O CASO DAS POLONETAS

O presidente da PETROBRAS, Shigeaki Ueki, manifestou-se, ontem, entusiasmado com a serie "O Grande Escandalo" nos negocios Brasil/Polonia, segundo revelou uma fonte apos encontra-lo em seu escritorio em São Paulo. Essa mesma fonte salientou que Ueki confirmou algumas informações publicadas na edição de ontem quanto ao envolvimento do governo brasileiro favorecendo transações intermediadas pela COMEXPORT.

COMEXPORT NÃO FEZ OFERTA DE VENDAS

A COMEXPORT, empresa envolvida nas transações entre o Brasil e a Polonia, não fez nenhuma oferta de venda de petroleo ao Brasil, segundo informaram ontem fontes da PETROBRAS, ao esclarecer que as transações para importação de petroleo tem sido feitas diretamente com as empresas fornecedoras, sejam estatais dos paises produtores ou multinacionais.

EMBAIXADOR DIZ NÃO TER OBJEÇÃO EM DEPOR

O ex-embaixador do Brasil na Polonia, José Meira Penna, afirmou ontem que não tem objeção nenhuma a prestar depoimento junto à Comissão de Relações Exteriores do Senado para confirmar as denuncias feitas pelo jornal "O Estado de São Paulo" sobre as exportações brasileiras para aquele pais e que eram pagas por notas promissorias, as "polonetas", hoje consideradas incobraveis, e que resultaram num saldo acumulado de quase US$2 bilhões (O ESP).

SÍNDICO DA CAPEMI DIZ QUE GOVERNO DEVE LEVAR A SÉRIO DENÚNCIAS

O sindico das massas falidas da Agropecuaria Capemi e da "holding" do sistema Capemi, deputado Carlos Alberto de Carli (PMDB-AM), afirmou ontem que as autoridades federais devem levar a serio as denuncias do jornal "O Estado de São Paulo" sobre as irregularidades no comercio Brasil/Polonia.

O CASO DAS POLONETAS

O ministro Leitão de Abreu, da Casa Civil, esteve anteontem no Itamaraty colhendo dados sobre as denuncias das fraudes no intercambio comercial entre Brasil e Polonia, feitas pelo jornal "O Estado de São paulo", para apresenta-las a Aureliano Chaves o mais depressa possivel, segundo informou ontem o porta-voz do presidente em exercicio, Joao Batista Correa.

ITAMARATY REAGE ÀS CRÍTICAS

O Itamaraty reagiu ontem às criticas dirigidas pelo chefe da Assessoria Internacional do Ministerio do Planejamento, José Botafogo Goncalves, ao ex-embaixador do Brasil em Varsovia, Meira Penna, pela denuncia de irregularidades nos negocios com a Polonia. E tambem à sua tentativa de responsabilizar a Coleste pela concessão de financiamentos à Polonia (JB).

EMBAIXADOR DO IRÃ DIZ QUE SEU PAÍS QUER ARMAS DO BRASIL

O embaixador do Ira no Brasil, Kanani Moghaddam, admitiu ontem, no Rio de Janeiro, que seu pais está interessado em comprar armas brasileiras, principalmente carros de combate. E confirmou que o Brasil importará do Ira 60 mil barris/dia de petroleo até o final de 1984 e exportará maquinas, equipamentos e "commodities", no valor global aproximado de US$1 bilhão (O ESP).

EDMILSON MORREU ANTEONTEM

Edmilson Soares Santana, de 19 anos, a ultima das quatro vitimas da chacina ocorrida no ultimo dia 12, em São Mateus (SP), morreu anteontem. Ele estava em coma há uma semana no pronto-socorro do Tatuapé (SP) com ferimentos a bala na cabeca, causados pelos disparos dos PMs Carlos Roque da Silva e Osvaldo Pizani. Os dois policiais militares sequestraram Edmilson, José Ricardo Aires, de 16 anos, Claudio Aparecido da Silva e Mauricio José dos Santos, e os mataram a tiros abandonando seus corpos (O ESP).

EMPREGADA DOMÉSTICA EXIGE INDENIZAÇÃO

Nora Nei, empregada domestica, entrou na 5a. Vara de Fazenda Publica do Rio de Janeiro, com uma ação exigindo Cr$100 milhões de indenização do Estado pelos dois anos em que esteve injustamente presa. Foi acusada de ter assassinado sua ex-patroa, Ione Raunheti, em dezembro de 1979, mas sua inocencia foi provada dois anos depois. Na epoca, confessou o crime por ter sido submetida a torturas e ameacas "pelo promotor José Pires Rodrigues (falecido) e pelo delegado Romeu Diamant, da 52a. DP" (JB).

I CONCLAT RECEBEU ADESÃO DE 600 ENTIDADES

O Congresso Nacional das Classes Trabalhadoras (CONCLAT) convocado para os dias 26, 27 e 28, em São Paulo (SP), pelos sindicalistas apoiados pelo Partido dos Trabalhadores (PT), recebeu até ontem, entre inscrições a confirmação telefonica, a adesão de 600 entidades sindicais, incluindo o Sindicato dos Metalurgicos de São Paulo, presidido por Joaquim dos Santos Andrade.

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