REESCALONADA A DÍVIDA COM O CLUBE DE PARIS

O ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, anunciou ontem a conclusão da renegociação da dívida brasileira junto ao Clube de Paris: do total de US$17 bilhões, foram reescalonados US$4,492 bilhões, sendo US$3,856 bilhões do principal e US$1,136 bilhão de juros. Para a dívida vencida entre janeiro de 87 a julho de 88, o governo obteve prazo de 10 anos, com cinco anos de carência, a contar do dia 1o. de agosto de 88. A última prestação vencida será paga em 1998 (JC).

COTAÇÃO DO DÓLAR NORTE-AMERICANO

A minidesvalorização cambial promovida ontem pelo Banco Central foi de 0,8107%. O dólar norte-americano estará cotado, no próximo dia 1, no câmbio oficial, a Cz$242,48 para compra e Cz$243,69 para venda. As minidesvalorizações cambiais promovidas pelo BC desde o início do ano somam agora 241,51% (GM).

IGREJA PEDE APOIO PARA SE INFORMATIZAR

O Vaticano enviou ao Brasil o gerente da agência informativa "Event", de Milão, Itália, FRanco Gugliemeli, para manter contatos com o objetivo de implantar um projeto de informatização na Igreja Católica da América Latina. Ele deve manter contatos com empresários, autoridades e dirigentes da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) para concretizar o projeto no prazo de dois anos. O projeto incluirá, numa primira etapa, investimentos de US$30 milhões para a organização de um banco de dados e a criação de uma agência católica de notícias (FSP).

FUNCIONÁRIOS DO BANCO BRASIL ENCERRAM GREVE

Terminou a greve dos funcionários do Banco do Brasil, após cinco horas de negociação entre o comando nacional do movimento e a direção do banco. Os grevistas não conseguiram recuperar as URPs de abril e maio, mas receberão até dia 5 o equivalente a dois meses de salário-base mais o anuênio (1% dos vencimentos). A direção do banco não abriu mão de descontar das férias, abonos-assiduidade ou folgas, os dias parados, mas se dispôs a negociar a questão no dissídio da categoria, em setembro (JB).

SARNEY JÁ ESTÁ COM PLANO DE SIMOSEN

O presidente José Sarney recebeu ontem a proposta do ex-ministro da Fazenda Mário Henrique Simonsen para o combate à inflação. Simonsen defende a adoção de um redutor para preços e salários, mecanismo pelo qual os índices de reajuste seriam sistematicamente inferiores à taxa de inflação. Paralelamente, o governo adotaria uma política monetária mais restritiva, contendo a emissão de papel-moeda e elevando as taxas de juros, procederia a novos cortes de gastos e tomaria providências para elevar a receita do Tesouro Nacional (O Globo).

AIDS JÁ ATINGE 200 MIL PESSOAS NO MUNDO

O número real de casos de AIDS no mundo constitui o dobro das ocorrências registradas oficialmente. A Organização Mundial de Saúde (OMS) informou ontem em Genebra, Suíça, que o total de aidéticos, notificados e não-notificados, situa-se entre 200 mil e 250 mil (FSP).

MINISTRO APROVOU ENTRADA DE VACINAS NO PAÍS

O ministro da Saúde, Borges da Silveira, aprovou ontem a entrada no país de 50 mil doses de vacina contra a meningite meningocócica do tipo B, doadas ao Brasil pelo governo cubano. O ministro decidiu liberar o medicamento após reunião em Brasília com o secretário de Saúde de São Paulo, José Aristodemo Pinotti, que pleiteava as doses para combater a epidemia de miningite no estado (FSP).

GOVERNO AUMENTA PREÇOS DOS COMBUSTÍVEIS

O governo anunciou ontem à noite aumento médio de 19% nos preços dos combustíveis. A partir de hoje, a gasolina passa a custar Cz$134 o litro, e o álcool, Cz$92 (JB).

CAEM O PIB E O NÍVEL DE INVESTIMENTOS

A taxa de formação bruta de capital fixo, que mede os investimentos na economia, ficou em 16,5% do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre deste ano, a mais baixa desde 1985. Com isso, o nível de investimentos sofreu queda neste período de 2,9% em relação aos primeiros três meses deste ano. O PIB também apresentou um desempenho negativo no segundo trimestre deste ano. Sua queda, nesse período, foi de 0,8% em relação ao período de janeiro a março, correspondendo a um valor de Cz$13,7 trilhões.

PRESIDENTE DA FUNCEX CRITICA CRIAÇÃO DAS ZPES

O presidente da FUNCEX (Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior), Benedito Moreira, disse ontem que a criação das Zonas de Processamento de Exportação (ZPEs) no Brasil é Imprópria", inoportuna e não acrescenta nada à economia do país nem ao nordeste".

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