DNER ESPERA RECURSOS PARA A RIO-NITERÓI

A liberação de verba do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER) para a obra de restauração e conservação da Ponte Rio-Niterói e Avenida Brasil depende do aval dos novos ministros da Economia, Marcílio Marques Moreira, e da Infra-Estrutura, João Santana. Com a mudança nos dois ministérios, o DNER não sabe quando será autorizado a utilizar os Cr$100 bilhões que seriam liberados ainda este mês (JB).

ROSANE COLLOR PLANEJA BAIRRO-MODELO PARA BAIXADA

A presidente da LBA (Legião Brasileira de Assistência), Rosane Collor, quer construir em Duque de Caxias (RJ), um bairro-modelo para 300 mil pessoas, com 60 mil casas, escolas, postos médicos, lojas, indústrias, áreas verdes e até lagos com ondas e praias artificiais. Orçada em cerca de Cr$190 bilhões, a idéia tem sua execução favorecida pela aproximação entre o presidente Fernando Collor de Mello e o governador Leonel Brizola. A Caixa Econômica Federal já tem Cr$100 bilhões para o início das obras (JB).

PDT PROJETA CINCO MIL CIEPS PARA COLLOR

O presidente Fernando Collor de Mello vai construir em um ano 5 mil CIEPS em todo o país. O projeto, que vai consumir US$1,2 bilhão, está sendo preparado em sigilo sob a coordenação do ministro da Saúde e da Criança, Alceni Guerra, e foi sugerido ao presidente pelo governador do Rio de Janeiro, Leonel Brizola, no dia 19 de abril, em audiência no Palácio do Planalto. Oito técnicos ligados ao PDT estão em Brasília há quase um mês trabalhando na conclusão do projeto, cujo prazo termina no próximo dia 17.

CEF LIBERARÁ CR$2,6 BILHÕES DO IMPOSTO SINDICAL

A Caixa Econômica Federal (CEF) liberará a partir de amanhã aos sindicatos, federações e confederações patronais e de trabalhadores os Cr$2,6 bilhões do imposto sindical que estão retidos, por determinação do Ministério do Trabalho. Segundo o presidente da Caixa, Lafayete Torres, o pagamento deverá começar amanhã, atendendo à nova instrução do ministro Antônio Rogério Magri (O Globo).

FORÇA SINDICAL QUER REINDEXAÇÃO SALARIAL

A reindexação dos salários em todas as faixas, com base na inflação do mês anterior, para impedir a queda do poder aquisitivo dos trabalhadores. Esta é a principal bandeira da Força Sindical, criada recentemente por Luiz Antônio de Medeiros, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo (O Globo).

AMATO E O CONGELAMENTO DE PREÇOS

O presidente da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Mário Amato, defendeu ontem a continuidade do congelamento de preços, porém com redução gradativa, para controlar a inflação reprimida. Amato disse que os empresários estão dispostos a fazer novos sacrifícios, só que esperam ser ouvidos pelo novo ministro da Economia (O Globo).

COLLOR É VAIADO NO RIO DE JANEIRO

O presidente Fernando Collor de Mello foi vaiado ontem quando saía da Biblioteca Nacional, no centro do Rio de Janeiro, por cerca de 150 manifestantes da CUT, PT, PC do B e entidades de classe. Collor anunciou a liberação de US$1 milhão para a realização de obras na Biblioteca Nacional (FSP).

BID PODE CRIAR LINHA DE CRÉDITO PARA DESPOLUIÇÃO

O BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) está interessado em criar uma linha de crédito especial para ajudar a despoluir a Baía da Guanabara. Seis técnicos do banco vieram de Washington para o Rio de Janeiro e, participaram ontem da primeira reunião no Palácio da Cidade para conhecer o projeto preparado pela prefeitura e pelo governo do estado, orçado em US$500 milhões (GM).

COTAÇÃO DO DÓLAR NORTE-AMERICANO

Os bancos negociavam ontem o dólar para importação e exportação entre Cr$270,45 e Cr$270,55. No paralelo o dólar teve o preço de Cr$302,00 para compra e Cr$303,50 para venda em São Paulo. No Rio de Janeiro, de Cr$302,00 e Cr$309,00. O dólar-turismo foi negociado a Cr$302,00 para compra e Cr$308,00 para venda em São Paulo e a Cr$302,00 e Cr$310,00 no Rio (GM).

SANTANA PROPÕE FÓRMULA PARA TARIFAS

O ministro da Infra-Estrutura, João Santana, anunciou ontem a definição de critérios para reajustar as tarifas públicas, como energia elétrica, telefone, trens e correios, e preços de produtos fabricados por empresas estatais, como o aço. Santana pretende aplicar um vetor que possibilite uma política de realidade tarifária e permita ao consumidor e aos agentes econômicos planejar orçamentos e investimentos (O ESP).

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