FUNCIONÁRIOS DO ESTALEIRO VEROLME ENTRAM EM GREVE

Os 5700 funcionários do Estaleiro Verolme estão em greve desde ontem, por tempo indeterminado, em sinal de protesto pela demissão de 807 pessoas do quadro funcional da empresa, no último dia 11. A direção do estaleiro afirma que não cederá diante do pleito dos grevistas, no sentido de readmitir o pessoal que foi desligado, e admite até a necessidade de futuros "ajustes" na área de administração (JB).

MOTORISTAS E COBRADORES DOS ÔNIBUS DO RJ ENTRAM EM GREVE

Os motoristas e cobradores dos ônibus urbanos no Rio Janeiro entraram novamente em greve. A decisão foi tomada ontem em assembléia. O secretário estadual de Transportes, Brandão Monteiro, afirmou que o governo poderá intervir nas empresas para resolver o impasse, determinando a antecipação salarial de 31,6%, com o que os empresários concordam desde que o aumento seja repassado às tarifas (JB).

FUNCIONÁRIOS DA USP ENTRAM EM GREVE

Os 7 mil funcionários da USP (Universidade de São Paulo) paralisaram, ontem, suas atividades por seis horas para pressionar o governo estadual a executar o projeto de reestruturação de cargos elaborado pela reitoria em abril e vetado em julho pelo governador Franco Montoro (JB).

A GREVE DOS MÉDICOS NA BAHIA

Aumentou a adesão à greve dos médicos na Bahia, que já conta com 80% dos 3700 profissionais do setor em todo o Estado. Em consequência, somente em Salvador, já estão totalmente paralisadas 86 unidades de saúde mantidas pelo governo do Estado e pela prefeitura, enquanto outras 11 funcionam parcialmente (JB).

TRABALHADORES DA BRAHMA ENTRARAM EM GREVE

Os trabalhadores da Brahma (1 mil) e Antártica (3500) em São Paulo entraram em greve. Eles reivindicam o INPC calculado sobre o salário de setembro (em julho, haviam obtido antecipação de 15%); trimestralidade da ordem de 100% no INPC e o pagamento de 100% das horas trabalhadas no domingo. No caso da Antártica, pedem o 14o. salário (já concedido pela Brahma) e assistência médica ao funcionário admitido e seus parentes desde o dia da admissão (atualmente, o funcionário recebe este benefício apenas após um ano de casa).

O NÍVEL DE EMPREGO NA INDÚSTRIA PAULISTA

De acordo com a FIESP, o nível de emprego na indústria paulista teve na primeira semana de outubro uma expansão de 0,2%, correspondendo à contratação de 3800 trabalhadores no período. Com isso, a taxa acumulada do ano passou para 4,322%, significando que desde janeiro a indústria criou 79500 vagas (FSP).

MUTUÁRIOS APRESENTAM PROPOSTAS AO BNH

A Coordenação Nacional dos Mutuários apresentará ao Banco Nacional de Habitação, as seguintes propostas: "os agentes financeiros privados atenderiam apenas aos segmentos de alta renda, enquanto os agentes públicos (caixas estaduais, etc.), prefeituras e cooperativas financiariam casas e apartamentos aos mutuários das classes pobre e média e assalariada de até 15 salários-mínimos; o BNH se tornaria um banco de primeira linha, se criaria o FGTS para o trabalhador rural e também tributos sobre o lucro imobiliário, afora a participação dos mutuários na

O BNH E A POLÊMICA SOBRE A UTILIZAÇÃO DOS RECURSOS EXTERNOS

Segundo o presidente do Banco Nacional da Habitação (BNH), José Maria Aragão, "a polêmica sobre a utilização de recursos externos na construção de imóveis já está esclarecida, e os quase Cr$50 trilhões disponíveis poderão ser orientados para a faixa especial (acima de 5 mil UPCs) enquanto o BNH se reservará o direito de cobrar uma taxa para avalizar a operação". Essa fiança-- explica José Aragão-- se constituirá num fundo especial que garantirá os recursos para os empreendimentos de baixa renda.

ACSP E FIRJAN APÓIAM ESCALA MÓVEL DE SALÁRIOS

Segundo o jornal O Estado de São Paulo, os presidentes da Associação Comercial do Rio de Janeiro, Amaury Temporal, e da Federação da Indústrias do Estado (FIRJAN), Arthur João Donato, foram unânimes no apoio à negociação da escala móvel de salários, em lugar da trimestralidade (O ESP).

FIESP DEFENDE ADOÇÃO DE ESCALA MÓVEL

O vice-presidente da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Cláudio Bardella, defendeu a adoção de uma escala móvel que mantenha reais os salários dos trabalhadores. "Os reajustes podem ser feitos, por exemplo, quando a taxa de inflação chegar aos 25%" (JB).

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