PF VAI OUVIR AGENOR E PASSARINHO

O chefe do Gabinete Militar da Presidência da República, general Agenor Homem de Carvalho, e o ministro da Justiça, Jarbas Passarinho, serão convocados a depor no inquérito da Polícia Federal que apura denúncias de corrupção contra o ex-ministro do Trabalho e Previdência, Antônio Rogério Magri. A convocação será feita pelo sub-procurador da República, Cláudio Fontenelles, que também verificará a omissão de autoridades no caso (O ESP).

COTAÇÃO DO DÓLAR NORTE-AMERICANO

Os bancos negociavam ontem o dólar norte-americano para importação e exportação entre Cr$1.647,35 e Cr$1.647,45. No paralelo não houve negócios em São Paulo e Rio de Janeiro. O dólar-turismo foi negociado a Cr$1.580,00 para compra e Cr$1.630,00 para venda em São Paulo e a Cr$1.560,00 e Cr$1.610,00 no Rio de Janeiro (GM).

AGENOR DIZ QUE COMBATE À CORRUPÇÃO É FALHO

O chefe do Gabinete Militar da Presidência da República, general Agenor Homem de Carvalho, afirmou ontem que rasga todas as denúncias anônimas de corrupção que chegam ao seu gabinete. Disse que há falhas no sistema de combate à corrupção dentro dos ministérios desde a extinção das Divisões de Segurança e Informações (DSIs), instituições ligadas ao antigo Serviço Nacional de Informações (SNI). Segundo o general, a ausência desses mecanismos impediu que a denúncia contra o ex-ministro Antônio Magri fosse investigada mais cedo (O Globo).

ORÇAMENTO DO EXÉRCITO PRIVILEGIA QUATRO EMPRESAS

As empresas ENGESA, IMBEL, VEROLME E CBC (Companhia Brasileira de Cartuchos) continuam privilegiadas no orçamento do Exército. Somente este ano, elas vão receber Cr$35 bilhões com a venda de material bélico. Com essa verba, as quatro empresas, serão beneficiadas, pelo Exército com a quantia de Cr$275 bilhões no fornecimento, no período de 1986 a 1992, de armas portáteis, equipamentos de comunicação, munição, tanques Urutu e Cascavel, jipes, pick-ups, caminhões e balsas para transporte de viaturas.

INSS VAI COMBATER FRAUDE NO RIO DE JANEIRO

O Ministério do Trabalho e Previdência Social inicia em abril severo programa de combate às fraudes no Rio de Janeiro, principal foco de irregularidades no Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Uma equipe de alto nível passará a fiscalizar todos os procedimentos para a concessão de benefícios, com o objetivo de detectar as fraudes e criar mecanismos de controle. Os principais alvos serão as aposentadorias por invalidez, as indenizações por acidente de trabalho e concessão de benefício pelos postos (JB).

SETOR PÚBLICO PAGA 107% A MAIS A CREDORES

O setor público pagou a seus credores externos US$9,15 bilhões no ano passado, 107% a mais do que em 90. Os pagamentos efetuados apenas ao Fundo Monetário Internacional (FMI), passaram de US$151,4 milhões, em 90, para US$749,5 milhões, em 91. O Clube de Paris recebeu proporcionalmente menos em 91 comparativamente a 90. O setor privado desembolsou, no mesmo período, 50% a mais (US$1,84 bilhão) do que em 90 (FSP).

PASSARINHO REAFIRMA DESCONHECER ACUSAÇÕES

O ministro da Justiça, Jarbas Passarinho, reafirmou ontem que não sabia que as denúncias levadas ao chefe do Gabinete Militar, general Agenor Homem de Carvalho, pelo ex-diretor do INSS Volnei Ávila, eram contra Magri (FSP).

CORONEL DIZ QUE AGENOR SABIA DAS DENÚNCIAS CONTRA MAGRI

O coronel Roberto Assunção Pimenta disse que o general Agenor Homem de Carvalho, chefe do Gabinete Militar, sabia que as denúncias do ex-diretor de Arrecadação do INSS Volnei Ávila envolviam o ex-ministro Antônio Rogério Magri. "Eu disse ao Agenor que as denúncias eram contra o Magri", disse Pimenta, assessor do general (FSP).

TCU VAI JULGAR EX-CHEFE DO INSS

A deputada federal Cidinha Campos (PDT-RJ) disse ontem que o Tribunal de Contas da União aceitou sua denúncia contra o ex-presidente do INSS José Arnaldo Rossi e marcou julgamento do caso para este mês. Segundo ela, Rossi favoreceu empresas devedoras da Previdência. Ao autorizar a FEBRABAN a atrasar o recolhimento de contribuições, teria causado ao INSS um prejuízo de Cr$6 bilhões, em valores de setembro (O ESP).

PASSARINHO RESPONSABILIZA GABINETE MILITAR

O ministro da Justiça, Jarbas Passarinho, atribuiu ontem ao chefe do Gabinete Militar, Agenor Homem de Carvalho, a decisão por terem desistido de ouvir as denúncias do então diretor de arrecadação e fiscalização do INSS, Volnei Ávila (FSP).

Páginas

Subscrever CRDOC RSS