PREÇOS NOS SUPERMERCADOS TÊM ELEVAÇÃO DE 11,5% EM SETE DIAS

Em sete dias, os preços médios nos supermercados tiveram alta de 11,5%, uma das mais altas taxas semanais já apuradas pelo "Data Folha", que desde setembro de 1985 realiza pesquisas semanais de preços em oito lojas de quatro redes de supermercados em São Paulo (FSP).

CUSTO DE VIDA DA CLASSE MÉDIA ATINGE 26,58%

O ICVM (Índice do Custo de Vida para as Famílias de Classe Média-- com renda entre seis e 33 salários mínimos) em dezembro foi de 26,58%, conforme levantamento feito pela Ordem dos Economistas de São Paulo e divulgado ontem. No acumulado do ano, o ICVM chegou a 840% (FSP).

BANCOS PRIVADOS DOS EUA VÃO À JUSTIÇA

Os bancos privados norte-americanos irão aos tribunais caso o governo decida forçá-los a perdoar a dívida dos países do Terceiro Mundo, ao menos que obtenham importantes vantagens do governo do presidente eleito George Bush. A enérgica posição dos bancos comerciais norte-americanos foi interpretada como uma tentativa de influir no governo Bush, e em sua política econômica para com os países endividados (FSP).

COTAÇÃO DO DÓLAR NORTE-AMERICANO

A minidesvalorização cambial promovida ontem pelo Banco Central foi de 1,1647%. O dólar norte-americano está cotado hoje, no câmbio oficial, a Cz$845,13 para compra e a Cz$849,36 para venda. As minidesvalorizações cambiais promovidas pelo BC desde o início do ano somam agora 12,2664%. O dólar no paralelo estava sendo cotado ontem, em São Paulo, a Cz$1.500,00 para compra e Cz$1.550,00 para venda. No Rio de Janeiro, a Cz$1.470,00 para compra e Cz$1.550,00 para venda (GM).

GOVERNADOR DO PARANÁ ANUNCIA REFORMA

O governador Álvaro Dias, do Paraná, anunciou ontem sua reforma administrativa no estado, com corte de pessoal, extinção de quatro secretarias e outros órgãos da administração direta e indireta e a racionalização dos gastos. A principal mudança foi a extinção da Secretaria da Indústria e Comércio, passando seus encargos para o Banco de Desenvolvimento do Paraná (BADEP).

PETROBRÁS TERÁ QUE CONTRATAR 5 MIL PARA IMPLANTAR TURNO

A adoção do turno de seis horas na PETROBRÁS obrigaria à contratação de mais 5 mil funcionários, equivalendo a gastos da ordem de Cz$6bilhões/mês, referentes a salários diretos e indiretos. A informação é do diretor de relações industriais da estatal, Flávio Chaves, que defende proposta de pagamento de abono de 30% sobre o salário- base, retroativo a 1o. de outubro, e corrigido pela OTN, como pagamento das duas horas extras trabalhadas em turno de oito horas (GM).

ARRECADAÇÃO TEM QUEDA REAL

O Estado de Minas Gerais arrecadou, no ano passado, Cz$391,1 bilhões de Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICM), volume inferior, em termos reais, aos Cz$59,4 bilhões arrecadados em 1987. De acordo com dados fornecidos ontem pela Secretaria Estadual de Fazenda, a queda real foi 3,5%, se calculada pelo IPC médio; de 16,1%, pelo IGP médio; e de 22,3%, tomando-se a OTN média mensal (GM).

FIEMG QUER MANUTENÇÃO DA URP

O governo federal "não deve mexer" na Unidade de Referência de Preços (URP), deve "enxugar" efetivamente a máquina estatal e deve exercer um rigoroso controle nos preços praticados pelos monopólios e oligopólios. A opinião é do empresário mineiro José Alencar Gomes da Silva, que no último dia 12 assumiu a presidência da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais. A FIEMG é contra qualquer aventura heterodoxa (decretação de uma nova moratória da dívida externa ou de um novo congelamento de preços, por exemplo), afirmou.

FIESP AMEAÇA ABANDONAR O PACTO

As principais entidades empresariais do país contestaram ontem a intenção do governo incluir a Lei da Deliquência Econômica, elaborada pela Consultoria Geral da República, entre as medidas de ajuste econômico. O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), Mário Amato, afirmou que abandonará o Pacto Social se essa lei for adotada. "Se essa lei vier no pacote, a FIESP está fora do pacto. O empresário não é deliquente", disse Amato (GM).

JAPÃO PODERÁ LIBERAR RECURSOS

O governo japonês espera retomar ainda neste ano a ajuda oficial ao Brasil. Créditos japoneses em ienes, a juro baixo, não são concedidos ao Brasil desde 1985, quando o país suspendeu os pagamentos dos juros aos bancos privados. O governo brasileiro apresentou quinze projetos para receberem ajuda, num total de US$5,5 bilhões, mas o Japão não poderá financiar todos eles (GM).

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