BC PROJETA SUPERÁVIT DE US$746 MILHÕES ESTE ANO

O Banco Central está projetando para este ano um superávit de US$746 bilhões no resultado do balanço de pagamentos do país. O déficit da conta de transações correntes-- que inclui o saldo da balança comercial e das contas de serviço-- é estimado pelo BC em US$3,9 bilhões. Para cobrir este déficit e ainda gerar um superávit positivo no balanço de pagamentos, o governo pretende obter US$4,3 bilhões. O balanço de pagamentos, em 1986, fechou com um déficit de US$3,629 bilhões (GM).

DÍVIDA PÚBLICA ATINGIU CZ$1,97 TRILHÃO EM 1986

A dívida líquida do setor público atingiu, ao final de 1986el de ativ em comparação a dezembro de 1986. O setor apresentou, nião, dos Estados cresceu, em dólares, no ano passado, 13,3%, atingiu 47,3% do PIB (Produto Interno Bruto) e superou em 19,9% o total da dívida externa do país de US$110,57 bilhões. Medido pelas necessidades de financiamento, o déficit público chegou, em 1986, a Cz$354,97 bilhões (9,9% do PIB), em valores nominais, e a Cz$103,1 bilhões (2,9% do PIB) no conceito operacional.

STN ESTUDA SANEAMENTO DOS ESTADOS

A Secretaria do Tesouro Nacional (STN) está elaborando, em conjunto com os governos do Rio de Janeiro, Bahia, Santa Catarina, Paraíba, Alagoas e Pernambuco, um programa de saneamento financeiro para esses Estados.

BALANÇA COMERCIAL DE BENS PRIMÁRIOS CAIU 9,7%

O DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral) informou que a balança comercial de bens minerais primários caiu 9,7% em 1986, passando de US$1,909 bilhão em 1985 para US$1,724 bilhão.O DNPM atribui a queda em valor das exportações minerais à redução das vendas do minério de ferro, cuja representatividade no total das exportações foi de 86% (GM).

AS EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS PARA OS EUA

De acordo com o Departamento de Comércio norte-americano, as exportações brasileiras para os EUA caíram 10% em 1986, passando de US$8,1 bilhões em 1985 para US$7,3 bilhões. Em contrapartida, os EUA venderam 25% mais ao Brasil, passando de US$3,1 bilhões para US$3,9 bilhões no mesmo período. O déficit comercial norte-americano para com o Brasil caiu de US$5 bilhões para US$3,4 bilhões em 1986 (O Globo).

ANDRADE GUTIERREZ NEGOCIA COMPRA DE ÁREA PELO MIRAD

O ministro da Reforma e Desenvolvimento Agrário, Dante de Oliveira, confirmou que há quase um ano a empresa Andrade Gutierrez vem promovendo negociações com o governo para que o INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) encampe o projeto de colonização Tucumã, de propriedade do grupo empresarial. A empresa quer vender a área de 400 mil hectares, onde foram fixados até agora 200 colonos, por valor aproximado de US$31,9 milhões.

GOVERNO LIBERA US$15 MILHÕES PARA O IBC

O governo liberou US$15 milhões para pagar parte da dívida do IBC (Instituto Brasileiro do Café) com 18 empresas exportadoras que, em setembro do ano passado, compraram do IBC 630 mil sacas de café robusta no Terminal de Londres, dentro da chamada "Operação Patrícia". A dívida do IBC para com os exportadores é estimada atualmente em US$170 milhões (O Globo).

SARNEY CRIA COMISSÃO PARA NEGOCIAR A DÍVIDA

O presidente José Sarney criou, ontem, por decreto, a comissão de assessoramento presidencial para a negociação da dívida externa. O ministro da Fazenda, Dílson Funaro, vai presidir a comissão, que tem 10 integrantes, incluindo como embaixador extraordinário para assuntos da dívida extT e as Centrais Hidroelétricas do Rio São Francisco (CHESF). As obras financiáveis são todos os projetos de expres, Saraiva Guerreiro.

GROS AFIRMA QUE BRASIL TEM INTERESSE NA CONVERSÃO DE CRÉDITO

O presidente do Banco Central, Francisco Gros, desmentiu a declaração feita pelo diretor da área externa do BC, Carlos Eduardo de Freitas, de que o governo brasileiro não tem interesse na conversão de créditos de bancos estrangeiros em investimentos porque a operação poderá implicar em risco de desnacionalização do Brasil. Segundo Gros, tanto ele quanto o ministro da Fazenda, Dílson Funaro, manifestaram posição favorável à proposta de conversão de dívida em capital de risco (O Globo).

GOVERNO PROPORÁ O REFINANCIAMENTO DA DÍVIDA EXTERNA

O Ministério da Fazenda e o Banco Central estão interessados em obter dos credores estrangeiros uma combinação de formas de refinanciamento da dívida externa, que serão discutidas na reunião do FMI (Fundo Monetário Internacional), a partir de amanhã. Essa combinação, de acordo com o Ministério de Fazenda, é composta de "dinheiro novo", investimentos diretos, capitalização parcial de juros e conversão da dívida em investimento estrangeiro (O Globo).

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