PROGRAMA ECONÔMICO DE COLLOR NÃO MUDA

A coordenadora econômica da equipe de Fernando Collor de Mello, Zélia Cardoso de Mello, esteve no Centro de Convenções e garantiu que alianças e acordos para o segundo turno não vão passar por qualquer alteração do programa de governo anunciado ao longo da campanha. Virtual ministra da Fazenda, se Collor vencer a eleição, Zélia disse que não haverá qualquer medida radical na condução da política econômica (Correio Braziliense).

PETROLEIROS CONTINUAM EM GREVE

A direção do Sindicato dos Petroleiros de Duque de Caxias (RJ) voltou a insistir que vários trabalhadores continuam retidos dentro da Refinaria Duque de Caxias (RJ)-- REDUC-- desde o início da greve da classe, que completa hoje 20 dias. Sidnei Batista da Silva, diretor da entidade classista, assegurou que as condições físicas e mentais desses profissionais é muito ruim. A direção da estatal nega estas informações (O Dia).

PT JÁ ANALISA AS ALIANÇAS

A direção executiva nacional do PT (Partido dos Trabalhadores) se reúne hoje em São Paulo para discutir sua política de alianças para o 2o. turno e já conta com o PCB de Roberto Freire (O Dia).

LULA IRÁ PARA O SEGUNDO TURNO

Depois de totalizar 91,2% dos votos apurados em todo o país pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), as eleições presidenciais serão disputadas no 2o. turno pelos candidatos do PRN, Collor de Mello e do PT, Luís Inácio da Silva (O Dia).

LULA CEDERÁ MINISTÉRIOS POR ALIANÇAS

O PT (Partido dos Trabalhadores), se "Lula" chegar ao segundo turno, aceita nomes reconhecidamente competentes de outros partidos para ocupar ministérios e "cargos-chave como parte da negociação de alianças com os partidos do centro para a esquerda-- o limite é a ala progressista do PMDB, comandada por Ulysses Guimarães, e o princípio é o programa de 13 pontos elaborado pela Frente Brasil Popular.

COLLOR DIZ QUE NÃO NEGOCIARÁ CARGOS

Fernando Collor de Mello afirmou ontem em Brasília que as alianças que fará para o segundo turno serão em torno do programa do PRN e que não negociará cargos ou ministérios (O Dia).

ANTÔNIO ERMÍRIO DE MORAES APOIARÁ COLLOR

O empresário Antônio Ermírio de Moraes, superintendente do grupo Votarantim, anunciou ontem que no segundo turno da eleição presidencial apoiará o candidato Fernando Collor de Mello (PRN). Ele disse que os candidatos do PDT e PT são radicais (O Globo).

BRIZOLA DIZ QUE IGREJA VIROU PARTIDO

O candidato do PDT à Presidência da República, Leonel Brizola, criticou ontem em entrevista o apoio que a chamada Igreja progressista deu ao seu adversário do PT, Luís Inácio da Silva, durante a campanha eleitoral. Os dois disputam voto a voto a vaga para disputar o segundo turno com Fernando Collor de Mello (PRN). Brizola disse que a votação de Lula "mostra que a Igreja progressista se transformou em partido político" e citou como exemplo da atuação da Igreja a cidade gaúcha de Aratiba, a única em que ele perdeu em todo o Rio Grande do Sul, justamente para "Lula" (JB).

EXECUTIVA DO PMDB DECIDE EXPULSAR QUEM APOIAR COLLOR

A Executiva Nacional do PMDB decidiu ontem, em reunião informal, desligar e "expulsar" os membros do partido que apoiarem o candidato do PRN, Fernando Collor de Mello, no segundo turno. A decisão será formalizada amanhã, quando acontece uma reunião oficial da Executiva. A posição foi tomada por oito dos 15 membros da Executiva, o que garante a aprovação da medida. Participaram também do encontro, os governadores Miguel Arraes (PE) e Wellington Moreira Franco (RJ), além do candidato derrotado a vice-presidente Waldir Pires (FSP).

NOTA OFICIAL DO PSDB SAIRÁ DIA 20

O presidente nacional do PSDB, Franco Montoro, deverá divulgar no próximo dia 20 uma nota oficial do partido com os pontos programáticos que serão avaliados para eventuais acordos no segundo turno. O PSDB não deverá admitir, mas o documento tentará provar que seu programa é inconciliável com as propostas de Fernando Collor de Mello (PRN) e Luís Inácio da Silva (PT) e não haveria possibilidade de aliança com nenhum deles. Os políticos e militantes seriam liberados e o racha do partido seria evitado.

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