FUNARO NÃO LIBERARÁ IMPORTAÇÃO DE EQUIPAMENTOS

O ministro da Fazenda, Dilson Funaro, embora confirme que encomendas de equipamentos industriais estão sendo entregues em um prazo médio de dois anos, não pretende liberar as importações desses produtos. Ele disse que o governo não quer "queimar" as reservas obtidas com os superávits comerciais e, por isso, autorizará apenas as compras externas de alimentos e de equipamentos que melhorem a tecnologia do parque industrial (O Globo).

AIDS JÁ MATOU NO PAÍS 360 PESSOAS

Segundo o Ministério da Saúde, dos 739 casos registrados de AIDS no país, 360 resultaram em óbito. A doença já atingiu 20 Estados (O Globo).

GOVERNO TEM VERBA PARA ASSENTAR 40 MIL FAMÍLIAS

O ministro da Reforma e Desenvolvimento Agrário, Dante de Oliveira, informou que seu ministério dispõe, no momento, de Cz$1,26 bilhão para iniciar os assentamentos previstos para este ano pelo Plano Nacional de Reforma Agrária, possibilitando a entrega de títulos de propriedade de terra a 40 mil famílias. Porém, segundo ele, há promessa de uma verba suplementar a ser liberada para que o ministério cumpra a meta programada para este ano, que é a de assentar 150 mil famílias (O Globo).

COMISSÃO ARINOS APROVA ELEGIBILIDADE PARA ANALFABETO

Em sua proposta de Constituição, a Comissão Arinos aprovou, ontem, a elegibilidade para os analfabetos, que no ano passado haviam conquistado o direito de votar através da aprovação de emenda constitucional pelo Congresso Nacional (O Globo).

FÁBRICAS DE CIGARROS SUSPENDEM ANÚNCIOS

As empresas Souza Cruz, R.J Reynolds, Philip Morris e Sudan-- fabricantes de cigarros-- decidiram suspender todas as suas verbas publicitárias, seja em mídia impressa ou eletrônica. A decisão, de acordo com os principais dirigentes das fábricas de cigarros, decorre de um projeto conjunto de redução de custos. Os produtores de cigarros estão prevendo para 1986 um prejuízo acumulado de US$150 milhões decorrente da baixa lucratividade nos últimos oito meses (JB).

INDÚSTRIA FARMACÊUTICA RECLAMA ESCASSEZ DE INSUMOS

Os industriais do setor farmacêutico se reunirão dia 14, em Brasília, com o ministro da Fazenda, Dilson Funaro, de quem solicitarão soluções a curto prazo para os problemas que vêm enfrentando no fornecimento de matérias-primas e embalagens de vidro e de plástico, que segundo o presidente da ABIFARMA, Cilênio Arantes, são as causas fundamentais da falta de medicamentos no mercado interno. Ele negou a existência de produtos novos da indústria farmacêutica no mercado, para burlar o congelamento (JB).

RECEITA CRESCE NO RIO DE JANEIRO

A arrecadação do ICM (Imposto sobre Circulação de Mercadorias) no Rio de Janeiro, no período de janeiro a maio, alcançou Cz$7 bilhões, representando um crescimento real de 27,6% em relação à receita de igual período no ano passado (JB).

TESOURO FECHA COM DÉFICIT

A Caixa do Tesouro Nacional fechou o semestre com um déficit de Cz$3 bilhões, resultado que o secretário Andréa Calabi considerou equilibrado (JB).

BC NÃO AUTORIZARÁ ALTA DA TAXA DE JURO

O ministro da Fazenda, Dilson Funaro, afastou ontem qualquer possibilidade de o Banco Central aceitar a reivindicação das financeiras, de elevar de 55% ao ano para 63% o limite das taxas de juros. Funaro afirmou que este ano os bancos deverão aplicar na produção US$3,5 milhões e que, em consequência das medidas do Plano Cruzado, levarão muito tempo para "ter 10% de tudo que ganharam até hoje" (JB).

FUNARO NEGA CRIAÇÃO DE POUPANÇA COMPULSÓRIA

O ministro da Fazenda, Dilson Funaro, descartou, ontem, qualquer tipo de poupança compulsória, seja no imposto de renda ou em tarifas, como vem sendo sugerido por vários setores. Ele disse que além dos compulsórios existentes, como PIS, PASEP e FGTS, "nada está sendo cogitado pelo governo". Funaro assegurou, também, que não haverá modificação no rendimento trimestral da caderneta de poupança, pois o crédito mensal só existia devido à alta inflação (JB).

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