PORTA-VOZ CRITICA FALA DE MENEGHELLI

O porta-voz da Presidência da República, Cláudio Humberto, afirmou ontem, em Lisboa (Portugal), que a fala do presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Jair Meneghelli, contra o ministro da Justiça, Jarbas Passarinho, "revela uma intolerância inadequada ao momento de esforço pelo entendimento nacional". Segundo ele, "é também uma atitude atrasada, uma vez que tenta reacender uma discussão obsoleta no mundo atual, onde não há mais direita ou esquerda, e da qual o Brasil tenta compartilhar" (O Globo).

DÍVIDA DE ESTATAL PODE SER TROCADA POR TÍTULOS

O setor privado pode desistir de receber em dinheiro o pagamento da

MEDEIROS DIZ QUE PROPOSTA DA CUT IMPEDE PACTO SOCIAL

O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM) e do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Luiz Antônio de Medeiros, marca sua volta ao cenário político-- após o enfarte sofrido há dois meses-- anunciando seu "sonho" de candidatar-se à prefeitura de São Paulo em 1992. Medeiros mantém suas críticas à CUT (Central Única dos Trabalhadores) e acusa-a de pôr na mesa do pacto social uma pauta de propostas que "não passa de um pretexto para inviabilizar a política do governo".

ECT INVESTE CR$1,2 BILHÃO EM INFORMATIZAÇÃO

O envio de carta, encomenda ou qualquer documento registrado através das agências dos correios vai ficar mais seguro. É que a ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) está instalando um sistema que possibilitará realizar com precisão o acompanhamento, em todo o território nacional, de um objeto desde o momento em que é postado e registrado pelo remetente até sua entrega ao destinatário.

FLEURY NEGA ACORDO COM COLLOR

O candidato do PMDB ao governo de São Paulo, Luiz Antônio Fleury Filho, negou ontem que haja um acordo entre o presidente Fernando Collor e o governador Orestes Quércia (PMDB) em torno da disputa do segundo turno das eleições. "Não há acordo nenhum", afirmou Fleury (FSP).

BRIZOLA QUER FORMAR UMA FRENTE DE OPOSIÇÃO

O governador eleito do Rio de Janeiro, Leonel Brizola (PDT), atribuiu caráter nacional à votação que recebeu-- 60,16% dos votos válidos de um eleitorado historicamente de oposição ao governo federal-- após uma campanha em que priorizou o discurso contra o presidente Fernando Collor. Considerando-se preparado para conciliar sua administração com as atividades de líder da oposição, Brizola pensa em organizar em duas frentes-- uma de parlamentares e outra de governadores considerados progressistas-- uma espécie de "Federação das Oposições" (FSP).

PASSARINHO ARTICULA APROXIMAÇÃO COM A CUT

O ministro da Justiça, Jarbas Passarinho, estabeleceu como uma de suas prioridades a aproximação imediata com o PT, a fim de facilitar a participação da CUT (Central Única dos Trabalhadores) no chamado entendimento nacional. A visão do ministro é de que, sem a CUT, no diálogo entre governo, empresários e trabalhadores será ainda mais difícil a obtenção de um acerto para reduzir a inflação (FSP).

AS PROMESSAS DO NOVO PRESIDENTE DA PETROBRÁS

O secretário-executivo do Ministério da Economia, Eduardo Teixeira, deixa o cargo amanhã e assume a presidência da PETROBRÁS com um discurso de subordinação incondicional ao programa de estabilização do governo. Desde que aceitou o comando da estatal, no último dia 19, Teixeira vem prometendo austeridade administrativa e mudanças para evitar maior desgaste da imagem da companhia.

PRESIDENTE DA VASP REFUTA CRÍTICA DE MOTTA VEIGA

O presidente da VASP, Wagner Canhedo, refutou ontem as críticas feitas no último dia 19 pelo ex-presidente da PETROBRÁS, Luiz Octávio da Motta Veiga, de que a VASP teria se articulado com membros do governo federal para tentar um empréstimo de US$45 milhões da BR Distribuidora, subsidiária da PETROBRÁS. Em nota de esclarecimento, Canhedo classifica as críticas de Veiga de Insinuações levianas" (FSP).

INFLAÇÃO ALTA ESTOURA ARROCHO MONETÁRIO DO BC

O governo ultrapassou em mais de Cr$180 bilhões a meta de expansão monetária fixada para o segundo semestre deste ano. Isso demonstra que o Banco Central não está conseguindo enxugar a liquidez do mercado e que a inflação não deve cair já para um dígito. De acordo com a programação monetária aprovada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), o saldo dos depósitos à vista mais o papel-moeda em poder do público (o chamado M1) não poderia ultrapassar Cr$1,333 trilhão em 31 de dezembro de 1990.

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