BOMBRIL DÁ FÉRIAS COLETIVAS

A Bombril S/A, de São Bernardo do Campo (SP), concedeu férias coletivas a 1400 dos 2100 funcionários e reduziu sua produção em 80%. A medida será mantida por 30 dias, a partir de hoje, prazo estimado para o escoamento dos estoques acumulados e que somam 750 mil volumes. Entre lã de aço e detergentes, avaliados em mais de US$10 milhões, a empresa já não tem local para estocar sua produção. A indústria não comercializa seus produtos há um mês, em razão do congelamento de preços.

BANCO MERIDIONAL ESTUDA FECHAMENTO DE AGÊNCIAS

O diretor operacional e de rede do Banco Meridional do Brasil S/A, Carlos Tadeu Vianna, confirmou, ontem, em Porto Alegre (RS), que a diretoria da instituição está avaliando o provável fechamento de 56 agências em todo o país e a consequente dispensa de 1870 funcionários em 60 dias, como forma de "reestruturar o banco, racionalizar sua administração e melhorar seu desempenho frente ao programa de estabilização da economia" (O ESP).

TARIFAS AUTORIZADAS PELO GOVERNO NÃO AGRADAM BANQUEIROS

As tarifas máximas de serviços bancários autorizadas pelo governo não agradaram aos empresários da área financeira, que pleiteavam reajustes bem maiores e, principalmente, elevação dos juros para o setor agrícola e menor recolhimento compulsório sobre os depósitos à vista.

BANCO DO BRASIL TEM AUMENTO DE CAPITAL

A assembléia de acionistas do Banco do Brasil aprovou ontem a elevação do capital social do banco de Cz$8,7 bilhões para Cz$27,9 bilhões como resultado da correção monetária. Também foram aprovados as contas, o balanço, as demonstrações financeiras e os pareceres do conselho fiscal e dos auditores independentes relativos a 1985, bem como a destinação do lucro líquido e a distribuição de dividendos, na base da remuneração de Cz$25,77 por ação, sendo Cz$17,49 de dividendo e Cz$8,28 de bonificação em dinheiro, apenas no segundo semestre do ano passado (O ESP).

BANCO DO BRASIL VAI TER DISTRIBUIDORA

A assembléia de acionistas do Banco do Brasil aprovou a criação de uma distribuidora de títulos e valores mobiliários (BB Distribuidora), com capital inicial de Cz$2 milhões, dividido em 200 mil ações ordinárias nominativas, com sede no Rio de Janeiro. O presidente do banco, Camilo Calazans, informou que a nova empresa terá um presidente e um diretor-gerente. Os acionistas aprovaram também a composição do novo Conselho Fiscal e do Conselho de Administração (O ESP).

MIRAD PODE ALTERAR PLANOS REGIONAIS

O ministro da Reforma e Desenvolvimento Agrário, Nelson Ribeiro, admitiu ontem que as metas previstas nos planos regionais de reforma agrária para este ano, em estudo pelo Palácio do Planalto, poderão ser alteradas. Ele acredita que o número de famílias a serem beneficiadas pelo plano, 150 mil, não será alterado, mas a nível estadual as previsões deverão sofrer modificações.

JAMES BAKER ELOGIA PLANO CRUZADO

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, James Baker III, elogiou ontem, durante a reunião de abertura do Comitê Interino do FMI e do Banco Mundial (BIRD), as medidas de ajuste e acordos de pagamento adotados pelo Brasil. Segundo ele, "medidas como a do Brasil ajudam manter abertas as chances de novos créditos dos bancos comerciais e organismos financeiros internacionais" (O Globo).

INPE VAI FABRICAR SATÉLITE

O Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE) de São José dos Campos (SP) está projetando um satélite científico com tecnologia nacional para lançar ao espaço no início da década de 90, como complementação e próximo passo da Missão Espacial Completa Brasileira que prevê, na mesma época, o lançamento de dois de satélites de coleta de dados meteorológicos e dois de observação da terra para censoriamento de recursos naturais (O Globo).

PRESIDENTE DA FIESP É CONTRA INTERVENÇÃO DO GOVERNO

O presidente da FIESP, Luís Eulálio de Bueno Vidigal Filho, se manifestou ontem totalmente contrário a qualquer tipo de intervenção do governo nas negociações entre fornecedores, indústria e comércio, para aplicação de descontos nos preços. A ameaça de interferência nas negociações foi feita pelo ministro Dilson Funaro, da Fazenda (O Globo).

GOVERNO QUER QUE INDÚSTRIAS DIMINUAM PREÇOS

O superintendente da SUNAB, Eriksen Madsen, disse que os preços para o consumidor terão que cair de 17% a 18%, após a conclusão dos acordos entre a indústria e comércio. Segundo Madsen, o governo espera que as indústrias diminuam seus preços entre 14,5% e 15% (O Globo).

Páginas

Subscrever CRDOC RSS