GOVERNO VAI LIBERAR PREÇO DO AÇO

O governo vai liberar hoje ou amanhã, os preços de todos os tipos de aços produzidos no país, que estão controlados há 11 anos. O diretor do Departamento de Abastecimento e Preços (DAP), Marcis Malan, informou ontem que a portaria liberando os preços do aço será assinada pela ministra da Economia, Zélia Cardoso de Mello. Segundo ele, o governo desistiu do controle para incentivar a concorrência entre as siderúrgicas (O ESP).

OZIRES QUER CONTRATOS DE RISCO

O ministro da Infra-Estrutura, Ozires Silva, defendeu ontem a reabertura dos contratos de risco como a única maneira de o país dobrar, a curto prazo, a sua produção interna de petróleo. Para o ministro, a redução da dependência externa de petróleo do país está condicionada à volta das operações de empresas internacionais no Brasil, porque os recursos da poupança interna e os investimentos financeiros da PETROBRÁS não serão suficientes para o aumento da produção nacional.

LLOYD ABRE INQUÉRITO PARA APURAR DENÚNCIA

O secretário nacional de Transportes, José Henrique de Amorim, autorizou ontem a abertura de inquérito administrativo para apurar irregularidades no Lloyd Brasileiro. Há três semanas, o presidente Fernando Collor demitiu o presidente da estatal, José Carlos Rangel Urrutigaray, e ordenou que se fizesse uma sindicância para comprovar denúncias do próprio conselho de administração da estatal. A sindicância concluiu haver indícios de irregularidades, como o contrato de cessão das linhas do leste dos EUA e da Argentina, por US$6 milhões.

COLLOR ACERTA SEMINÁRIO ECOLÓGICO

O presidente Fernando Collor de Mello e o príncipe Charles, herdeiro do trono britânico, abrirão em abril de 1991, a bordo do iate real Britânico, um seminário entre técnicos dos dois países para discutir propostas a serem apresentadas na Conferência Mundial sobre Meio Ambiente que será realizada no Rio de Janeiro, em 1992. O ato foi acertado ontem, durante um encontro entre o presidente e o príncipe, no Hotel Imperial, de Tóquio, onde está hospedada a comitiva brasileira de 22 pessoas (O ESP).

PAES MENDONÇA BUSCA RECURSOS

A rede de supermercados Paes Mendonça, com sede em Salvador (BA), e a terceira maior empresa do setor, está vendendo três prédios onde funcionam suas lojas para alguns fundos de previdência privada, com cláusula que garante o aluguel das mesmas instalações pelo grupo baiano. O objetivo dessa negociação, que está bem avançada, é conseguir recursos para saldar empréstimos bancários de curto prazo, contratados por Paes Mendonça para poder viabilizar a recente compra das 45 lojas da concordatária rede Disco, do Rio de Janeiro.

MAIS TRÊS EMPRESAS PEDEM CONCORDATA

Três empresas do grupo Hora-- maior fabricante nacional de relógios e instrumentos de precisão para a indústria automotiva-- pediram concordata ontem em São Paulo. As companhias são a Horasa-- Hora Instrumentos S.A. Indústria e Comércio, a Eska Relógios e Micromecânica S.A. e a Empresa Brasileira de Relógios Hora S.A. O presidente do grupo, Edgar Kocher, detém 100% do controle acionário do grupo, que congrega, ainda, as empresas Fania Fábrica Nacional de Instrumentos para Veículos Ltda. e a Hora Amazonas Relógios e Instrumentos S.A. (GM).

CONVERSA COM CREDORES ESPERA VOLTA DE COLLOR

O presidente Fernando Collor de Mello definirá a resposta à contraproposta de renegociação da dívida externa apresentada pelos bancos credores assim que chegar ao Brasil. A dívida externa foi o assunto predominante na audiência de 40 minutos que o presidente concedeu ao vice- presidente dos EUA, Dan Quayle (JC) (GM).

COTAÇÃO DO DÓLAR NORTE-AMERICANO

Os bancos negociavam ontem o dólar para importação e exportação entre Cr$116,10 e Cr$116,20. No paralelo o dólar teve o preço de Cr$131,00 para compra e Cr$132,00 para venda em São Paulo. No Rio de Janeiro a Cr$127,00 e Cr$130,00. O dólar-turismo foi negociado a Cr$123,00 para compra e Cr$132,00 para venda em São Paulo e Cr$125,00 e Cr$130,00 no Rio (GM).

INDÚSTRIA DE SÃO PAULO DEMITIU MAIS DE 3 MIL EM OUTUBRO

A indústria paulista demitiu 3.033 trabalhadores em outubro, representando queda de 0,16% em relação a setembro no índice de nível de emprego da atividade elaborado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP). A queda, segundo o diretor do Departamento de Estatística da entidade, Carlos Eduardo Uchôa Fagundes, significa a reversão da tendência de recuperação de empregos industriais mantida durante setembro (JC).

TAXA DE JUROS EM ALTA

Os juros abriram a semana em alta. No "overnight", a taxa subiu 2,5%, com as instituições tendo que cobrir cerca de Cr$10 bilhões sobre suas reservas bancárias, sacados na última semana, e a taxa média ficou em 28,49% nominais ao mês. Nos Certificados de Depósito Bancário (CDBs), a rentabilidade de 1.200% ao ano embute uma taxa "over" de 30,7% nominais ao mês. O custo de financiamento também foi pressionado, embora, com receio de maior inadimplência do que já está ocorrendo, os bancos relutem em conceder novos créditos.

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