Enviado por admin em seg, 05/03/1990 - 00:00
O governo do presidente eleito, Fernando Collor de Mello, vai investir na
28278 educação pública para tentar conter a crescente privatização do setor.
28278 Isto não significa, no entanto, dificuldades para a rede privada já
28278 instalada. Dificilmente haverá controle rígido de mensalidades. Esse
28278 controle iria contrariar a liberalização geral da economia apregoada por
Enviado por admin em seg, 05/03/1990 - 00:00
A futura ministra da Ação Social, Margarida Procópio, faz parte da lista de pessoas beneficiadas com a verba secreta do governo do Estado de Alagoas, em 1988. Na época, a futura ministra ocupava o cargo de subsecretária do Gabinete Civil do então governador Fernando Collor de Mello. Margarida recebeu, naquele ano, um total de Cz$75.000,00 (valores da época). A verba secreta, prevista pela lei 4.320, código 3132.05, permite aos governadores efetuar gastos sem comprovação fiscal. Em 1988, Collor gastou Cz$78,8 milhões com essas despesas.
Enviado por admin em seg, 05/03/1990 - 00:00
O arcebispo de São Paulo, dom Paulo Evaristo Arns, viajou ontem para os EUA, onde participará do Encontro Interamericano de Igrejas, cujo tema será a AIDS. O encontro será em Virgínia, entre amanhã e o próximo dia oito. O cardeal Arns vai relatar a experiência desenvolvida pela Arquidiocese de São Paulo com o "Projeto Esperança", que mantém casas em regiões das zonas norte e oeste da cidade para atender doentes com AIDS sem recursos financeiros. É dada também assistência espiritual (FSP).
Enviado por admin em seg, 05/03/1990 - 00:00
Fernando Collor de Mello encontrará 136% do dinheiro disponível do Tesouro Nacional em março comprometido com o pagamento do funcionalismo. A receita líquida do governo (arrecadação de impostos menos repasses para estados e municípios) não cobrirá os gastos com a folha de 707.915 funcionários. A previsão de arrecadação do governo em março é de NCz$112 bilhões. Os repasses somarão NCz$52 bilhões. Sobram exatos NCz$60 bilhões, para uma folha de pagamento de NCz$82 bilhões. O déficit será, portanto, de NCz$22 bilhões (FSP).
Enviado por admin em seg, 05/03/1990 - 00:00
A CUT (Central Única dos Trabalhadores) não aceita participar de qualquer coisa parecida com pacto social. Essa é a posição oficial da entidade, segundo seu secretário-geral, Gilmar Carneiro, "porque historicamente o pacto significou a imposição de mais sacrifícios para o trabalhador". No caso de a negociação ser convocada eventualmente pelo presidente eleito, Fernando Collor de Mello, Gilmar diz que seria ainda mais difícil aceitar um convite para sentar à mesa, por causa dos ataques do então candidato do PRN à CUT durante a campanha eleitoral.
Enviado por admin em seg, 05/03/1990 - 00:00
Os funcionários das empresas estatais temem o governo Collor. Acreditam
28273 que o presidente vai embarcar numa onda privativista. E estão engajados
28273 num movimento pela defesa do patrimônio público. O que temem é o
28273 desenvolvimento daquilo que consideram um conluio dos capitalistas
28273 nacionais e do exterior: o esvaziamento das funções das empresas
28273 públicas, para fazer surgir o pretexto à execução de programas
Enviado por admin em seg, 05/03/1990 - 00:00
O futuro ministro da Infra-estrutura, Ozires Silva, quer extinguir o financiamento do Tesouro Nacional às empresas estatais sob seu controle. Se não houver limitação legal, a proposta em estudo integrará o pacote de medidas que ele pretende adotar logo após a posse do presidente eleito, Fernando Collor de Mello. "Não admito socorro do Tesouro", disse ele, ontem, em São José dos Campos (SP). A medida, ainda em estudos, reduziria o déficit público e poderia gerar quebra de estatais.
Enviado por admin em dom, 04/03/1990 - 00:00
O economista Ibraim Éris deverá ser o presidente do Banco Central no governo Collor. Ele foi convidado para o cargo pouco depois da confirmação de Zélia Cardoso de Mello para ministra da Economia e já iniciou os contatos para formação da diretoria do BC. Ibraim só poderá assumir o cargo depois que o seu nome for aprovado pelo Senado Federal, como determina a Constituição.
Enviado por admin em dom, 04/03/1990 - 00:00
Um projeto de auto-construção, em que o mutuário recebe material e entra com a mão-de-obra, está espalhando casas populares pelos bairros pobres do Recife (PE) e região metropolitana onde, segundo os índices oficiais, mais de um milhão de pessoas vivem entulhadas em favelas. O projeto, desenvolvimento pela Secretaria Estadual de Habitação e Desenvolvimento Urbano com recursos da CEF (Caixa Econômica Federal), resultou, até a semana passada, em mais de 15 mil casas, vendidas a preços que não ultrapassam um décimo do valor normal do imóvel.
Enviado por admin em dom, 04/03/1990 - 00:00
O senador Carlos Chiarelli (PFL-RS) será o futuro ministro da Educação do governo Collor de Mello. O anúncio oficial da indicação será feito amanhã. O senador era o líder do futuro governo no Senado Federal. O Ministério da Educação consome cerca de 24% do orçamento do governo federal, perdendo apenas para o Ministério da Previdência Social. Tem também o maior número de funcionários: pouco mais de 160 mil servidores e representa a maior estrutura operacional da administração direta.
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