PRODUÇÃO DE OURO NO PAÍS

O DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral) informou que a produção oficial de ouro no país em 1986 atingiu 24,1 toneladas, a maior desde 1982, quando foram processadas 25,5 toneladas do produto. Da extração oficial do último exercício, 14,7 toneladas são de garimpo e 9,3 toneladas das empresas mecanizadas (FSP).

VOTORANTIM INVESTIRÁ US$600 MILHÕES EM DOIS ANOS

O Grupo Votorantim deverá investir, nos próximos dois anos, US$600 milhões na ampliação da produção de níquel e alumínio, segundo informou o presidente do grupo, Antônio Ermírio de Moraes (GM).

ACESITA APRESENTA LUCRO DE CZ$164,6 MILHÕES

A Companhia Aços Especiais Itabira (ACESITA) encerrou o ano passado com um lucro líquido de Cz$164,6 milhões, após dois anos de prejuízos, agora acumulados em Cz$5,6 bilhões, razão pela qual não distribuirá dividendos aos seus acionistas. O faturamento da empresa no ano passado foi de Cz$6,14 bilhões (JC).

BB FAZ PROPOSTA PARA PÔR FIM À GREVE

O Banco do Brasil propôs ontem a seus funcionários aumento de 50% divididos em três parcelas para pôr fim à greve que já dura quatro dias: 30% já, 10% em setembro (época da data-base da categoria) e 10% em março de 1988. O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Crédito (CONTEC), Wilson Moura, disse que a recomendação do comando de greve é de que a proposta só seja aceita pelos funcionários do BB se for extensiva aos bancários das redes estaduais, Caixa Econômica Federal e bancos privados (JB).

MARÍTIMOS RETORNAM AO TRABALHO

Os trabalhadores marítimos de empresas privadas decidiram ontem terminar a greve nos navios e aceitar a proposta do SINDARMA (Sindicato Nacional das Empresas de Navegação) de aumento salarial de 120% do piso (eles reivindicavam 168%), mais gratificações que somam aumento de 100% da remuneração final. Os marítimos estavam em greve há 32 dias. O SINDARMA propôs ainda pagar 40% de aumento da remuneração final em dólares, além de garantir a não punição dos grevistas e o pagamento dos dias parados.

FUNCIONÁRIOS DO IBGE SUSPENDEM A GREVE

Os funcionários do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no Rio de Janeiro, decidiram suspender a greve por melhores salários deflagrada no último dia 19. Os funcionários do órgão decidiram suspender o movimento após o ministro do Planejamento, Aníbal Teixeira, prometer abono dos dias parados e a retomada das negociações com a volta ao trabalho. Continuam em greve os funcionários do IBGE de São Paulo, Minas Gerais, Ceará, Bahia e Pernambuco (O Globo).

SECURITÁRIOS SUSPENDEM GREVE

Os securitários do Rio de Janeiro, que estavam em greve desde o último dia 24, voltam ao trabalho no próximo dia 31, suspendendo o movimento por 14 horas. A greve não está sendo mantida por toda a categoria, apenas pelo segmento dos que trabalham em empresas de previdência privada. As principais reivindicações dos securitários são: piso salarial de Cz$2,8 mil e de Cz$2,3 mil para os que trabalham em escritório e portaria, respectivamente, vale-refeição de Cz$40,00, vale transporte, anuênio de Cz$100,00 e triênio de Cz$300,00 (JC).

FUNARO DIZ QUE "GATILHO" NÃO SERÁ EXTINTO AGORA

O ministro da Fazenda, Dílson Funaro, garantiu que o governo não está estudando a extinção do "gatilho" salarial. Reconheceu, no entanto, que o combate a inflação fica mais difícil com o reajuste automático dos salários (JB).

AIDS ATINGE 10% DOS PRESIDIÁRIOS CARIOCAS

Cerca de 10% dos 9 mil presidiários do Estado do Rio de Janeiro podem estar contaminados com o vírus da AIDS (Síndrome de Imunideficiência Adquirida), segundo estimativa da Superintendência Regional do INAMPS. Todos os presos do Estado serão submetidos a exame de sangue, a partir da próxima semana, para identificar os portadores de anticorpos de reação ao vírus transmissor da AIDS, diagnosticar os casos em que a doença já se manifestou e tratar os doentes (O Globo).

O CONTRABANDO DE OURO EM 1986

Segundo estimativas do DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral) e do Ministério das Minas e Energia, o contrabando de ouro produzido no Brasil passou de 40 toneladas em 1985 para 56 toneladas no ano passado. Isso significa, segundo o DNPM, que o contrabando do metal somou US$1,27 bilhão nos últimos dois anos (US$529,26 milhões em 1985 e US$740,93 milhões em 1986), o equivalente a Cz$27,80 bilhões (cerca de 1% da dívida externa brasileira) (FSP).

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