BRASIL COMPRA GÁS DA ARGÉLIA

O Brasil fechou um contrato de importação de 240 mil toneladas por ano de gás liquefeito de petróleo (GLP), com a Argélia, cujo valor não foi revelado. O contrato foi fechado pela área comercial da PETROBRÁS em Londres (Inglaterra) e deverá ser assinado nos próximos dias no Brasil (O Globo).

MIRAD PROMETE ASSENTAR 18 MIL FAMÍLIAS EM GOIÁS

O ministro da Reforma e Desenvolvimento Agrário, Jáder Barbalho, prometeu ontem ao governador de Goiás, Henrique Santillo (PMDB), que, a partir deste ano, o MIRAD começará o assentamento de 18 mil famílias na zona rural do estado, conforme projeto apresentado pelo próprio governo goiano. Segundo o ministro, para isso, o MIRAD dispõe de Cz$5 bilhões que serão repassados ao governo estadual para executar o assentamento (JC).

CAFEICULTORES VÃO À JUSTIÇA CONTRA BANCO QUE COBRA DÍVIDA

Cerca de 3 mil cafeicultores de todo o país, reunidos ontem, em São Paulo (capital), decidiram entrar na Justiça contra os bancos que estão executando as dívidas do setor, avaliadas em US$140 milhões. O encontro foi organizado pela UDR (União Democrática Ruralista) e pelo MDU (Movimento Democrático Urbano). Os caifeicultores pediram, na ocasião, a extinção do IBC (Instituto Brasileiro do Café), o fim do compulsório de 36% sobre as exportações-- o chamado confisco cambial-- e a substituição das atuais cotas de exportação por um sistema de leilões (JB).

ARRECADAÇÃO DE ICM CAI 14,4% EM TODO O PAÍS

A Secretaria de Economia e Finanças, do Ministério da Fazenda, informou que a arrecadação do ICM (Imposto sobre Circulação de Mercadorias) em todo o país apresentou uma queda de 14,4% no ano passado, em relação a 1986. Em 1987, a receita total de ICM foi de Cz$606,7 bilhões. O estado com maior participação no bolo geral continua sendo São Paulo, que teve sua participação aumentada de 39,4% para 40%. Sua arrecadação chegou a Cz$242,6 bilhões (queda de 13,3% sobre 1986).

EMISSÕES DE AÇÕES ATINGIU CZ$3,373 BILHÕES

A CVM (Comissão de Valores Mobiliário) informou que o volume de emissões de ações, em janeiro passado, alcançou o montante de Cz$3,373 bilhões, representando queda de 51,5% em relação ao mês anterior, quando o total emitido chegou a Cz$6,961 bilhões. Já as emissões de debêntures somaram Cz$823,345 milhões, superando o valor de dezembro último, que foi de Cz$37,030 milhões (GM).

COTAÇÃO DAS BOLSAS DE VALORES

A BVRJ (Bolsa de Valores do Rio de Janeiro) fechou ontem em baixa de 2,2%, com o volume de negócios atingindo Cz$1,122 bilhão (21,4% inferior ao resultado do pregão anterior). Em São Paulo, o Índice BOVESPA (Bolsa de Valores do Estado de São Paulo) fechou em baixa de 1,7%, com o volume de negócios atingindo Cz$3,551 bilhões (19,6% menor que o resultado anterior) (FSP).

FIRST BOSTON RECUA NA IDÉIA DE LANÇAR FUNDO BRASIL

Os vice-presidentes do First Bank of Boston, Age Hollanger e Thomas Keesee, reunidos ontem, no Rio de Janeiro, com o presidente da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), Arnold Wald, informaram que, ao menos por enquanto, não é hora de lançar o Fundo Brasil-- cotas de ações brasileiras que seriam negociadas na Bolsa de Valores de Nova Iorque pelo banco norte-americano--, pois a bolsa novaiorquina ainda está muito abalada pelo crash do dia 19 de outubro passado.

COTAÇÃO DO DÓLAR NORTE-AMERICANO

O Banco Central desvalorizou o cruzado ontem em 0,8278%. O dólar norte-americano está cotado, hoje, no câmbio oficial, a Cz$86,412 para compra e a Cz$86,844 para venda. As minidesvalorizações acumuladas desde o dia 21 de novembro de 1986 somam agora 516,34% (GM).

FINANCEIRAS COBRAM 28% AO MÊS EM EMPRÉSTIMO

A ADECIF (Associação das Empresas de Crédito, Investimento e Financiamento) informou que os bancos e as financeiras de todo o país já estão cobrando juros mensais de seus clientes, nos empréstimos pessoais, de até 28,28%, o que representa um encargo em termos anuais de 1.885% (JB).

BC NÃO COBRIRÁ "ROMBO" DE BANCOS ESTADUAIS

O Banco Central não irá cobrir novos "rombos" nos bancos estaduais. A reforma bancária que está sendo feita pelo BC em conjunto com o BIRD (Banco Mundial) traz uma inversão de mão no relacionamento dos estados com suas instituições financeiras: em vez de os bancos estaduais socorrerem seus estados (mesmo que para isso sejam obrigadas a sacar a descoberto no BC), os estados é que terão que subsidiar seus bancos, através do orçamento estadual, caso a instituição apresente problema de liquidez.

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