GOVERNO DIZ QUE PLANO CRUZADO NÃO AUMENTA IMPOSTO

O secretário da Receita Federal, Luiz Romero Patury, garantiu que o Plano de Estabilização Econômica não provocará aumento da carga tributária para os contribuintes. Ele informou que a RF já concluiu um estudo comprovando isso e que está sob análise do ministro da Fazenda, Dilson Funaro. Para ele, o ponto que vem gerando as maiores confusões, é o índice de correção a ser aplicado na tabela do imposto progressivo que será utilizado para o exercício fiscal de 1987 (ano-base de 1986).

MINISTRO DA EDUCAÇÃO MANTÉM MORAL E CÍVICA

O ministro da Educação, Jorge Bornhausen, não pensa em extinguir a disciplina Educação Moral e Cívica. O que ele propôs ao presidente José Sarney foi a extinção da Comissão Nacional de Moral e Civismo, criada em 1969 para implantar a disciplina e examinar currículos e livros didáticos (FSP).

JOSÉ HUGO FICA SURPRESO COM DENÚNCIA DE FRAUDE

O ministro da Indústria e Comércio, José Hugo Castelo Branco, disse ontem, através de porta-voz, ter ficado "surpreso" com a denúncia de desvio de recursos do PROÁLCOOL. O ministro determinou um levantamento do problema e só vai se pronunciar sobre o assunto depois de ter todas as informações em mãos.

LEITE COMEÇA A SER DISTRIBUÍDO EM SÃO PAULO

A Secretaria Especial de Ação Comunitária (SEAC) da Presidência da República iniciou, no último dia 29, a distribuição de 100 mil litros de leite diariamente para as crianças da Grande São Paulo. Segundo as informações, São Paulo deveria receber 250 mil litros, mas não foi possível devido a escassez do produto no mercado. O programa do leite foi iniciado em fevereiro, atingindo Brasília, Natal (RN) e João Pessoa (PB). Na segunda etapa, estão sendo beneficiadas as cidades de São Paulo, Belo Horizonte (MG), Teresina (PI), Fortaleza (CE) e Recife (PE).

MINISTÉRIO DA AGRICULTURA TABELA INSUMOS

O secretário-geral do Ministério da Agricultura, Lázaro Barbosa, divulgou ontem a lista tabelando o preço de 300 insumos utilizados na agricultura, entre os quais, fertilizantes, produtos veterinários e agrícolas fixados pelo Conselho Interministerial de Preços (CIP) (FSP).

BANCÁRIO AMEAÇA GREVE GERAL

O presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Luís Gushiken, afirmou que "os bancários não terão outra saída a não ser a greve geral", caso o governo não conceda estabilidade à categoria evitando demissões em consequência dos ajustes que os bancos começam a praticar para absorverem os efeitos do Plano de Estabilização Econômica. A estabilidade no emprego será reivindicada por dirigentes sindicais bancários em audiência com os ministros da Fazenda, Dilson Funaro, e do Trabalho, Almir Pazzianotto, amanhã (FSP).

FUNARO DIZ QUE POUPANÇA NÃO MUDA

O ministro da Fazenda, Dilson Funaro, disse que não existe qualquer intenção do governo de alterar o atual esquema de remuneração da caderneta de poupança. "Não há mudança. Continua sendo remunerada trimestralmente" (FSP).

PRESIDENTE DA FIESP DIZ QUE NÃO É A FAVOR DE INTERFERÊNCIA

O presidente da FIESP, Luís Eulálio de Bueno Vidigal Filho, informou que a entidade não é a favor da interferência do governo na negociação dos índices redutores de preços entre os fornecedores industriais e seus clientes. Porém, segundo ele, a FIESP reconhece que o setor atacadista foi apanhado pelo congelamento em situação extremamente delicada. Esta é a razão pela qual a diretoria da FIESP decidiu abrir um precedente, fazendo um apelo ao governo em favor desse segmento do comércio, afirmou (FSP).

CUELLAR PEDE APOIO DO BRASIL

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Javier Perez de Cuellar, pediu o apoio do Brasil para que a organização "possa superar a crise pela qual está passando". Ele disse que as "superpotências" estão procurando "resolver problemas políticos internacionais mediante negociações bilaterais". Cuellar, que é diplomata peruano, falou sobre as responsabilidades da ONU, inclusive no que diz respeito à dívida externa dos países latino-americanos.

BOFF DIZ QUE NÃO SE ABORRECEU COM SILÊNCIO

O frei Leonardo Boff, afirmando não ter ficado nem "aborrecido nem amargurado" durante os onze meses em que ficou submetido ao "silêncio obsequioso" imposto pelo Vaticano, disse que a suspensão de sua pena foi uma gentileza de Roma. Decisão pessoal do papa, "que adquiriu uma visão mais conciliadora".

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