A RETOMADA DA NORTE-SUL

O governo vai injetar recursos na área de influência da Ferrovia Norte- Sul, através do crédito rural do Banco do Brasil, para tornar economicamente viável a continuidade das obras que foram iniciadas no governo Sarney. Segundo o presidente do banco, Alberto Policaro, a instituição dispõe de um montante equivalente a US$50 milhões por ano, para investir em projetos agrícolas ao longo dos 1.570 quilômetros que deverão ligar São Luiz (MA) a Luziânia (GO).

BNDES VAI FINANCIAR LINHA VERMELHA

A diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprova, no próximo dia 25, em regime de urgência, o enquadramento de uma linha de crédito de US$50 milhões a serem emprestados ao governo do Estado do Rio de Janeiro, para a construção da primeira etapa da Linha Vermelha, com gastos previstos de US$140 milhões, informou o diretor de infra-estrutura do banco, Venilton Tadini. O total do projeto, em suas três etapas, de 20,4 quilômetros-- de São Cristóvão à Via Dutra--, somará US$350 milhões (GM).

BRASIL E PERU FECHAM ACORDO TECNOLÓGICO

O 1o. vice-presidente da República do Peru, que é também presidente do Senado, Máximo San Roman Caceres, chegou ontem a Brasília e acertou com o Itamaraty e o Centro Brasileiro de Apoio e Pequena e Média Empresa (CEBRAE) acordo de cooperação tecnológica entre empresas nos dois países.

COTAÇÃO DO DÓLAR NORTE-AMERICANO

Os bancos negocivam ontem o dólar para importação e exportação entre Cr$230,35 e Cr$230,40. No paralelo o dólar teve o preço de Cr$253,00 para compra e Cr$255,00 para venda em São Paulo. No Rio de Janeiro a Cr$253,50 e Cr$255,50. O dólar-turismo foi negociado a Cr$249,00 para compra e Cr$254,00 para venda em São Paulo e a Cr$246,00 e Cr$256,00 no Rio (GM).

EMPREGO EM SÃO PAULO CAIU 5,61% EM TRÊS MESES

O nível de emprego na indústria de São Paulo iniciou março com uma previsão de queda bem menor do que em fevereiro. Pela pesquisa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), na primeira semana de março foram demitidos 3.781 trabalhadores (-0,21%) contra 16.689 da última semana de fevereiro (-0,93%). A taxa acumulada no ano ficou em - 5,61%.

ARMAMENTO DO EXÉRCITO É ROUBADO

Um grupo armado invadiu o campo de provas do Exército, na Restinga da Marambaia, no Rio de Janeiro, no último dia 16, e levou um número não especificado de armas que eram submetidas a testes balísticos e de protótipos de empresas civis. O fato foi comunicado ontem pelo Comando Militar do Leste, em nota de oito linhas, na qual informa ainda a instauração de inquérito policial-militar (JC).

DESCONGELAMENTO DITARÁ VELOCIDADE DA INFLAÇÃO

A inflação vai subir nos próximos meses e a velocidade dependerá de
36782 como será a saída do congelamento de preços. Este é o consenso a que chegaram economistas das mais diversas tendências, durante um seminário sobre conjuntura econômica, promovido ontem pelo Instituto dos Economistas do Rio de Janeiro (IERJ), no Clube de Engenharia (JC).

AGRICULTURA NÃO FIXA VALOR PARA TDA

O Ministério da Agricultura e Reforma Agrária ainda não fixou o valor de face dos Títulos da Dívida Agrária para este mês e o fato imprimiu novo dinamismo às negociações dos papéis. Antes, poucos investidores se sentiam atraídos pela dívida agrária, mas, como agora os títulos estão sem indexador, cresce o interesse do comprador, enquanto os detentores dos papéis se recusam a vender (JC).

SÃO PAULO ACERTA ROLAGEM DE SUA DÍVIDA

Os governos de São Paulo e da União assinaram ontem o memorando técnico que garante a rolagem da dívida mobiliária paulista, em torno de Cr$700 bilhões. Pelo acordo, o Estado de São Paulo poderá refinanciar já este ano 84% da dívida. O acerto entre o Estado do Rio de Janeiro e as autoridades financeiras federais está previsto para amanhã, em Brasília (JC).

SUBVALORIZAÇÃO DO DÓLAR CHEGOU A 16%

O dólar ficou subvalorizado em 16,6%, em relação ao cruzeiro e em 11%, face à cesta de moedas dos países desenvolvidos em fevereiro, segundo cálculos divulgados ontem pela Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (FUNCEX). Em janeiro, a FUNCEX havia comemorado a primeira sobrevalorização da taxa cambial dos últimos quatro anos, pois o dólar acusara valorização real de 4% em relação ao cruzeiro. Com o "congelamento" do câmbio em fevereiro, depois do Plano Collor II, contudo, a moeda norte-americana voltou a ficar subvalorizada, em 16,6%.

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