NILO APÓIA AÇÃO DAS FORÇAS ARMADAS NO RIO

O governador do Rio de Janeiro, Nilo Batista, afirmou ontem que concorda com a participação das Forças Armadas nas fronteiras do estado no combate ao tráfico de drogas e armas. Discordando do ex-governador Leonel Brizola, ele explicou que a medida proposta pelo movimento Viva Rio depende apenas de determinação do governo federal para que o Exército, Marinha e Aeronáutica passem a colaborar com a Polícia Federal. Isso (a ordem) não depende de mim, e eu até apoiaria, disse o governador.

GOVERNO QUER REDUZIR IMPOSTO DE EXPORTAÇÃO

O governo continua estudando a diminuição de impostos para incentivar as exportações, apesar das dificuldades de caixa. O alcance das medidas, entretanto, vai depender da reformulação da tabela do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que está sendo examinada pela Secretaria da Receita Federal (O ESP).

GOVERNO PRETENDE RETOMAR REVISÃO

O governo pretende reapresentar as propostas de revisão constitucional do deputado Nelson Jobim (PMDB-RS). O líder Pedro Simon (PMDB-SP) acredita que haverá espaço para isso no período entre a eleição e a posse do novo presidente (O ESP).

MINISTRO AMEAÇA ABRIR IMPORTAÇÕES

O ministro da Fazenda, Rubens Ricúpero, ameaçou ontem abrir as importações totalmente, seja na área que for, ao menor sinal de abuso nos preços. Para o ministro, as margens de lucro estão "malucas" e as promoções de 50% escondem ganhos de 75% (O ESP).

FH INVESTE NAS ALIANÇAS PARA GARANTIR VITÓRIA

O candidato do PSDB à Presidência da República, Fernando Henrique Cardoso, avalia que o impacto do Plano Real na campanha precisa ser administrado com cautela e que o seu crescimento agora dependerá muito mais das alianças políticas que costurou. Fernando Henrique Cardoso pretende ampliar mais suas alianças, aproveitando as possibilidades criadas pela condição de líder na disputa.

ITAMAR QUER ANUNCIAR HOJE AUMENTO DOS SERVIDORES

O presidente Itamar Franco quer anunciar hoje o reajuste para o funcionalismo. Os militares ganharão 11,3%, em média, sobre as gratificações. No caso dos civis, o governo ainda buscava no fim de semana uma fórmula para atender a maioria (O Globo).

GM DEVE INSTALAR FÁBRICA EM MINAS

Há dois meses, durante a Copa do Mundo, a General Motors do Brasil apresentou à GM Corporation, com sede em Detroit (EUA) a escolha preliminar de Pouso Alegre, no sul de Minas Gerais, para instalar a terceira fábrica de automóveis da empresa no país. A decisão estava condicionada à duplicação da rodovia Fernão Dias, que liga São Paulo e Minas Gerais. Doze estados, inclusive São Paulo e Rio de Janeiro, disputam esse investimento de mais de US$250 milhões, que deve gerar 2 mil empregos diretos.

CRIANÇAS SÃO MORTAS E MUTILADAS EM ALAGOAS

Nos últimos três anos cerca de 200 menores foram assassinados em Maceió, 27 dos quais em 1994. A denúncia foi feita no último dia 12 pelo Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua, no momento em que a polícia confirmava tera achado mais dois cadávares na Feira do Passarinho, perto do centro da capital de Alagoas, Maceió. As vítimas aparentavam 14 anos e sofreram violências sexuais antes de serem executadas. A maior parte dos crimes contra crianças e adolescentes no estado ocorre em suas maiores cidades: Maceió e Arapiraca.

PT BUSCA ALIANÇAS EM MINAS E SÃO PAULO

O candidato do PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, tenta evitar um desastre eleitoral nos estados de São Paulo e Minas Gerais, onde os candidatos a governador do partido, José Dirceu e Antônio Carlos Pereira, não decolaram até agora. A proposta de rever a situação das duas candidaturas surgiu na reunião do Diretório Nacional por iniciativa do deputado federal Eduardo Jorge, que propõe uma política de alianças mais amplas (O Globo).

RENDA NACIONAL DEPENDERÁ DE CONTROLE DA NATALIDADE

A partir da Conferência Mundial sobre População e Desenvolvimento, prevista para o período de 5 a 13 setembro, no Cairo, o governo brasileiro deverá considerar o aborto questão de saúde pública e recomendar que os serviços nesta área atendam os casos de interrupção da gravidez resultante de estupro ou quando a mãe corre risco de vida. Embora prevista na Constituição, esta posição provoca maior polêmica entre todas as recomendações da delegação brasileira que participará da conferência patrocinada pela ONU (Organização das Nações Unidas).

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