GOVERNO DE SP NÃO CONCEDERÁ REAJUSTE TRIMESTRAL DE SALÁRIOS

O governador de São Paulo, Franco Montoro, em pronunciamento através da rede estadual de televisão ontem, afirmou ser impossível para as finanças do Estado a concessão de reajustes trimestrais aos empregados de estatais paulistas, que "representaria uma despesa de cerca de Cr$700 bilhões nos próximos dois meses". Como os reajustes trimestrais teriam de ser estendidos aos funcionários públicos, "o custo adicional seria superior a Cr$3 trilhões", disse ele.

DESEMPREGO AUMENTOU EM MAIO

Segundo pesquisa do IBGE, o desemprego aumentou em março e o subemprego diminuiu. A pesquisa apurou uma taxa média mensal de desemprego de 6,48% e de subemprego de 7,08% nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife (PE) e Salvador. Em fevereiro, a taxa média de desemprego nestas seis regiões foi de 6,12% e a de subemprego de 7,82%. Os índices oficiais apontaram para um contingente de desempregados, em março, de 905,2 mil pessoas, ou seja, 50 mil a mais que as 854,9 mil mil apuradas em fevereiro.

COMISSÃO DE REFORMA UNIVERSITÁRIA

O presidente José Sarney instalou ontem a comissão de reforma universitária que, em seis meses, traçará uma nova política para a universidade brasileira (JB).

MARANHÃO QUER DINHEIRO DO GOVERNO FEDERAL

O governador Luiz Rocha (MA) vai reivindicar Cr$1,5 trilhão ao presidente José Sarney para o plano de recuperação do Estado, atingido por enchentes em 54 municípios, onde há 167 mil desabrigados. A pior situação de todo o nordeste, porém, é a do Ceará, onde as enchentes se agravaram nas últimas 24 horas e há 222 mil pessoas desabrigadas em 37 municípios (JB).

TRABALHO ESCRAVO NO PARÁ

Segundo o jornal O Estado de São Paulo, dois peões foram mortos quando tentavam fugir da fazenda Gameleira, no Município de Marabá, no Pará, onde trabalhavam em regime de escravidão. Conforme o jornal, a Polícia Federal comprovou que os empregados da fazenda eram mantidos em regime de cativeiro. Foi pedida a prisão do administrador da fazenda e de outros dois empregados. (o jornal não forneceu outras informações) (O ESP).

MINISTRO PROÍBE REPASSE DOS REAJUSTES SALARIAIS

O ministro do Planejamento, João Sayad, garantiu que o governo não admitirá que as empresas contabilizem como aumento de custos, e repassem ao consumidor, a parcela acima do INPC que derem nos reajustes dos salários de seus empregados (FSP).

JAPÃO QUER INVESTIR NA FERROVIA DA SOJA

A Mitsui Group do Japão enviou carta ao governo do Paraná manifestando interesse em investir até US$200 milhões na construção da Ferrovia da Soja, um projeto antigo do governo paranaense, que vai integrar ao Porto de Paranaguá o transporte da safras das regiões oeste e sudoeste. O custo total da construção da ferrovia, que faz parte de um complexo ferroviário que prevê a duplicação do trecho de 100 km entre Curitiba e Paranaguá, está estimado em US$1,2 bilhão.

PLANTAÇÕES DE EPADU E COCA NA AMAZÔNIA

O secretário-geral do Ministério da Justiça, José Paulo Cavalcanti, afirmou possuir dados "alarmantes" sobre a proliferação da produção de matéria-prima para fabricação da cocaína no país-- o epadu e a coca--, cultivados principalmente na Amazônia. Ele disse ser impossível quantificar esta produção, pois as plantações não são rastreadas nem por satélite, mas admite que a produção de cocaína no Brasil seja superior à da Colômbia e Venezuela juntas (O Globo).

AGRICULTORES SE SUICIDAM NO PARANÁ

Segundo o jornal O Globo, três pequenos agricultores da região de São João do Ivaí, norte do Paraná, se suicidaram diante da impossibilidade de pagar financiamentos que tomaram aos bancos. Conforme o jornal, frustrados com as safras de feijão e algodão, os pequenos proprietários
66692 rurais vendem a qualquer preço suas propriedades, com medo de perdê-las em
66692 execuções de dívidas (O Globo).

SÉRGIO DOURADO TERÁ DE PAGAR DÍVIDA AO BANERJ

A empresa Sérgio Dourado Empreendimentos Imobiliários terá de pagar em 24 horas, Cr$584, 2 milhões equivalentes a duas parcelas da dívida de US$2 milhões contraída junto ao Banco do Estado do Rio de Janeiro (BANERJ), em junho de 1978. A determinação é da juíza Leila Maria Mariano, da 7a. Vara de Fazenda Pública, atendendo ação de execução proposta pelo banco contra a imobiliária (JB).

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