MAÍLSON TRANQUILIZA BANCOS ESTRANGEIROS

O ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, tranquilizou, por telefone, os bancos credores do Brasil pelo atraso no pagamento de US$500 milhões de juros da dívida externa. Oficialmente, o atraso deveu-se a falhas no computador, mas os banqueiros chegaram a pensar em moratória. O ministro confirmou que o governo deve fazer o pagamento em uma semana e negou qualquer intenção de pressionar os credores. Outras versões davam conta, porém, de que o Brasil pretendia atrasar o pagamento por mais sete dias (O ESP).

METALÚRGICOS ENTRAM EM GREVE

Os metalúrgicos dos estaleiros Verolme, em Angra dos Reis (RJ), entraram em greve por tempo indeterminado. Querem reposição de 68,77% e acham que o assunto deve ser decidido apenas entre eles, patrões e Justiça (O Dia).

COCA-COLA INVESTIRÁ US$200 MILHÕES

A Coca-Cola norte-americana e suas 76 franqueadas no Brasil investirão, este ano, US$200 milhões, a maior parcela-- US$120 milhões-- na abertura de cinco novas fábricas e na modernização de outras três já em regime de produção. O cronograma prevê inaugurar três novas fábricas nos Estados de São Paulo, Rio Grande do Sul e Alagoas, além de modernizar as instalações das unidades de Rio Branco (AC), Manaus (AM) e Brasília (DF). Com isso, a Coca-Cola pretende ampliar em 10% sua capacidade de produção, hoje de 3,4 bilhões de litros por ano (GM).

CÂMARA DO RIO DE JANEIRO TEM 77 ASSESSORES POR VEREADOR

A Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro tem nada menos de 3.240 funcionários-- o que representa cerca de 77 pessoas trabalhando para cada um dos 42 parlamentares. A informação foi obtida ontem pela presidente da Casa, vereadora Regina Gordilho, que prometeu começar as demissões ainda hoje. Entre os servidores-- a maioria com salários acima de NCz$300-- há alguns que sequer moram na região sudeste (O Globo).

DEMISSÕES NA RFFSA

A assessoria de comunicação social da Rede Ferroviária Federal (RFFSA) informou ontem que a empresa demitiu seu vice-presidente, cinco diretores e 12 assessores, seguindo a orientação do governo, anunciada dia 15 (FSP).

DESVALORIZAÇÃO CAMBIAL SURPREENDE EXPORTADORES

A desvalorização cambial de 17% determinada pelo governo com o "pacote" econômico ficou acima do que o setor exportador esperava. A afirmação foi feita ontem, no Rio de Janeiro, pelo presidente da Comissão de Comércio Exterior da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Luiz Octávio Vieira. Ele disse que os exportadores estão satisfeitos com o "choque", mas esperavam uma desvalorização da ordem de 10% (FSP).

SALEK DIZ QUE SUPERÁVIT DE 88 É SUPERIOR A US$19 BILHOES

O diretor da CACEX (Carteira de Comércio Exterior do Banco do Brasil), Namir Salek, disse que o saldo da balança comercial brasileira em 1988 ficou "acima de US$19 bilhões e abaixo de US$19,5 bilhões", situando-se em torno dos US$19,3 bilhões que ele havia previsto em dezembro (FSP).

DIEESE CALCULA QUE MAIOR PERDA SERÁ DE 43,14%

As categorias com data-base em julho terão as maiores perdas salariais com a implantação do Plano Verão: 43,14%. A informação é do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (DIEESE). A projeção foi baseada numa inflação de 50% entre 16 de dezembro e 30 de janeiro. Quem tem data-base em janeieo sofrerá a menor perda (33,34%), disse Sérgio Mendonça, economista da entidade (FSP).

GOVERNO NÃO PREVÊ PROTEÇÃO AO FGTS

Na medida provisória que instituiu o congelamento dos preços-- Plano Verão--, o governo se esqueceu de prever uma forma de proteger os patrimônios do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e do Fundo de Participação PIS/PASEP contra a inflação futura. A medida provisória só se refere ao FGTS e ao PIS/PASEP no Artigo 4o., quando determina que os saldos sejam convertidos para cruzados novos, deprezando-se os centavos.

CGT QUER QUE CONGRESSO DERRUBE AS MEDIDAS DO "PACOTE"

A Central Geral dos Trabalhadores (CGT) quer que o Congresso derrube as medidas do Plano Verão que, segundo a entidade, serão responsáveis por perdas salariais. Esta posição foi tomada ontem, em São Paulo, pela direção nacional da central, num encontro que reuniu representantes de 13 entidades sindicais (FSP).

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