PANIFICADORES DECIDEM PARAR EM CURITIBA

As indústrias de panificação do Paraná decidiram parar, por tempo indeterminao, a partir da zero hora de hoje, a produção de pães enquanto o governo não conceder um reajuste mínimo de preços de 60% (GM).

TRÊS CONDIÇÕES PARA EMPRESÁRIOS VOLTAREM A INVESTIR

O presidente da ABINEE (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica), Aldo Lorenzetti, definiu três condições básicas para os empresários voltarem a investir na produção: confiança na não-ingerência do governo, que a toda hora muda as regras do jogo na economia; menores taxas de juros que permitam retorno dos investimentos; e preços que possibilitem um mínimo de rentabilidade e encorajem os reinvestimentos.

EMPRESÁRIOS MINEIROS DE FERRO-GUSA CONTINUAM EM GREVE

O "lock-out" dos empresários mineiros de ferro-gusa, que exigem um reajuste de 58,67% sobre o preço médio de Cz$1.450,00 a tonelada, já paralisou 50 dos 130 altos-fornos de Minas Gerais, comprometendo em 40% a capacidade instalada para 5 milhões 760 mil ton/ano. A informação foi dada pelo secretário-geral da ABRACAVE (Associação Brasileira de Carvão Vegetal), Luiz Eduardo Furiati. A ABRACAVE é uma associação de guseiros independentes e de siderúrgicas de aço a carvão vegetal (Mannesmann, Belgo-Mineira, Acesita, Pains, Cimetal e Itaunense) (JB).

ESCOLAS PARTICULARES ADIAM REINÍCIO DAS AULAS

O presidente da FENEN (Federação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino), Roberto Dornas, anunciou o adiamento das aulas nas escolas particulares de todo o país, por tempo indeterminado. A FENEN, que representa 35 mil estabelecimentos, do pré-escolar à universidade, tomou essa decisão por não aceitar os índices de aumento determinado pelo governo (35% de reajuste imediato mais 15% negociáveis). A FENEN reivindica um aumento mínimo de 100%, a ser estabelecido por cada escola de acordo com suas necessidades (JB).

OBRAS DA FERROVIA DO AÇO VÃO RECOMEÇAR EM 45 DIAS

As obras da Ferrovia do Aço, paralisadas desde 1984, serão retomadas em 45 dias. A RFFSA, para retomá-la, depende, apenas do acerto da MBR (Minerações Brasileiras Reunidas) com bancos estrangeiros para obtenção do financiamento da parte que caberá ao grupo nas obras de conclusão da ferrovia (US$70 milhões. A informação foi dada pelo presidente da RFFSA (Rede Ferroviária Federal S/A), Ozires Guimarães (O Globo).

GOVERNO LIBERA CZ$3,7 BILHÕES PARA TUCURUÍ

O presidente José Sarney autorizou ao Ministério dos Transportes a iniciar, ainda neste semestre, as obras de duas eclusas e um canal em Tucuruí (PA) que deverão ser concluídas em dezembro de 1989 e terão investimentos de Cz$3,7 bilhões. Segundo as informações, a construção vai permitir que o rio Tocantins seja totalmente navegável, formando uma hidrovia de 2,2 mil km de extensão, que começa no rio Amazonas, e possibilitará a constituição de um corredor de transportes com a Ferrovia Carajás e com a Ferrovia Norte-Sul, a ser construída (O Globo).

SUPERÁVIT DA BALANÇA COMERCIAL FICOU EM US$9,527 BILHÕES

A CACEX informou que o superávit da balança comercial de 1986 foi de US$9,527 bilhões, inferior 23,7% ao do ano anterior, de US$12,486 bilhões. O Brasil exportou US$22,393 bilhões e importou US$12,866 bilhões durante o ano passado (GM).

CACEX PROÍBE A IMPORTAÇÃO DE MAIS 2.500 PRODUTOS

O diretor da CACEX, Roberto Fendt, anunciou ontem a proibição de importação de cerca de 2.500 produtos, ampliando para 5 mil a quantidade de itens que não podem entrar no país. A nova lista, que havia sido liberada pela CACEX em 1983 e agora volta a vigorar, abrange uma relação muito ampla de produtos de consumo final, máquinas acabadas, alimentos e insumos utilizados pelas indústrias química, petroquímica e farmacêutica (FSP).

BRASIL QUER US$4 BILHÕES EM "DINHEIRO NOVO"

A partir da conclusão das negociações da dívida externa junto ao Clube de Paris, o Brasil pretende agora obter entre US$3,5 bilhões e US$4 bilhões em novos empréstimos, dos quais a metade deverá ser obtida junto aos bancos privados. A informação foi dada pelo ministro da Fazenda, Dílson Funaro, ao anunciar que o Brasil já tem praticamente acertada a primeira operação para a entrada de "dinheiro novo". Será um empréstimo de US$300 milhões, em uma operação de co-financiamento com o EXIMBANK japonês, para o programa de investimento na área elétrica.

BRASIL CONSEGUE REESCALONAR DÍVIDA EXTERNA

O acordo assinado entre o Brasil e seus credores do Clube de Paris permite que sejam reescalonados os débitos de 1985 e 1986, principal e juros, com prazo de seis anos e três de carência, totalizando US$3,274 bilhões. Os juros de mora deste período também foram reescalonados e atingem a quantia de US$348 milhões, reembolsáveis em três parcelas semestrais, a partir de 30 de junho de 1988.

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