DÍVIDA EXTERNA DOS ESTADOS E MUNICÍPIOS SOMARÁ US$2,6 BILHÕES

O ministro do Planejamento, João Sayad, informou que a dívida externa dos Estados e Municípios e suas respectivas empresas, a vencer este ano somará US$2,6 bilhões (equivalente a cerca de 2% da dívida externa do Brasil), dos quais US$1,2 bilhão do Tesouro e US$1,4 bilhão das empresas. O Estado de São Paulo terá uma dívida externa a vencer este ano de US$1,1 bilhão, destacando-se a Companhia Energética de São Paulo (CESP), com US$600 milhões (FSP).

USP APRESENTOU PROPOSTA À COMISSÃO DO PROGRAMA NUCLEAR

O reitor da Universidade de São Paulo (USP), José Goldemberg, ao apresentar sua proposta à Comissão de Reavaliação do Programa Nuclear Brasileiro (criada pelo Ministério das Minas e Energia), afirmou que o programa nuclear brasileiro de Angra II, que já está com 90% das obras concluídas, deve ser paralisado; e os equipamentos adquiridos para Angra III, avaliados em US1,5 bilhão, devem ser vendidos. Com os recursos gerados pela venda, o Brasil saldaria seus débitos junto aos bancos alemães (FSP).

SETOR DE ABASTECIMENTO DEVERÁ TER UM CONSELHO

Segundo as informações, o setor de abastecimento deverá ter um conselho para para formular e executar a política de abastecimento nacional. O Conselho de Abastecimento, sob a presidência do ministro da Fazenda, Dilson Funaro, será composto pela Companhia de Financiamento da Produção (CFP); COBAL, CIBRAZEM, SUNAB, SEAP e a PORTOBRÁS (FSP).

SECA REDUZ PRODUÇÃO AGRÍCOLA DE SÃO PAULO

A seca reduziu a produção agrícola de São Paulo em 40%. Houve uma diminuição de 15% na área cultivada, com perdas calculadas em Cr$24,5 trilhões. O café sofreu uma perda de 76,2%, de uma produção estimada em 458113 toneladas, serão colhidas apenas 108955 toneladas, um prejuízo de Cr$17,4 trilhões. O arroz perdeu 33,6% da safra, esta estava prevista em 544907 toneladas e caiu para 362002 toneladas. O feijão teve uma quebra de 48% na safra, a previsão era de 134 mil toneladas e baixou para 69800 toneladas.

MINISTÉRIO QUER REGULARIZAR SITUAÇÃO DE ESTRANGEIROS

O ministério da Justiça visando regularizar a situação de 1 milhão de estrangeiros, que vivem irregularmente no país, prepara um decreto-lei concedendo identidade regular para os que se apresentarem na Polícia Federal. Ainda não foi determinado o prazo para isso. Não serão aceitos os que estiverem envolvidos em crimes como terrorismo, drogas, e contrabando (FSP).

A BASE MONETÁRIA CRESCEU 34%

A base monetária (emissão primária de moeda) cresceu 34% em dezembro, elevando a expansão anual para a marca dos 251,5%. Tanto em termos mensais quanto anuais, esses resultados superaram a inflação-- 13,36% no mês e 233,6% no ano. A expansão da base monetária, os meios de pagamento (papel-moeda em poder do público mais depósitos à vista nos bancos) registraram um crescimento de 307,6% no ano passado e 36,5% em dezembro último (revista Exame).

VENDAS DO COMÉRCIO PAULISTA CRESCERAM

As vendas do comércio varejista de São Paulo cresceram, em novembro de 1985, 30,45% sobre o mesmo mês de 1984, acumulando, de janeiro a novembro, uma expansão de 16,98% em relação aos primeiros 11 meses de 1984 (revista Exame).

COMERCIALIZAÇÃO DE VEÍCULOS REGISTROU CRESCIMENTO

A comercialização de veículos durante ano passado registrou, em termos globais, um crescimento de 11,5% em relação aos resultados obtidos em 1984. No mercado doméstico, a expansão foi de 12,8%, com 763,6 mil unidades vendidas no país em 1985. No mercado externo, a meta de exportar US$1,9 bilhão não foi atingida, devido à interrupção da produção durante os 54 dias que os metalúrgicos do ABC permaneceram em greve.

INDÚSTRIA MECÂNICA EXPANDIU-SE 21,7%

A produção da indústria mecânica do Estado de São Paulo expandiu-se 21,7% nos primeiros 11 meses do ano passado, comparada com o mesmo período de 1984. Em termos anuais (novembro contra novembro de 1984), o crescimento foi de 13,8% (revista Exame).

GOVERNO FORNECERÁ VERBA A PETROBRÁS

O presidente da PETROBRÁS, Hélio Beltrão, informou que o governo fornecerá a empresa, este ano, o dinheiro necessário para que mantenha em dia os pagamentos aos produtores de álcool. Segundo ele, isso evitará que a estatal tenha prejuízos com a diferença entre o preço pago aos usineiros e o cobrado aos consumidores. No ano passado, esta perda chegou a Cr$2 trilhões (O Globo).

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