O CONSUMO DE ENERGIA ELÉTRICA CRESCEU 11,9%

O consumo de energia elétrica cresceu 11,9%, nos últimos 12 meses (agosto de 84 a julho de 85), o que supera o aumento de 9,6% ocorrido em igual período anterior, informou o departamento de mercado da ELETROBRÁS. Para este ano, a empresa prevê crescimento de 8,4% no consumo total. No mês de julho, a expansão foi de 7,5%, contra avanço de 8,4% no mês anterior. Nos sete primeiros meses de 85 o crescimento da demanda de energia foi de 7,7%.

COMÉRCIO LOJISTA DE SÃO PAULO APRESENTA CRESCIMENTO

O comércio lojista de São Paulo apresentou em julho crescimento real de 12,5% em relação ao mesmo mês de 1984. No acumulado do ano, o movimento aumentou 60%, em comparação ao período de janeiro a julho de 1984 (JB).

A TAXA DE INVESTIMENTO GLOBAL NO PAÍS

A taxa de investimento global no país (privado e estatal), que era de 22% do PIB (Produto Interno Bruto) em 1980, caiu para 16% ao final de 1984. Esse é um dos dados que, segundo as informações, ilustram o PND, em fase de elaboração final pelo Ministério do Planejamento (O Globo).

O DÉFICIT DE CAIXA DO SETOR PÚBLICO

Segundo previsão do assessor para assuntos econômicos do governo, Luiz Paulo Rosemberg, "déficit de caixa" do setor público começará cair a partir deste mês até chegar a zero em dezembro. Ele disse que isso não significa zerar o "déficit de caixa" deste setor em 1985. O ano fechará com um déficit acumulado de aproxidamente Cr$60 trilhões, financiados parte com expansão de moeda e parte com colocação líquida de títulos (GM).

SÃO PAULO ENFRENTA CRISE FINANCEIRA

O secretário de negócios de governo de São Paulo, Luís Carlos Bresser Pereira, informou que o Estado enfrenta grave crise financeira, com um déficit acumulado de 11% do orçamento, o que equivale a Cr$3 trilhões (JB).

BB DEFENDE CADERNETA DE POUPANÇA RURAL

A instituição de uma caderneta de poupança rural foi defendida pelo diretor de Crédito Rural do Banco do Brasil, Sebastião Rodrigues Júnior, como forma de tirar a agricultura da dependência do sistema monetário e, ao mesmo tempo, aliviar a pressão sobre o Tesouro. Os valores captados seriam inteiramente revertidos em financiamentos à agricultura, deixando a cargo do governo apenas a parcela de recursos ncessários que ficasse a descoberto (FSP).

PROPOSTA DE PNRA ESTARÁ PRONTA DIA 10 DE SETEMBRO

O secretário-geral do MIRAD, Simão Jatene, informou que a proposta do Plano Nacional de Reforma Agrária, que será submetida à apreciação do presidente José Sarney, estará pronta no dia 10 de setembro. Ele acrescentou que hoje começam a ser examinadas as sugestões apresentadas por diversas entidades (O Globo).

SAYAD DEFENDE QUE PREÇOS MÍNIMOS DEVEM SER PLURIANUAIS

O ministro do Planejamento, João Sayad, defendeu no seminário "O Crédito Rural e a Nova República", promovido pela comissão de agricultura da Câmara dos Deputados, ontem, que os preços mínimos garantidos pelo governo para os produtos agrícolas deveriam ser plurianuais-- ter validade para mais de uma safra. A proposta da plurianuidade dos preços mínimos está sendo feita pelo ministro no seu anteprojeto do Plano Nacional de Desenvolvimento (PND) (O ESP).

SEPLAN DESCARTA A CONCESSÃO DE SUBSÍDIOS À AGRICULTURA

O ministro do Planejamento, João Sayad, descartou a possibilidade de concessão de subsídios à agricultura durante o governo Sarney. O ministro afirmou, entretanto, que o Plano Nacional de Desenvolvimento (PND) contempla a fixação plurianual dos preços mínimos para assegurar maiores garantias aos produtores rurais (FSP).

A DÍVIDA EXTERNA BRASILEIRA

Segundo o Jornal do Brasil, o FMI já deu sinal verde aos bancos credores, para que renovem as linhas de crédito ao Brasil. Os bancos haviam concedido uma prorrogação até o final deste mês, pela qual o Brasil só deveria pagar os juros da dívida, ficando suspensas as amortizações. Conforme o jornal, no momento, falta ao país definir novas metas com o FMI e os bancos credores aguardavam uma definição do Fundo para atingir para ampliar a prorrogação concedida ao Brasil (JB).

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