Enviado por admin em ter, 17/12/1985 - 00:00
O Brasil pagará US$10 bilhões de juros aos bancos credores internacionais em 1986, se a "Libor" (a taxa interbancária de Londres) se situar em média em 8,5% durante o ano. A expectativa é do governo brasileiro, que estima pagar US$700 milhões a menos do que este ano. Pelos cálculos do governo, será possível pagar a conta de juros com o superávit comercial, previsto em US$12,5 bilhões, a exemplo da meta pretendida para este ano-- ainda assim inferior aos US$13,1 bilhões registrados no ano passado.
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O presidente do Banco Central, Fernão Bracher, informou que o Brasil vai propor formalmente aos bancos o escalonamento das amortizações da dívida externa que vencem em 1985, no montante de US$15 bilhões, ao mesmo que pedirá a prorrogação das linhas de financiamento de curto prazo, que expiram no dia 17 de janeiro, por mais um ano (O ESP).
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De acordo com o jornal O Globo, os bancos franceses aprovaram em princípio o Plano Baker, proposto pelo secretário do Tesouro norte-americano, James Baker, para a retomada dos créditos externos aos países endividados. Conforme o jornal, o plano prevê que os bancos norte-americanos concedam US$7 bilhões; os europeus, US$8 bilhões; e os japoneses, US$5 bilhões em novos empréstimos a 15 nações nos próximos três anos.
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Segundo o jornal O Globo, os países do Grupo de Cartagena, reunidos em Montevidéu, ontem, consideraram o Plano Baker, apresentado pelo governo norte-americano, insuficiente para resolver os problemas de endividamento da América Latina, e deverão elaborar, até amanhã, um plano de emergência a ser proposto pelas nações da região. Conforme o jornal, o programa poderá reivindicar novos recursos externos que garantam o crescimento econômico das nações latino-americanas e compensem as perdas sofridas com a queda dos preços das matérias-primas que exportam.
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O ministro da Fazenda, Dilson Funaro, afirmou, referindo-se ao Plano Baker, que o Brasil não tem qualquer interesse de participar do programa oferecido pelos EUA para ajudar os países mais endividados (JB).
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O ministro da Fazenda, Dilson Funaro, afirmou que o governo não pretende impor nenhum plano contra a inflação no Brasil, mas adotará uma série de medidas para quebrar a Inércia inflacionária", com base em consultas aos diversos setores da sociedade. Segundo as informações, ao mencionar diferentes hipóteses de trabalho, Funaro rejeitou qualquer programa semelhante ao Plano Austral argentino ou a uma simples desindexação da economia (JB).
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Segundo as informações, o governo captou, neste ano, com a venda de ações da carteira do BNDES, o mesmo volume de recursos que todo o setor privado conseguiu absorver lançando novas ações no mercado primário de capitais. Conforme o jornal, tanto o governo quanto o setor privado captaram Cr$5 trilhões (FSP).
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A campanha de mobilização nacional pelas diretas em 86 começará no dia 25 de janeiro em São Paulo com um comício promovido pelo PT (Partido dos Trabalhadores) em colaboração com o PDT. Depois de São Paulo serão feitos comícios em Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Fortaleza (JB).
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O ministro das Comunicações, Antônio Carlos Magalhães, antes de sair do PDS e entrar no partido que poderá suceder o PFL, acertou, ontem, com o prefeito eleito de São Paulo, Jânio Quadros, o apoio dos liberais às coligações entre os dois partidos na disputa dos governadores em 86 (O Globo).
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A Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro aprovou, ontem, o projeto de emenda constitucional instituindo na Constituição do Estado a criação do IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores), em substituição ao TRU (Taxa Única Rodoviária). O IPVA vai variar entre 1% e 3% (JB).
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