GOVERNO DE GANA AGRADECE INTERCEPTAÇÃO DO NOBISTOR

O chanceler de Gana, Obed Asamoá, agradeceu ao governo brasileiro por ter interceptado a viagem do rebocador "Nobistor", que, segundo informações de Acra, levava armas argentinas para os oposicionistas daquele país (GM).

GOVERNO PODE SUSPENDER PROGRAMA DE IMPORTAÇÕES

O diretor da CACEX, Roberto Fendt, admitiu ontem que poderá ser suspenso ou revisto o programa de importações, criado em 1982 pelo governo, e que limita a cota de importação das empresas com base no seu volume de importação do ano anterior. Segundo ele, o programa de importação foi criado para garantir uma margem na balança comercial, em um período difícil no mercado externo, "em resposta a limitações cambiais, elevação das taxas de juros, e alta do petróleo".

SÃO PAULO ARRECADOU CZ$4,4 BILHÕES EM ICM EM MARÇO

A Secretaria de Fazenda do Estado de São Paulo arrecadou Cz$4,395 bilhões de Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICM) em março, com um crescimento nominal de 16,27% sobre o mês de fevereiro (GM).

BNDES DIZ QUE APLICOU 82% A MAIS EM JANEIRO E FEVEREIRO

O presidente em exercício do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), André Franco Montoro Filho, informou que as aplicações de recursos ordinários do banco nos primeiros dois meses do ano alcançaram um total de Cr$3,882 bilhões (valores todos calculados antes da reforma para o cruzado), o que representou um crescimento real de 83% e uma expansão nominal de 508% em relação a igual período do ano passado (GM).

BIRD ESTIMA EMPRÉSTIMOS À AMÉRICA LATINA EM US$5,5 BILHÕES

O Banco Mundial (BIRD) estima que as parcelas de empréstimos a serem liberados aos principais países devedores do Terceiro Mundo totalizarão US$5,5 bilhões a US$5,7 bilhões em 1986. Segundo o BIRD, as maiores quantias serão liberadas para os seguintes países: México, cerca de US$1,4 bilhão, comparados com US$840 milhões em 1985; Brasil, cerca de US$1,2 bilhão, em comparação com US$760 milhões em 1985; e Argentina, cerca de US$1,2 bilhão, em comparação com US$760 milhões de 1985 (GM).

SAPATEIRO DE FRANCA FAZEM GREVE

Os sapateiros de Franca (SP) decidiram entrar em greve hoje, por tempo indeterminado, em protesto contra a redução nominal de seus salários. O acordo intersindical firmado entre os sindicatos patronal e dos trabalhadores, dia 1o. de fevereiro último, fixou o piso salarial em Cr$1,2 milhão e concedeu um reajuste de 113,4% às outras faixas. A maioria das 402 indústrias de calçados de Franca fez o pagamento dos salários, ontem, em valores já deflacionados-- piso de Cz$930,00 e dedução média de 25% nas outras faixas (FSP).

ZONA FRANCA TEM TETO DE IMPORTAÇÕES AMPLIADO

O presidente José Sarney, através de decreto, fixou em US$550 milhões (FOB) o teto para importação pelas empresas estabalecidas na Zona Franca de Manaus. A quota autorizada para o ano passado foi de US$500 milhões e as empresas importaram efetivamente um total de US$350 milhões (FSP).

PECUARISTAS QUEREM VERBA PARA ABATER BOIS

O presidente do Conselho Nacional de Pecuária de Corte (CNPC), João Carlos Meirelles, informou que nos primeiros 40 dias de adoção do Programa de Estabilização Econômica o consumo de carne, no país, aumentou 10,7%. Na projeção para um ano, passou de uma média de 14 quilos "per-capita" para 15,5 quilos. João Carlos pediu ao ministro interino da Fazenda, João Batista Abreu, a liberação de Cz$480 milhões para que os pecuaristas antecipem o abate de 400 mil bois na entressafra (junho a outubro), o que representaria a oferta de mais de 100 mil toneladas de carne.

DOCUMENTO DA CNBB SOBRE CONSTITUINTE JÁ TEVE 800 EMENDAS

O documento de trabalho da 24a. Assembléia Geral da CNBB sobre exigências cristãs de uma nova ordem constitucional já tinha recebido, até ontem, 800 emendas. Na nova formulação, o documento tem três partes: Constatação e desafios sobre o momento nacional: sentido da Constituição

MICROEMPRESAS QUEREM DEFLAÇÃO NOS PREÇOS DAS ESTATAIS

O presidente do Movimento Nacional da Micro e Pequena Empresa, Pedro Cascaes, convocou, ontem, a CUT e a CGT para que se unam ao movimento de sua categoria. A principal reivindicação do movimento é que o governo deflacione em pelo menos 14,8% todos os serviços e produtos das empresas estatais, para que isso se estenda a outros segmentos da economia "e possibilite a sobrevivência das micro-empresas" (O ESP).

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