COLLOR DIZ QUE MEDIDAS TERÃO APOIO POPULAR

O presidente eleito, Fernando Collor de Mello, afirmou ontem a cinco jornalistas norte-americanos e um canadense, representantes da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), estar convencido de que o seu plano econômico terá apoio popular. "O Ibope mostrou muito claramente que a população está preparada para estas medidas", disse (O ESP).

LOJAS AMERICANAS APONTA FALTA GRAVE

A diretora de recursos humanos das Lojas Americanas, Olga Nietta, confirmou que a empresa demitiu por justa causa 58 funcionários da loja da Rua do Ouvidor, no centro do Rio de Janeiro, e que as demissões são irrevogáveis. Segundo ele, os funcionários cometaram uma "falta grave", ao abandonarem o posto de serviço, no último dia 5, para fazer uma manifestação no Largo de São Francisco, contra a empresa. Olga disse ainda que não há qualquer acordo com o Sindicato dos Comerciários que estabeleça um piso de dois salários mínimos para a categoria.

LOJAS AMERICANAS DEMITEM E EMPREGADOS PROTESTAM

Os empregados das Lojas Americanas fizeram ontem manifestação em frente à filial da Rua do Ouvidor, no centro do Rio de Janeiro, em protesto contra a demissão de 65 colegas (a empresa garante que foram 58), por justa causa. O movimento foi organizado pelo Sindicato dos Comerciários do Rio.

SARNEY CRIA DUAS RESERVAS PARA GARIMPO

Contrariando a liminar do juiz Novely Vila Nova da Silva Reis, da 7a. Vara da Justiça Federal, no Distrito Federal, o presidente José Sarney assinou, ontem, os decretos 98.959 e 98.960, criando as reservas garimpeiras de Urapicoera e Catrimani-Couto Magalhães, em Roraima, dentro da Floresta Nacional de Roraima, que vão abrigar os milhares de garimpeiros que há anos vinham explorando ouro nas áreas demarcadas dos índios Yanomanis (JC).

BISPOS PREGAM APOIO DA IGREJA A COLLOR

O arcebispo metropolitano de Brasília, cardeal dom José Freire Falcão, e o ex-arcebispo de Olinda e Recife (PE), dom Hélder Câmara, defenderam, ontem, o apoio da Igreja às medidas a serem implementadas pelo futuro governo de Fernando Collor de Mello para debelar a inflação e enfrentar as distorções econômicas vividas pelo país (JC).

UMA INJEÇÃO DE NCZ$100 BILHÕES

O presidente José Sarney, no seu último trimestre de governo terá injetado na economia cerca de NCz$100 bilhões. Esta pelo menos é a programação que o Banco Central submeterá à aprovação do Conselho Monetário Nacional (CMN), na sua última reunião no governo Sarney, no próximo dia 21. O voto do BC estima que a emissão de moeda (base monetária) e o volume de dinheiro que estará circulando na economia mais os depósitos à vista nos bancos (meios de pagamento) apresentarão um crescimento até o final de março de 165%.

BANCO NACIONAL LUCROU NCZ$254 MILHÕES

O Banco Nacional-- 13o. no "ranking" entre os maiores bancos que operam no Brasil e 5o. entre os controlados por capital privado brasileiro-- encerrou o exercício de 1989 com lucro líquido de NCz$254 milhões e 668 mil, correspondente a uma rentabilidade de 9,32% sobre o patrimônio líquido. Desse montante, NCz$63 milhõess e 591 mil foram distribuídos aos 214.474 acionistas, a títulos de dividendos (JC).

CVRD LUCRA EM JANEIRO NCZ$349,4 MILHÕES

A Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) registrou no mês passado lucro líquido de NCz$349,4 milhões, equivalentes a NCz$975,84 por lote de mil ações. Esse resultado corresponde a US$19,7 milhões, 92,7% inferior aos US$276,3 milhões verificados em idêntico período do exercício de 89 (JC).

ENERGIA ELÉTRICA VAI TER AUMENTO DE 73%

No dia 1o. de março as tarifas de energia elétrica aumentarão em índice idêntico ao IPC de fevereiro, previsto para algo entre 73% e 75%-- anunciou o secretário especial de Assuntos Econômicos do Ministério da Fazenda, Michal Gartenkraut. O assessor do ministro Maílson da Nóbrega também informou que as demais tarifas públicas serão reajustadas, em índices iguais ou próximos aos da inflação, até a posse de Collor, em 15 de março.

O SALDO DA BALANÇA COMERCIAL BRASILEIRA

O saldo da balança comercial brasileira em janeiro foi de US$659 milhões, apresentando queda de 56,5% em relação a igual mês do ano passado. O resultado, o pior desde abril de 1987, reflete uma maior liberalização das importações e, segundo a CACEX. As importações totalizaram em janeiro US$1,632 bilhão, soma 32,4% maior do que a computada em janeiro de 89, e 18,18% superior à média desse mês durante a última década. As exportações geraram receita de US$2,291 bilhões, registrando queda de 16,72% em relação ao resultado de janeiro de 89 (US$2,751 bilhões) (JC).

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