QUÍMICOS ENTRAM EM GREVE

Cerca de 3600 trabalhadores de indústrias químicas (40% da categoria formada por 10 mil na região) paralisaram suas atividades, ontem, em Campinas e Paulínia-- SP. Três empresas do Polo Petroquímico da Refinaria Planalto estão paradas: Indústrias Químicas Rhodia, com 2500 empregados; Ban Química, 320; e Dupont do Brasil, 260 (O ESP).

FUNCIONÁRIOS DA NUCLEN ENTRAM EM GREVE

Os 800 funcionários da Nuclebrás-Engenharia-- NUCLEN, subsidiária da NUCLEBRÁS, decidiram entrar em greve hoje. A paralisação foi decidida porque o Conselho Interministerial de Salários das Estatais (CISE) não aprovou as reivindicações salariais referentes ao acordo coletivo da categoria, firmado em março (O Globo).

METALÚRGICOS DE SÃO PAULO RETORNAM AO TRABALHO

Os metalúrgicos de São Paulo retornaram ao trabalho, após dois dias de greve. A decisão dos trabalhadores foi tomada em assembléia realizada ontem. O acordo foi obtido praticamente nas mesmas bases da proposta que havia sido apresentada pela FIESP antes do início da paralisação. As empresas concederão aos metalúrgicos reajuste de 100% do INPC, aumento real de 12% e antecipação trimestral de 80% do INPC em fevereiro e agosto de 1986. A principal modificação na proposta original da FIESP foi a redução da jornada de trabalho, de 48 para 45 horas, a partir de 1o.

TRT JULGA ILEGAL DOS METALÚRGICOS DA VEROLME

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) declarou ilegal a greve dos 5200 trabalhadores do Estaleiro Verolme, sediado em Angra dos Reis (RJ) (JB).

TRT JULGA ILEGAL GREVE DOS METALÚRGICOS DA COSIPA

Por maioria de votos o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) julgou legal a greve dos metalúrgicos da COSIPA (Companhia Siderúrgica Paulista). Foi concedido aos trabalhadores, a partir de 1o. de novembro, 8% de reajuste real extensivo aos funcionários novos, mas que exclui os funcionários com cargos de chefia beneficiados em agosto, com aumento de 30%. Com a paralisação, que durou 15 horas, a COSIPA deixou de faturar Cr$20 bilhões (JB).

DOROTHEA WERNECK DIZ QUE MINISTÉRIO ESTUDA PROGRAMA DE EMPREGOS

A secretária de Emprego e Salário do Ministério do Trabalho, Dorothea Werneck, informou que o Ministério está estudando o programa de geração de emprego e de rendas para o exercício de 1986. Os cálculos preliminares prevêem a necessidade de um recurso da ordem de Cr$9 trilhões para a criação de 225 mil novos empregados no ano (GM).

ELETRONORTE AINDA NÃO DEFINIU POTENCIAL DE BALBINA

A ELETRONORTE ainda não definiu oficialmente o destino do potencial de madeira que existe na área a ser inundada pela usina hidrelétrica de Balbina, no Amazonas. Um levantamento feito pela empresa Jaakro Poyry Engenharia, em maio de 1984, para a ELETRONORTE, indica que existem na região 33,3 milhões de metros cúbicos de madeira, dos quais 10,9 milhões de metros cúbicos podem ter destinação comercial. A exportação de toras renderia US$60 milhões, com investimentos de US$38,5 milhões (preços de 1984) (GM).

A CONSTRUÇÃO DA BARRAGEM DE BALBINA

O presidente José Sarney acionará hoje o dispositivo que desviará o rio Uatumã-- "afluente da margem esquerda do rio Amazonas"-- do seu leito normal para a construção da barragem da usina hidrelétrica de Balbina. Quando estiver pronta, em abril de 1988, Balbina suprirá Manaus de Energia. A ELETRONORTE (Centrais Elétricas do Norte do Brasil) é a responsável pela execução do projeto. O projeto original previa o início da operação da usina, cujo custo é orçado em US$600 milhões, em 1982.

O NOVO PACOTE ECONÔMICO

Segundo o jornal O Globo, fontes do Ministério do Planejamento informaram que o pacote econômico que o governo está elaborando deverá incluir medidas para reduzir os gastos com salários nas administrações direta e indireta, além de aumentar o Imposto de Renda sobre os altos salários e dar prosseguimento ao programa de desestatização.

BRASIL CONCEDE LINHA DE CRÉDITO

O Brasil concedeu linha de crédito de US$20 milhões ao Suriname, para a importação de bens de capital e matérias-primas destinadas à indústria. O Brasil importa alumina do Suriname e, em 89, deverá se tornar auto- suficiente no produto (O Globo).

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