GOVERNO PRETENDE CONTER DÉFICIT EM 4% DO PIB

O governo vai dar sua parte no pacto social, contendo o déficit público
16247 em 4% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano. Foi o que afirmou ontem o presidente José Sarney ao presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), Mário Amato (FSP).

CABRAL DÁ PARECER FAVORÁVEL À REFORMA EM TERRAS PRODUTIVAS

O relator da Constituinte, deputado Bernardo Cabral (PMDB/AM), informou ontem ter dado pareceres favoráveis às emendas supressivas que permitem a desapropriação de terras produtivas para fins de reforma agrária. Cabral terminou ontem o exame das 1.800 emendas apresentadas ao Projeto de Constituição B, que será votado no segundo turno. Hoje, ele entregará oficialmente os pareceres ao presidente da Assembléia, deputado Ulysses Guimarães (O Globo).

AÇÃO DE PATERNIDADE CONTRA EX-PRESIDENTE FIGUEREDO

Edine de Souza Correa, demitida há dois anos do Serviço Nacional de Informações (SNI), incluiu novo capítulo à biografia do ex-presidente João Batista de Figueiredo. No último dia 15, entrou no Tribunal de Justiça do Distrito Federal com ação de reconhecimento de paternidade para fins de alimento contra o ex-presidente. Edine pede 40% dos vencimentos mensais de Figueiredo, que ganha Cz$798 mil (Cz$400 mil como general reformado e 398 mil como ex-presidente). Ela está com 31 anos, e o filho, Davi Márcio Correa, tem seis.

CABRAL ACHA QUE SARNEY SE PRECIPITOU

O relator da Constituinte, deputado Bernardo Cabral, disse ontem que as críticas do presidente José Sarney ao texto da nova Constituição são precipitadas, "uma vez que o trabalho não foi concluído". Cabral afirmou que desde janeiro havia dado parecer negativo às emendas que hoje são criticadas pelo governo, como a que prevê anistia fiscal. "Se o presidente tivesse mobilizado suas bases como fez em outros temas, poderia derrubar emendas que considera prejudiciais. Ainda temos o segundo turno para que o governo se una", destacou (O ESP).

ULYSSES AMENIZA AS DISCUSSÕES LEVANTADAS POR SARNEY

O presidente da Constituinte, Ulysses Guimarães, tentou ontem, em Brasília, amenizar as discussões levantadas pelas críticas do presidente José Sarney ao texto constitucional em votação, no programa "Conversa ao Pé do Rádio". "Não tem incêndio nenhum", afirmou Ulysses, explicando que "o presidente tem o direito de fazer críticas como qualquer cidadão, e eu respondi fazendo a defesa de pontos que achava fundamentais" (O ESP).

MINISTRO DA COSTA RICA CHEGA AO BRASIL

Rodrigo Madrigal Nieto, ministro das Relações Exteriores da Costa Rica, chega hoje ao Rio de Janeiro para uma visita de quatro dias ao Brasil. O principal assunto da visita, naqual estão previstos encontros com o presidente José Sarney, autoridades do governo e empresários, é o escalonamento da dívida costariquenha, de US$30 milhões, com o Brasil (O ESP).

CABRAL DÁ PARECER CONTRÁRIO ÀS SUPRESSIVAS AOS DOIS TURNOS

O relator do Congresso Constituinte, Bernardo Cabral (PMDB/AM), deu ontem parecer contrário a todas as emendas que pretendiam suprimir da nova Constituição a exigência de dois turnos para as eleições presidenciais. O senador José Fogaça (PMDB/RS), relator-adjunto, afirmou que existem muitas emendas supressivas com este fim, mas disse não saber quantas.

SINDICALISTA PROPÕE GREVE

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo (SP), Vicente Paulo da Silva, propôs ontem, em reunião de sindicalistas com a classe, a realização de uma greve "política e de conscientização", por uma hora, no dia 25, data do início da votação em segundo turno do projeto da futura Constituição.

CERCA DE 100 MIL CRIANÇAS MORREM VÍTIMAS DE MAUS-TRATOS

Cerca de 100 mil crianças morrem no Brasil anualmente vítimas de maus-tratos dos pais ou responsáveis. A estimativa, baseada em analogia com estatísticas norte-americanas, é para o chefe da pediatria do Hospital Souza Aguiar, no Rio de Janeiro, Lauro Monteiro Filho, o mínimo que pode ocorrer, dada às más condições gerais e à violência da atualidade (O Globo).

PROTESTO TERMINA EM PANCADARIA

Terminou em pancadaria e prisão o Tribunal Popular que um comitê suprapartidário organizou para julgar o governo José Sarney, no último dia 15, em São Paulo (capital). Três pessoas foram autuadas em flagrante por agressão e desacato à autoridade. Segundo o advogado Luiz Eduardo Greenhalg, convidado pelo comitê-- integrado por PT, PC do B, PCB, PV, PSB, PSDB, CUT, CGT, vários sindicatos e movimentos populares-- para acusar o presidente Sarney, os organizadores haviam obtido autorização da Secretaria de Segurança para utilização do Largo 13 de maio.

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