BANCÁRIOS PEDEM 88% DE REAJUSTE SALARIAL

O Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro iniciou a sua campanha salarial, com vistas ao dissídio de setembro. As reivindicações foram apresentadas ao presidente do sindicato, Theofilo de Azevedo Santos. Os pontos mais importantes da pauta são reajuste salarial de 88%, reposição das perdas salariais de 26% e piso salarial de Cz$90 mil. Ao todo, os bancários apresentaram 107 cláusulas reivindicatórias, entre elas a participação nos lucros das instituições financeiras (JC).

FUNCIONÁRIOS DE USINA AMEAÇAM CORTAR ABASTECIMENTO DE CARVÃO

Os 650 funcionários da Usina Termoelétrica Jorge Lacerda, em Tubarão (SC), em greve há três dias, decidiram ontem cortar o abastecimento de carvão e retardar a operação de geradores. A medida visa desativar gradativamente a usina, que já estava operando com apenas 50% da produção de 482 megawatts. Isso porque a presidência da ELETROSUL e o Ministério das Minas e Energia se recusam ao pagamento da URP (JC).

CARTEIROS DE SÃO PAULO CONTINUAM EM GREVE

Os funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) da Grande São Paulo, Campinas e São Josédos Campos só encerrarão a greve iniciada há 18 dias se o ministro das Comunicações, Antônio Carlos Magalhães, concordar em discutir a contraproposta da categoria, que deverá receber hoje, em Brasília. Os grevistas reivindicam agora o pagamento com correção monetária da URP de abril e maio (como foi concedido aos funcionários do Banco Meridional) ou simplesmente 45% de aumento sobre os salários atuais.

BB COMEÇA AS DEMISSÕES HOJE

O Banco do Brasil começa a demitir hoje, se a greve não parar. A direção do banco ofereceu empréstimos aos funcionários, mas eles já decidiram que o movimento continua (O ESP).

FIESP LEVARÁ PROPOSTA A MAÍLSON

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) vai solicitar, no próximo dia 1, um encontro com o minsitro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, para apresentar a lista de propostas para conter o avanço da inflação. Em fase final de elaboração pelo Departamento de Economia, o documento vai propor, entre outras medidas, um corte drástico do quadro de funcionários públicos, o fechamento de alguns ministérios e a redução do patrimônio das empresas estatais, por meio de um rígido programa de privatização (JB).

BRASIL IMPORTARÁ LIXO TÓXICO DOS EUA

O Brasil poderá em breve importar lixo dos EUA, tornando-se um dos centros de eliminação de detritos tóxicos provenientes das indústrias norte-americanas. A transação foi denunciada ontem pelo Conselho de Assuntos Hemisféricos, entidade independente de pesquisa sediada em Washington, e as negociações entre os governos dos dois países confirmadas por um porta-voz do Departamento de Estado.

INFLAÇÃO DE JULHO ATINGIU 24%

A inflação de julho atingiu 24,04%, segundo divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice só é menor que o registrado em junho de 87, quando a inflação foi de 26,06%. De janeiro até aqui, os preços acumularam alta de 232,1%. O rendimento da caderneta de poupança ficou em 24,66%. A OTN (Obrigação do Tesouro Nacional) de agosto valerá Cz$1.982,48. Já o novo Piso Nacional de Salários, reajustado em 24,98%, passa a Cz$15.552,00. Desde sua criação, em agosto do ano passado, acumula um aumento real de 13%.

SIMONSEN DIZ QUE É HORA DE USAR REDUTOR

O ex-ministro da Fazenda Mário Henrique Simonsen entende que o momento é propício para a adoção de um redutor sobre preços e salários-- reajuste abaixo da inflação do mês anterior--, como forma de controlar a desvalorização do cruzado. Autor da proposta, que estaria para ser adotada pelo governo, o ex-ministro ressalva de que ela só teria êxito caso fossem adotadas, ao mesmo tempo, restrições nas áreas monetária e fiscal (O Globo).

NÚMEROS DO GOVERNO E ARCHER SÃO DIFERENTES

O ex-ministro Renato Archer afirmou ontem que deixou o Ministério da Previdência e Assistência Social por desentendimento com o Planalto sobre os números do impacto dos benefícios aprovados pelos constituintes. Archer entregou ao presidente José Sarney, na semana passada, um documento mostrando que os benefícios não onerariam a Previdência.

BARBALHO QUER CORTAR GASTOS DA PREVIDÊNCIA

O novo ministro da Previdência, Jáder Barbalho, que toma posse hoje, vai engajar-se no "esforço deflagrado pelo presidente José Sarney" com o objetivo de tentar retirar do texto constitucional os benefícios que aumentam os gastos do ministério. A informação foi dada ontem pelo próprio Jáder, em entrevista no Palácio do Planalto concedida logo após aceitar o convite para assumir a Pasta, em substituição a Renato Archer.

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