GOVERNO ESTUDA ALTERNATIVAS PARA DECRETO-LEI

O governo está estudanto alternativas para o decreto-lei no. 2012, de janeiro deste ano, que alterou a politica salarial e que poderá ser substituido por outro, conforme informação do senador Carlos Chiarelli, do PDS. O ministro do trabalho, Murilo Macedo, porem, disse que o projeto de janeiro continua inegociavel. Há informações, porem, de que o ministro está com cerca de 9 propostas para serem estudadas.

O DIA NACIONAL DE REPÚDIO AO "ARROCHO" SALARIAL

No Dia Nacional de Repudio ao Arrocho Salarial (22 de marco) foram registradas manifestações de trabalhadores em varias capitais. Em algumas delas (Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre), comissões de trabalhadores foram recebidas pelos governos estaduais. No Rio, o lider metalurgico Abdias Jose dos Santos disse que os trabalhadores não podem ser responsabilizados pela crise economica. O governador de Minas Gerais, Tancredo Neves, afirmou que a CUT não contribui em nada para resolver o problema dos trabalhadores.

COMISSÃO PRÓ-CUT ENTREGA DOCUMENTO

A Comissão Nacional Pro-Cut entregou no Palacio do Planalto um abaixo-assinado com mais de 500 mil adesões, pedindo ao governo que responda ao documento que resultou da Conferencia Nacional da Classe Trabalhadora (CONCLAT), em 1981. Naquele documento, a classe trabalhadora pedia providencias para evitar o desemprego e a carestia. O abaixo-assinado foi entregue formalmente no protocolo, pois a comissão não conseguiu audiencia com o presidente da Republica (FSP).

FIESP E METALÚRGICOS ENECRRAM AMANHÃ REUNIÃO

A Federação dos Metalurgicos (representando 300 mil trabalhadores), o Grupo 14 da FIESP e os sindicatos do ABCD (250 mil metalurgicos) encerram amanha (24 de marco) as negociações em torno das reivindicações de aumento de 16% acima do INPC de abril, reajustes mensais, pisos salariais de Cr$92600 (ABCD); e 15,7% acima do INPC, reajuste trimestral e piso de Cr$65 mil (interior) (JB).

CONSELHO DE POLÍTICA REALIZA REUNIÃO

O Conselho de Politica Economica e Social da Confederação Nacional da Industria, em sua primeira reunião do ano, concluiu que o empresariado brasileiro está perplexo diante do quadro economico do pais e não acredita mais nas previsões governamentais. Para os empresarios, os casos isolados de depredações e arrombamentos são testemunhos da tensão social causada pelo desemprego.

BITAR DIZ QUE 600 ENGENHEIROS FORAAM DEMITIDOS

Jorge Bitar, presidente do Sindicato dos Engenheiros do Rio de Janeiro, informou que a desaceleração dos projetos governamentais está obrigando as empresas de consultoria e projetos a reduzirem seus quadros em 50%. Só em janeiro e fevereiro foram demitidos 600 engenheiros e 1000 profissionais da area tecnica e administrativa. Alem disso, sem consulta ao sindicato, a Promon Engenharia reduziu a jornada de trabalho e os salarios.

CNC MANIFESTA APOIO A NOVA LEI SALARIAL

A Confederação Nacional do Comercio (São Paulo) manifestou-se a favor da nova lei salarial, estabelecida pelo decreto 2012, apesar de reconhecer que haverá uma queda do poder aquisitivo da população. A informação foi dada pelo consultor juridico da entidade, Jose Washington Coelho, que tambem defendeu uma politica de sacrificios para os assalariados (JB).

CERCA DE 3.500 TONELADAS DE FEIJÃO APODRECERAM

Cerca de 3500 toneladas de feijao mofaram nos armazens da Rede Federal de Armazens Gerais S.A. (AGEF), pois não foram postos à venda pela Companhia de Fomento da Produção. O feijao não serve mais para alimento humano; nenhum dos orgaos envolvidos na operação soube esclarecer porque o feijao não foi posto no mercado (GM).

CITICORP TEVE NO BRASIL GRANDES LUCROS

Segundo o "Financial Times", o Citicorp - maior "holding" bancario dos EUA e que controla o Citibank - teve, no Brasil, os maiores lucros obtidos pelo grupo no ano passado, em suas operações externas. As operações no Brasil são responsaveis por menos de 5% do patrimonio do Citicorp, mas representam mais de 20% dos lucros (FSP).

LANGONI DIZ QUE DIFICILMENTE BRASIL SAIRÁ DA CRISE

Carlos Langoni, presidente do Banco Central, afirmou, na 24a. reunião da Assembleia de Governadores do BID, que dificilmente o Brasil sairá da crise sem a convergencia de fatores externos favoraveis. Langoni fez varias criticas às politicas adotadas no Brasil, atribuindo parte da responsabilidade da crise a fatores internos, como a expansão do setor publico à custa de processo de endividamento interno e externo (FSP).

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