo Tribunal Federal) concedeu ontem liminar ao governo do estado de São Paulo, sustando o pagamento do "gatilho" salarial aos servidores do estado, aprovado pela Assembléia Legislativa. O STF informou que se trata apenas de uma suspensão, até o julgamento definitivo, que deverá ocorrer ainda este mês.

FEEM ASSINA CONVÊNIO COM A CDRJ

A FEEM (Fundação Estadual de Educação do Menor) e a CDRJ (Companhia Docas do Rio de Janeiro) assinaram, ontem, um convênio que eleva de 26 para 57 o número de estagiários do "Programa de Patrulheirismo" da FEEM na empresa. A FEEM mantém cerca de 300 convênios, que asseguram trabalho para 2.500 menores, com mais de 13 anos. Pelos convênios, as empresas não mantém vínculo empregatício com os menores, o que as desobriga de encargos trabalhistas (O Globo).

AÇÕES DE DESPEJO AUMENTAM NO RIO DE JANEIRO

No mês de maio, o fórum da cidade do Rio de Janeiro recebeu 2.979 novas ações de despejo, contra 2.402 no mês anterior e as 1.511 em maio de 1986. Com isto, chegam a 10.497 as ações de despejo que deram entrada este ano na Justiça carioca. Durante todo o ano passado foram registradas 17.614 ações de desocupação de imóvel no município do Rio de Janeiro (O Globo).

CADERNETA VINCULADA TEM O MESMO LIMITE DO SFH

O Ministério do Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente informou que os financiamentos da casa própria através da caderneta de poupança vinculada estão sujeitos aos mesmos limites estabelecidos para o SFH (Sistema Financeiro da Habitação) como um todo: valor do imóvel até 10 mil OTNs (Cz$2,5 milhões) e valor financiado até 5 mil OTNs (Cz$1,25 milhão).

DESPEJOS RESIDENCIAIS DEVERÃO SER SUSPENSOS

Os despejos residenciais deverão ser suspensos por 120 dias, e não por 90 dias, como o governo pensou em fazer anteriormente, mas poderão ser autorizados caso o locador tenha apenas um imóvel e precise retomá-lo para uso próprio, informou o consultor-geral da República, Saulo Ramos. Os despejos serão permitidos em outros casos excepcionais, mas caberá ao Congresso Nacional decidir sobre o assunto porque, segundo Saulo Ramos, a suspensão dos despejos será apresentada como projeto de lei, e não como decreto-lei.

FIESP DIZ QUE NÃO PAGARÁ AUMENTO DE IMPOSTO

O presidente da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Mário Amato, afirmou que "se o governo aumentar os impostos o empresariado não vai ter como pagar ou, então, sonegará". Para Mário Amato, "não se trata de desobediência fiscal, mas sim de uma absoluta falta de condições e recursos para pagar mais impostos" (JB).

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