COLÔMBIA EXPORTARÁ 420 MIL TONELADAS DE CARVÃO PARA O BRASIL

A Colômbia exportará 420 mil toneladas de carvão para o Brasil, 120 mil toneladas a mais do que o acertado em acordo recente, segundo informou a empresa estatal daquele país, a Carbocol. Metade do volume adicional de carvão colombiano se destinará para a Siderúrgica de Tubarão (SC) e o restante para a purificação de ferro. O primeiro embarque está previsto para março próximo (O Globo).

PARA MILLIET CREDOR VAI TER DE MELHORAR PROPOSTA

O presidente do Banco Central, Fernando Milliet, disse ontem que os bancos credores terão de "fazer um movimento expressivo" no sentido de melhorarem sua proposta caso queiram chegar a um acordo sobre a dívida externa brasileira. Ele descartou inteiramente a possibilidade de o Brasil voltar a vincular a negociação com o comitê dos bancos credores e com o Fundo Monetário Internacional (FMI) (O Globo).

CATERPILLAR FARÁ CONVERSÃO DE DÍVIDA EM INVESTIMENTO

A Caterpillar Inc., empresa norte-americana que atua em mais de 150 países e tem no Brasil seu maior investimento, fora dos Estados Unidos, no setor de máquinas para construção pesada, agricultura e mineração, pretende utilizar a conversão da dívida externa brasileira em capital de risco como uma das alternativas a seu plano de investimentos para os próximos 10 anos (O Globo).

BNDES DEVE LIBERAR EM 88 CZ$41 BILHÕES

O projeto de duplicação da capacidade de produção da Aracruz Celulose, com custo de US$1 bilhão (Cz$90,5 bilhões), é apenas o primeiro de oito grandes projetos de investimento que serão iniciados este ano. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deverá liberar, em 1988, Cz$41, 1 bilhões-- incluindo a parcela já desembolsada para a Aracruz na semana passada-- para a execução desses empreendimentos, que implicam em financiamento total de Cz$116,9 bilhões, além dos recursos próprios ou de terceiros obtidos pelas próprias empresas (O Globo).

ANTÔNIO CARLOS ACHA POSSÍVEL EXISTIR DOSSIÊ

O ministro das Comunicações, Antônio Carlos Magalhães (PFL) disse ontem não achar Impossível" a existência de um dossiê preparado pelo governo federal com nomes de parlamentares que receberam ajuda financeira de empresas privadas em suas campanhas eleitorais de 1986. O ministro afirmou desconhecer tal documento, mas acredita que ele possa existir "até porque, segundo se diz, quem dá esses auxílios nunca guarda segredo" (FSP).

USIMINAS ENCERROU 1987 COM PREJUÍZO

Com uma produção recorde, alcançando os 3,7 milhões de toneladas de aço bruto, a USIMINAS encerrou o ano passado, porém, com prejuízos aproximados de US$236 milhões (Cz$21,24 bilhões) (O Globo).

TÉCNICOS ESTUDAM URP TRIMESTRAL

Manutenção da URP (Unidade de Referência de Preços), porém com reajustes trimestrais a partir de junho, é a idéia que toma corpo na área econômica do governo que intensificou as discussões, ainda em nível técnico, sobre a necessidade de uma mudança na política salarial, sob pena de anular qualquer esforço de contenção inflacionária.

MAGRI PREVÊ DERROTA DA ESTABILIDADE NO EMPREGO

A proposta de estabilidade no emprego elaborada pela Comissão de Sistematização com o apoio das esquerdas será derrotada no plenário da Assembléia Nacional Constituinte. Em seu lugar entrará, com apoio do Centrão, emenda que prevê o pagamento de multa pelo empresário ao empregado demitido. A previsão foi feita ontem pelo presidente do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo, Antônio Rogério Magri, e pelo deputado federal Roberto Cardoso Alves (PMDB), um dos líderes do Centrão (O ESP).

SINDICALISTAS DIVERGEM NO PACTO SOCIAL

Sindicalistas ligados à CGT (Central Geral dos Trabalhadores) e à CUT (Central Única dos Trabalhadores) têm opiniões diferentes sobre a necessidade de um pacto entre trabalhadores, empresários e governo para combater a recessão. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Santos (SP) e membro da direção da CGT, Arnaldo Gonçalves, diz que o entendimento é a saída para a crise, mas acha que a proposta é de difícil execução. O secretário de política sindical da CUT, Delúbio Soares de Castro, descarta qualquer possibilidade de acordo.

AERONAUTAS TERMINAM GREVE

Após 72 horas de paralisação, os aeronautas retornaram ao trabalho à zero hora de ontem, o que permitiu normalizar, em poucas horas, o tráfego de passageiros. Foi muito pequeno o número de vôos extras. A decisão foi tomada no dia 14 em assembléias realizadas no Rio de Janeiro e em São Paulo. Nelas os aeronautas resolveram que, se até 8 de março as reivindicações da categoria não forem atendidas, nova greve será deflagrada no dia 9. Agora, além dos 65,15% de reajuste, os aeronautas exigem a readmissão de seus colegas demitidos (O Globo).

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