PROGRAMAS SOCIAIS DO GOVERNO TÊM PERDA DE CR$9,4 TRILHÕES

Os programas sociais do governo terão uma perda de Cr$9,4 trilhões, este ano, devido à contestação judicial do FINSOCIAL por parte das empresas. O orçamento aprovado pelo Congresso Nacional prevê uma receita de Cr$25,4 trilhões, mas a Receita refez os cálculos e espera agora arrecadar apenas Cr$16 trilhões. Mesmo que o Supremo Tribunal Federal decida que o tributo é constitucional, o governo terá dificuldades para receber o dinheiro depositado em juízo, que em boa parte, com autorização da Justiça, foi substituído por papéis como os Títulos da Dívida Agrária (O Globo).

POLÍCIA MILITAR MATA 369 NO PRIMEIRO TRIMESTRE

No final da semana passada, a Polícia Militar matou 18 pessoas na Grande São Paulo. No primeiro trimestre deste ano, foram 369 mortes. Nos boletins de ocorrência consta a mesma história: os policiais atiraram em revide e socorreram as vítimas, que morreram "ao dar entrada no pronto-socorro" (FSP).

GOVERNADOR DA BAHIA CRITICA POLÍTICA ECONÔMICA

A política econômica de Marcílio Marques Moreira foi alvo de críticas pesadas por parte do governador da Bahia, Antônio Carlos Magalhães, que chegou a sugerir que a equipe do ministro deixe o governo se a inflação não cair com "urgência" (FSP).

CÂMARA APROVA MÍNIMO DE CR$230 MIL

O governo venceu na votação do projeto do salário-mínimo de Cr$230 mil na Câmara dos Deputados, mas no Senado, os senadores mudaram o reajuste do mínino quadrimestral para bimestral. A decisão dos senadores fará com que o projeto retorne à Câmara para uma decisão final. O governo vai tentar derrubar o reajuste bimestral e para isso terá novamente que negociar cargos públicos para obter os votos dos descontentes (FSP).

MARCÍLIO FAZ CRÍTICAS AOS SALÁRIOS DO LEGISLATIVO

O ministro Marcílio Marques Moreira criticou o Legislativo ao analisar a isonomia salarial entre os três poderes. "O salário-padrão deve ser o do Executivo", disse. Chegou a sugerir um congelamento, mas defendeu uma saída negociada (FSP).

TESOURO PERDE US$12 BILHÕES COM IR DE EMPRESAS

O Tesouro Nacional perderá US$12 bilhões (Cr$28,7 trilhões) na arrecadação de Imposto de Renda das empresas com a manipulação da correção monetária no primeiro ano do governo Collor. A estimativa é da Receita Federal. A lei 8.200, sancionada por Collor, é a responsável pelo rombo (FSP).

MARCHEZAN CHAMA TCU PARA REVER TELEFONIA

O secretário nacional de Comunicações, Nélson Marchezan, vai pedir ajuda ao TCU para refazer o edital de licitação para telefonia móvel. São Paulo, último grande mercado de peso, é disputado pela ex-mulher de Collor, por três ministros, um governador, três redes de comunicações, três bancos e nove maiores empresas telefônicas do mundo (FSP).

SUPLICY ALCANÇA COVAS NA CORRIDA PARA A PREFEITURA

A ascenção do senador Eduardo Suplicy (PT), com 19% das citações dos pesquisados, é a principal novidade da quarta pesquisa DataFolha sobre intenções de voto para a prefeitura de São Paulo. O candidato petista subiu três pontos percentuais e está tecnicamente empatado com o senador Mário Covas (PSDB), que registra 20% das intenções (a margem de erro da pesquisa é de 3%). O ex-governador Paulo Maluf (PDS), que tem adotado a tática de não assumir a candidatura, continua na liderança, com 30%, mesma taxa da pesquisa de 27 de março.

SEMINÁRIO BUSCA AMPLIAR OS NEGÓCIOS NO MERCOSUL

Empresários argentinos e brasileiros voltam a se reunir a partir de amanhã, em São Paulo (capital), para buscar formas de cooperação e possibilidades de negócios dentro do novo espaço econômico representado pelo Mercado Comum do Cone Sul (MERCOSUL).

FUNDOS TÊM ROMBO DE US$4 BILHÕES

Passa de US$4 bilhões-- a quarta parte de seu patrimônio-- o déficit acumulado pelos 113 fundos de pensão patrocinados por empresas estatais para seus funcionários. O maior de todos os rombos, de US$2 bilhões, é o do fundo Petros, da Petrobrás. Até o fundo da Centrus, do Banco Central, figura entre os campeões, com US$65 milhões. Os prejuízos, resultados de erros de planejamento e operações desastrosas ou fraudulentas, podem comprometer os benefícios e pensões devidos pelos fundos.

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