O PROGRAMA DE GOVERNO DE COLLOR

O presidente eleito, Fernando Collor de Mello, deverá promover uma recessão como parte do plano de ataque à inflação. Mas, segundo o desejo da equipe coordenada pela assessora Zélia Cardoso de Mello, será uma recessão branda. O plano inclui também um choque fiscal, com cortes de gastos para aumentar receitas do governo, e a "desindexação" da economia. Isso significaria o fim dos reajustes automáticos de preços e salários. Nesse sentido, a assessoria de Collor pensa em alongar os prazos de reajustes, hoje mensais. Essas correções também deverão tomar por base a projeção de inflação futura. O presidente eleito afirmou ontem na Itália que a recusa em antecipar sua posse não está ligada à ameaça de hiperinflação (FSP).