A DÍVIDA EXTERNA BRASILEIRA

O presidente da República em exercício, Ulysses Guimarães, informou que o governo brasileiro está acertando com o FMI uma fórmula que permita a prorrogação até dezembro da suspensão dos pagamentos do principal da dívida aos bancos credores (JB).

ARECIP INFORMA AS PERDAS NA POUPANÇA

A Associação Regional das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (ARECIP) informou que as perdas na poupança no Rio de Janeiro atingiram, nos primeiros oito dias deste mês, Cr$547,3 bilhões, representando menos 2,7% sobre o total da cadernetas que, no momento, é de Cr$24,8 trilhões (O Globo).

CVM QUER MAIS LIBERDADE

O diretor da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Rogério Martins, informou que "a maior liberdade de aplicação diretas em ações, e não através de sociedade de investimentos, é a principal modificação em estudo nas áreas da CMV e do Banco Central como forma de incentivar a entrada de dinheiro estrangeiro no país para capital de risco" (O ESP).

A CONVOCAÇÃO DA ASSEMBLÉIA NACIONAL CONSTITUINTE

O Palácio do Planalto quer um mínimo de alterações na proposta de emenda de convocação da Assembléia Nacional Constituinte e não admite a possibilidade das candidaturas avulsas. As duas posições, segundo o líder do PFL no Senado Federal, Carlos Alberto Chiarelli, foram tomadas por consenso, pelo Conselho Político do Governo, reunido pelo presidente em exercício, Ulysses Guimarães (JB).

SARNEY CRITICA O PROTECIONISMO DOS PAÍSES DESENVOLVIDOS

Segundo a imprensa, em dois discursos, no Congresso do Uruguai e em sessão extrãordinária da Associação Latino-Americana para o Desenvolvimento e Integração, o presidente José Sarney criticou o protecionismo dos países desenvolvidos. O presidente disse que esse protecionismo condena os países devedores "a uma dependência vergonhosa". Para Sarney, os próprios países desenvolvidos prejudicam o pagamento da dívida externa com as restrições que impõem aos produtos exportados pelos devedores, que ficam cada vez mais impossibilitados de cumprir seus compromissos (JB) (O Globo).

BRASIL REITERA APOIO AO GRUPO DE CONTADORA

Será assinado hoje, último dia da visita do presidente José Sarney ao Uruguai, um documento conjunto reiterando o apoio brasileiro e uruguaio ao Grupo de Contadora (sobre a paz na América Central) e ao Grupo de Cartagena (sobre a questão da dívida externa) e condenando o "apartheid" e a militarização das ilhas Malvinas (JB).

O CASO BAUMGARTEN

O general Newton Cruz afirmou que orientou o coronel Ary Pereira de Carvalho, ex-chefe de Operações da Agência Central do SNI, a manter contatos com órgãos e empresas públicas federais com o objetivo de facilitar o trabalho do jornalista Alexandre Von Baumgarten na busca de publicidade para a revista "O Cruzeiro". E também a instruir as agências do órgão a cumprirem a mesma tarefa nos Estados.

CAMPANA PEDE EXONERAÇÃO DE FONSECA

O secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Arnaldo Campana, solicitou ao governador Leonel Brizola a exoneração do delegado Amando da Fonseca do cargo de diretor do Departamento de Polícia Especializada (DPE). O pedido decorre do envolvimento do policial no caso do roubo dos 22 aparelhos de vídeo-cassete praticado em maio por PMs e detetives lotados na Delegacia de Vigilância-Norte, na ocasião chefiada pelo delegado Hélio Vigio (O Globo).

O CENSO DEMOGRÁFICO DE 1980

De acordo com o Jornal Gazeta Mercantil, no censo demográfico de 1980, publicado em 1983, o número de residentes na Bahia nascidos no exterior ou em outros Estados do Brasil era de 491 mil, ou o equivalente a 5,2% de uma população total de aproximadamente 9,4 milhões de pessoas. Os estrangeiros somavam 9,9 mil pessoas (0,1% dos residentes) e os naturalizados, 1,6 mil pessoas (0,02%). Os maiores contingentes de emigrantes provinham de Estados vizinhos, como Pernambuco (94,6 mil pessoas), Minas Gerais (84 mil) e Sergipe (68,9 mil).

A ABERTURA DO MERCADO DE CAPITAIS

A abertura do mercado de capitais para investimentos estrangeiros foi defendida pelo diretor da Área de Mercado de Capitais do Banco Central, Roberto Castello Branco, com uma proposta para a capitalização das empresas (GM).

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