PRODUTORES BRASILEIROS DE ÁLCOOL TÊM CONTRATO COM O CITIBANK

O presidente da COPERSUCAR, Werther Anichino, informou que os produtores brasileiros de álcool têm contrato assinado com o CITIBANK para vender para os EUA 120 milhões de galões (cada galão tem 3,7 litros), "que serão utilizados na substituição do chumbo tetraetila na gasolina, numa mistura carburante de 10% de álcool e o restante de gasolina" (JB).

BC DECRETA LIQUIDAÇÃO DA COELHO CORRETORA

O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Coelho Corretora de Câmbio e Valores Ltda., com sede em Santos (SP), com "rombo" declarado por seus sócios-controladores, Joaquim Roberto Diegues Coelho e Ana Maria Coelho Diegues de Barros Faria, de Cr$3 bilhões (FSP).

A DÍVIDA PÚBLICA MOBILIÁRIA FEDERAL

De acordo com o Boletim Informativo Mensal do Banco Central, a dívida pública mobiliária federal atingiu, no final de julho passado, Cr$234,101 trilhões. Desse total, Cr$94,132 trilhões ainda se encontram em poder das autoridades monetárias, restando Cr$139,969 trilhões em poder do público. Segundo o BC, os haveres monetários (que incluem o papel-moeda em poder do público e os depósitos à vista) alcançaram, no período, Cr$45,22 trilhões, com uma variação nos últimos 12 meses de 239,7%.

O DÉFICIT PÚBLICO DE AGOSTO

O ministro da Fazenda, Dilson Funaro, informou que o déficit público em agosto ficou em Cr$9,7 trilhões, dos quais Cr$4 trilhões referentes à emissão de títulos, Cr$3 trilhões relativos à expansão da base monetária e Cr$2,7 trilhões equivalentes ao custo da dívida interna. De janeiro a agosto, o déficit acumulado ficou em Cr$46,6 trilhões, coberto com Cr$32,143 trilhões de colocação líquida de títulos públicos e Cr$11,824 trilhões de emissão de moeda (expansão da base monetária). A meta de déficit para o ano é de Cr$60 trilhões (JB).

OS GASTOS DO GOVERNO COM IMPORTAÇÃO DE ALIMENTOS

O secretário Especial de Abastecimento e Preços, João Luiz da Silva Dias, informou que o governo deverá gastar neste segundo semestre de US$200 milhões a US$300 milhões com importação de carne, arroz, óleo de soja e batata para regularizar o abastecimento desse produtos (O Globo).

SARNEY DIZ QUE REFORMA AGRÁRIA NÃO AFETARÁ ÁREAS PRODUTIVAS

O presidente José Sarney afirmou, ontem, que a reforma agrária que seu governo pretende executar ainda este ano "não afetará áreas produtivas", não será uma mera distribuição de terras e "tampouco simples concentração parcelária de terras para solucionar o problema do minifúndio". Sarney disse ainda que "o projeto pretende ampliar a produção, agregar ao processo novas áreas até então improdutivas" (O ESP).

GOVERNADOR DO DF REITERA DISPOSIÇÃO PARA PROJETO DE R.AGRÁRIA

O governador do Distrito Federal, José Aparecido, reiterou sua disposição de implantar um projeto-piloto de reforma agrária na Granja do Ipê, antiga residência oficial do chefe do Gabinete Civil da Presidência da República. Ele está aguardando somente a reunião do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do DF, que deverá ocorrer na próxima semana, para a oficialização do projeto (O Globo).

DEPUTADO DENUNCIA A TFP

O deputado Fernando Moraes (PMDB-SP) denunciou da tribuna da Assembléia Legislativa, que a TFP (Tradição, Família e Propriedade) deflagrou uma campanha nacional "de caráter paramilitar" para arrecadar fundos, se armar e "desencadear uma guerra" contra o Plano Nacional de Reforma Agrária. Segundo as informações, Fernando Moraes exibiu no plenário folhetos editados pela TFP e dirigidos a fazendeiros (JB).

MIRAD DIZ QUE NOVAS DESAPROPRIAÇÕES SERÃO FEITAS

O ministro da Reforma e Desenvolvimento Agrário, Nelson Ribeiro, informou que novos decretos de desapropriação de áreas rurais do país deverão ser encaminhados ao presidente José Sarney, em caso de "situações dramáticas" sobre posse da terra, principalmente nos Estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, que concentram mais de 20 mil trabalhadores sem-terra acampados.

FAZENDA GARANTE QUE NÃO ELEVARÁ IMPOSTOS

O secretário Especial para Assuntos Econômicos do Ministério da Fazenda, Luiz Gonzaga Beluzzo, garantiu que os assalariados e o lucro operacional das empresas estarão livres de qualquer elevação de impostos no próximo ano. Ele afirmou, no entanto, que a maior taxação deverá recair sobre as operações financeiras. Ele reafirmou a necessidade de elevar a carga tributária, como parte das medidas para reduzir o déficit público em 86, estimado em Cr$211 trilhões na proposta do orçamento fiscal (O Globo).

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