Enviado por admin em sab, 06/01/1990 - 00:00
A PETROBRÁS comprou 378,5 milhões de litros de álcool anidro nos EUA, que serão usados como aditivo na gasolina. A compra foi confirmada ontem no Rio de Janeiro pela estatal. A importação foi acertada com a Archer Daniels Midland (ADM) no último dia 3, ao preço de US$335 o metro cúbico, unidade que corresponde a mil litros (FSP).
Enviado por admin em sab, 06/01/1990 - 00:00
O ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, determinou que a SUNAB multe as empresas que não respeitarem a portaria que limita a 60% os juros das transações entre o comércio e a indústria. As multas variam entre 50 e 200 mil BTNs (de NCz$591,2 a NCz$2,3 milhões) (FSP).
Enviado por admin em sab, 06/01/1990 - 00:00
O ministro Vicente Fialho (Minas e Energia) disse que a crise do álcool combustível vai se agravar no centro-sul se for mantida a proibição do metanol. Segundo ele, sem o metanol a região receberá 550 milhões de litros por mês-- o normal seria 850 milhões. O metanol aumentaria a oferta em 100 milhões de litros. O ministério tentará cassar na Justiça a proibição do metanol. Fialho recebeu um documento da USP aprovando o uso do metanol como combustível. Falta álcool em dez estados (FSP).
Enviado por admin em sab, 06/01/1990 - 00:00
O presidente eleito, Fernando Collor de Mello, deverá promover uma recessão como parte do plano de ataque à inflação. Mas, segundo o desejo da equipe coordenada pela assessora Zélia Cardoso de Mello, será uma recessão branda. O plano inclui também um choque fiscal, com cortes de gastos para aumentar receitas do governo, e a "desindexação" da economia. Isso significaria o fim dos reajustes automáticos de preços e salários. Nesse sentido, a assessoria de Collor pensa em alongar os prazos de reajustes, hoje mensais.
Enviado por admin em sab, 06/01/1990 - 00:00
O Banco Central desvalorizou, ontem, o cruzado novo em relação ao dólar norte-americano em 1,8920 para compra e em 1,8969 para venda. No próximo dia 8, o dólar estará cotado a NCz$12,4400 para compra e a NCz$12,5030 para venda. As desvalorizações cambiais promovidas pelo BC desde o início do ano somam 10,46% (GM).
Enviado por admin em sab, 06/01/1990 - 00:00
O Banco Mundial (BIRD) vai oficializar no próximo dia 16 um empréstimo de US$375 milhões ao Brasil, para projetos na área de linhas de transmissão de energia elétrica. Um novo financiamento com volume semelhante de recursos, para o mesmo tipo de projeto, deverá ser liberado ainda este ano. Já no próximo dia 9, em Washington, por outro lado, o banco vai assinar a homologação de um empréstimo de US$35 milhões ao governo brasileiro para obras de conservação do solo de Santa Catarina (JB).
Enviado por admin em sab, 06/01/1990 - 00:00
O novo ministro-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas (EMFA), general Jonas de Morais Correia Neto, que tomou posse ontem como o quinto titular do cargo no governo Sarney, condenou com vigor a extinção do Serviço Nacional de Informações (SNI), promessa de campanha do presidente eleito Fernando Collor de Mello. "Nenhum país pode viver sem um serviço desses", resumiu o militar (JB).
Enviado por admin em sab, 06/01/1990 - 00:00
A participação do carro a álcool nas vendas do mercado interno caiu, em 89, de 79,3% para 42,7%. A tendência é cair ainda mais, numa proporção de 10% a cada três meses, segundo previsão do presidente da Associação dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA), Jacy Mendonça (O ESP).
Enviado por admin em sab, 06/01/1990 - 00:00
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Luiz Antônio Medeiros, admitiu, ontem, a possibilidade de vir apoiar uma greve geral caso o presidente eleito, Fernando Collor de Mello, decida utilizar os caminhos da recessão para debelar a inflação. Ao ser questionado se poderia se aliar à CUT para realizar tal greve, o sindicalista disse que faria aliança até com o diabo (JC).
Enviado por admin em sab, 06/01/1990 - 00:00
O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Jair Meneghelli, criticou, ontem, a proposta de distribuição de cestas de alimentos à população carente, admitida por assessores econômicos do presidente eleito Fernando Collor de Mello. "Não queremos esmola e somos contra a padronização dos hábitos alimentares. Os trabalhadores precisam ter salários suficientes para comprar o que bem entender", argumentou o presidente da CUT, que participou no BNDES do Fórum Nacional. Sua opinião foi endossada pela ministra do Trabalho, Dorothéa Werneck.
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