Enviado por admin em dom, 10/12/1989 - 00:00
Com uma conversão de apenas 5% da dívida externa brasileira, o que geraria hoje US$6,5 bilhões ou NCz$52 bilhões ao câmbio oficial, seria possível construir um milhão de moradias, a cada ano, no país, número compatível com a meta dos dois candidatos à Presidência da República-- Fernando Collor de Mello (PRN) e Luís Inácio da Silva (PT)--, de gerar entre quatro e cinco milhões de unidades habitacionais durante seus mandatos.
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O candidato do PRN à Presidência da República, Fernando Collor de Mello, afirmou ontem que, caso seja eleito, dará "recursos suficientes para resolver o problema da miséria na Baixada Fluminense", e que transformará a região num pólo industrial capaz de absorver a mão-de-
26643 obra lá existente. Em relação ao Município de Nova Iguaçu, o maior e mais populoso da Baixada, Collor disse que sua primeira providência, caso eleito, será a construção de um "grande hospital geral", capaz de atender a pacientes de toda a região (O Dia).
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O candidato do PT à Presidência da República, Luís Inácio da Silva, tem reafirmado em seus pronunciamentos que, caso eleito, vai realizar a reforma agrária no Brasil. O programa da Frente Brasil Popular (PT, PSB e PC do B), que apóia "Lula", no que se refere à reforma agrária: assentamento de cinco milhões de trabalhadores sem terra nos cinco anos de governo. O programa de Fernando Collor de Mello, do PRN, para a reforma agrária é: garantir em cinco anos de governo o assentamento de 500 mil famílias, apenas 10% da meta traçada por "Lula".
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Vite dias antes de o governador da Bahia, Nilo Coelho (PMDB), ter formalizado seu apoio a Fernando Collor de Mello, o candidato do PRN à Presidência da República já estava sendo beneficiado pela máquina do estado. A Companhia de Eletricidade da Bahia (COELBA), contrariando suas rigorosas normas, instalou, sem pagamento antecipado, todo o sistema de iluminação do comício realizado por Collor no último dia oito de novembro, em Salvador. Até hoje, a dívida de NCz$9,5 milhões não foi paga (JB).
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Diante da possibilidade de ganhar a eleição presidencial, admitida seriamente depois que a última pesquisa do IBOPE o coloca a nove pontos percentuais de distância de seu adversário Fernando Collor de Mello (PRN), o candidato do PT, Luís Inácio da Silva, decidiu iniciar articulações com os candidatos de esquerda derrotados no primeiro turno para tratar da formação do governo.
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Para enfrentar o avanço de Luís Inácio da Silva (PT) nas pesquisas, o candidato do PRN, Fernando Collor de Mello, resolveu trocar a equipe que fazia seu programa de TV no horário gratuito. Seu irmão, Leopoldo Collor, contratou às pressas, em São Paulo, o jornalista Francisco Santa Rita, que dirigiu os programas de Ulysses Guimarães (PMDB), para substituir Belisa Ribeiro nos últimos cinco programas da campanha na televisão, que acaba dia 14 (JB).
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O candidato da Frente Brasil Popular (PT, PSB e PC do B), Luís Inácio da Silva, conta agora com 42% das intenções de votos de acordo com pesquisa do Instituto Gallup divulgada ontem. Sua posição anterior era de 38,2%. O candidato do PRN, Fernando Collor de Mello, passou de 50,1% na pesquisa anterior para 48,2% na divulgada ontem. A pesquisa ouviu 4.241 eleitores nos 23 estados. O percentual de indecisos passou de 5,1% para 5%. Os nulos (de 4,2% para 3,2%) e brancos (de 2,4% para 1,6%) (O ESP).
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Luís Inácio da Silva (PT) disse ontem que, "se tiver vontade política, é possível" construir todos os Centros Integrados de Educação Pública (CIEPs) prometidos por Leonel Brizola, candidato derrotado do PDT. Afirmou que tem essa vontade. Brizola havia prometido construir 12 mil CIEPs em cinco anos. O preço de cada unidade varia entre US$600 mil e US$700 mil. A US$650 mil, os 12 mil CIEPs custariam US$7,8 bilhões. Trata-se de uma quantia equivalente a 7% do valor que terá a dívida externa brasileira na data da posse do novo presidente (US$112,1 bilhões).
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O senador Mário Covas, candidato derrotado do PSDB à Presidência da República, disse ontem, em São Paulo, que fará oposição ao governo um dia após a eleição. "Decidimos apoiar a candidatura Lula (Luís Inácio Lula da Silva, PT) até o dia da eleição". "Depois somos oposição", afirmou o senador (FSP).
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A Associação Comunitária de São Bernardo do Campo (SP) usou parte de um financiamento externo de US$195 mil, obtido na Holanda, para a formação de lideranças comunitárias que hoje estão engajadas na campanha presidencial de Luís Inácio da Silva. O financiamento, a fundo perdido, foi contratado em agosto de 1988 junto à Cebemo, uma entidade holandesa de apoio a projetos comunitários de países em desenvolvimento. A associação é tida como um "braço do PT", embora não possua qualquer vínculo formal com o partido.
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