MONTORO LANÇA PROGRAMA EM SÃO PAULO

O governador do Estadode Sao Paulo, Franco Montoro, assinou ontem, decretos criando o Programa de Recolocacao de Pessoale o Conselho Estadual de Emprego e Mao-de-Obra, mas garantiu que esses orgaos nao foram criados para resolver o problema dos desempregados acampados há cinco dias no parque Ibirapuera, em frente `a Assembleia Legislativa, cujo numero aumentou de 210 para 250 pessoas. O Conselho de Emprego e Mao-de-Obra irá articular todos os orgaos publicos e privados que atuam na area de emprego e formacao de pessoal.

A DESAPROPRIAÇÃO DA EXTINTA COMPANHIA DE ESTRADAS DE FERRO

O Estado de Sao Paulo naopode desistirdos Cr$2,1 milhoes da desapropriacao da extinta Cia. Paulista de Estradas de Ferro para nao pagar os Cr$250 bilhoes que deve aos antigos acionistas, afirmou o advogado Decio Cineli, que defende os interesses de portadores de mais de 1 milhao de acoes. Cineli anunciou que vai impugnar o pedido do Estado de desistencia da acao (FSP).

O LUCRO DA CVRD

A Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) teve um lucro liquido de Cr$15,84 bilhoes no mes de agosto, que superou o lucro acumulado nos sete primeiros meses (Cr$12,4 bilhoes) e elevou o lucro do ano (de janeiro a agosto) para Cr$28,3 bilhoes. O lucro por acao, de agosto, atingiu a Cr$0,98 e o do ano passou Cr$1,75 (JB).

FAMÍLIAS TERÃO QUE SAIR DE ILHA SOLTEIRA

Mais de 400 familias de desempregados ou assalariados de baixa renda que exploram, há cerca de tres anos, mil hectares de terras da CESP, na periferia de Ilha Solteira, regiao deAracatuba (SP), serao notificadas a partir de hoje para desocupar a area. O juiz da comarca de Pereira Barreto, Carlos Antonio Ambra, determinou o cumprimento de uma liminar para reintegrar o imovel ao dominio da CESP, que pretende criar um "cinturao verde" em Ilha Solteira (O ESP).

FAVELADOS ESTÃO SENDO FORÇADOS A VENDER SEUS BARRACOS

Ameacados de espancamento ede terem seus barracos incendiados, moradores da Favela do Acaba Mundo, em Belo Horizonte (MG), estao sendo forcados a vender seus barracos a precos irrisorios. A denuncia foi feita, ontem, pelo economista Murilo Carneiro Pereira, em nome de um grupo da Igreja do Carmo que presta assistencia aos favelados.

OS SAQUES NO RIO DE JANEIRO

O governador Leonel Brizola (RJ) depois de definir como "um processo de direita" os saques e depredacoes a estabelecimentos comerciais no Rio de Janeiro, afirmou que esses disturbios nao visam apenas criar dificuldades para seu governo, "mas tambem para o presidente Figueiredo, cuja renuncia estao pregando abertamente". Ele levantou ainda a hipotese de a CIA estar "por tras" dos acontecimentos para restabelecer a ditadura" (FSP).

ÁTILA DIZ QUE GOVERNO FEDERAL AJUDARÁ BRIZOLA COMBATER SAQUES

O porta-voz do Palaciodo Planalto, Carlos Atila, garantiu que, "se precisar de ajuda para manter a ordem,o governador Leonel Brizola (RJ) terá todo o apoio e solidariedade do governo federal" (JB).

OS SAQUES NO RIO DE JANEIRO

A policia do Rio de Janeiro já sabe que uma ou duas horas antes dos saques a supermercados, um grupo de pessoas, ainda naoidentificadas, correcasa por casa nas favelas avisando aos moradores quais estabelecimentos serao atacados. Policiais disfarcados vao tentar identificar esse grupo.

OS SAQUES NO RIO DE JANEIRO

Apesar do grande numero de policiais-militares, espalhados em diversas areas, o comercio da zona rural do Rio de Janeiro nao escapou, ontem, durante o dia, de novos saques, arrombamentos e invasoes. O mais violento, contudo foi registrado `a tardeem Paciencia, quando, incitados por tres ocupantes de um carro, cerca de 100 pessoas-- a maioria mulheres e criancas-- invadiram e saquearam uma mercearia. E, em Pavuna, 20 pessoas, usando carros, saquearam ontem `a noite um supermercado levando o que puderam antes da chegada da policia (JB).

O CONTROLE DA NATALIDADE NO PAÍS

A aprovacao de um programa oficial de controle da natalidade no pais, incluindo a distribuicao de todos os meios e metodos anticoncepcionais-- entre eles a pilula, a ser fornecida pela Central de Medicamentos (CEME)-- será decidida em breve pelo Conselho de Seguranca Nacional, a quem foi delegada a incumbencia de coordenar um grupo de trabalho integrado por representantes das Forcas Armadas, Ministerio da Justica e Secretaria do Planejamento (O ESP).

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