BC RETOMA NEGOCIAÇÕES DA DÍVIDA EXTERNA

O presidente do Banco Central, Ibrahim Eris, e o embaixador especial para a dívida externa, Jório Dauster, retomaram ontem, em Washington, as negociações com o Fundo Monetário Internacional (FMI). O objetivo do encontro com o diretor-gerente do FMI, Michel Camdessus, é o de tentar um consenso sobre a minuta da carta de intenções que será analisada pela diretoria do Fundo (FSP).

CUT DEVE PARTICIPAR DO PACTO SOCIAL

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Jair Meneghelli, acenou ontem com a participação da entidade na comissão tripartite que vai discutir o "entendimento nacional". Ele defendeu indiretamente esta postura ao dizer que a CUT precisa mudar a atitude em relação ao governo (FSP).

PESQUISA DO IBOPE MOSTRA APOIO A COLLOR DE MELLO

O governo do presidente Fernando Collor de Mello tem a aprovação de 79% da população brasileira, que consideram sua administração ótima (8%), boa (27%) ou regular (44%), de acordo com pesquisa nacional do IBOPE, realizada entre os dias 17 e 30 de agosto, junto a 3.643 entrevistados (JB) (O Globo).

COTAÇÃO DO DÓLAR NORTE-AMERICANO

Os bancos negociavam ontem o dólar para importação e exportação entre Cr$67,80 e Cr$67,90. No paralelo, o dólar teve o preço de Cr$78,00 para compra e Cr$78,50 para venda em São Paulo. No Rio de Janeiro, de Cr$77,50 e Cr$79,00. O dólar-turismo foi negociado a Cr$76,00 para compra e Cr$79,00 para venda em São Paulo e a Cr$75,00 e Cr$80,00 no Rio de Janeiro (GM).

ZÉLIA DIZ QUE PACTO SOCIAL SAIRÁ MESMO SEM A CUT

A ministra da Economia, Zélia Cardoso de Mello, declarou ontem no Rio de Janeiro que se a CUT (Central Única dos Trabalhadores) não aceitar participação no Pacto Social os representantes do governo e dos empresários formarão sozinhos uma comissão central e outras sub- comissões para discutir as grandes questões nacionais (JB).

COLLOR MANDA APURAR MORTE DE CRIANÇAS

Por determinação do presidente Fernando Collor, o ministro da Justiça, Bernardo Cabral, vai entrar pessoalmente em contato com os governadores de São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco para saber que providências eles tomaram depois das denúncias de extermínio de crianças e adolescentes, feitas pela Anistia Internacional. "O presidente quer que as denúncias sejam apuradas da forma mais rigorosa possível", disse o ministro da Justiça, logo após despacho com Collor (JB).

BRASIL PEDIRÁ AJUDA A ONU

O Brasil vai apelar ao Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados e à Cruz Vermelha para que enviem emissários a Bagdá, a fim de tentar obter a libertação dos brasileiros impedidos de sair do Iraque. A iniciativa faz parte de uma ação conjunta com outros países que têm cidadãos retidos em território iraquiano, apesar de não participarem do cerco militar contra o país (JB).

A MEDIDA PROVISÓRIA 219

O "Diário Oficial" da União publicou ontem a medida provisória no. 219, que acaba com a possibilidade de as empresas, sob alegação de dificuldades financeiras, deixarem de pagar reposições salariais. A MP 219, que substitui a MP 211, permite que patrões e empregados estabeleçam regras próprias de reposição das perdas salariais. Com a nova MP, o STF (Supremo Tribunal Federal) negou seguimento às quatro ações de inconstitucionalidade propostas contra a MP 211 feitas pelo PT, PSDB, PDT e CNTM (Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos) (O ESP).

COLLOR APROVA MUDANÇAS NA LEI DE GREVE

O presidente Fernando Collor aprovou ontem as sugestões de modificação na atual Lei de Greve. A proposta de projeto de lei estabelece penas de um a seis meses de detenção para quem descumprir a requisição civil, que é o instrumento para manutenção dos serviços considerados essenciais. O projeto considera legítimo o exercício do direito de greve resultante do não-cumprimento de acordos ou convenções coletivas ou de frustração de negociações.

GOVERNO CORTARÁ 12% DA FOLHA DE PAGAMENTO EM 1991

A reforma administrativa iniciada com o governo Collor este ano continuará em 1991, com novas ações já em estudo pela Secretaria da Administração Federal. O objetivo é reduzir 12% dos gastos com pessoal, meta prioritária do projeto orçamentário para o próximo ano, enviado na semana passada ao Congresso Nacional. O montante orçado para o pagamento de pessoal em 1991, a preços de maio último, é de Cr$1,3 trilhão, ou 4,3% do PIB (Produto Interno Bruto).

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