EMPRESÁRIOS DA FIESP PREFEREM A RENÚNCIA NEGOCIADA

Os empresários da FIESP defenderam ontem como desfecho para a crise política uma renúncia negociada do presidente Fernando Collor. A idéia é que, afastada a hipótese de renúncia unilateral, a renúncia negociada seria mais rápida e menos traumática do que o Impeachment", tido como inevitável. "O pronunciamento do presidente foi uma proposta velada de negociação", disse o presidente da ABINEE, Aldo Lorenzetti.

EMBAIXADOR DIZ QUE CRISE MELHORA IMAGEM DO PAÍS NO EXTERIOR

Para o embaixador brasileiro nos EUA, Rubens Ricúpero, o caso PC Farias está melhorando a imagem do Brasil no exterior. A opinião, que surpreendeu os presentes a sua palestra ontem em São Paulo, é de um especialista. Aos 54 anos, Ricúpero já ocupou os mais importantes cargos diplomáticos do país. "O Brasil está provando que uma democracia pobre, com grandes problemas sociais e econômicos, é capaz de gerir as crises do poder político com absoluta normalidade institucional e democrática", diz.

BENEVIDES REBATE CRÍTICAS DE COLLOR

O presidente do Congresso Nacional, senador Mauro Benevides (PMDB-CE), rebateu ontem as críticas feitas ao Poder Legislativo pelo presidente Fernando Collor no pronunciamento de anteontem. Benevides afirmou que Collor fez um "julgamento parcial" porque nenhum governo teria recebido tanto apoio do Congresso. "Somente no início do governo Collor aprovamos 150 MPs (medidas provisórias), inclusive a mais draconiana de todas, que confiscou a poupança dos brasileiros", disse o senador (FSP).

PT PREPARA PROGRAMA MÍNIMO PARA ITAMAR

O PT está preparando uma proposta de programa mínimo para um eventual governo Itamar Franco. As idéias dos petistas serão negociadas com os outros partidos de oposição para que se tente chegar a um texto consensual que seria encaminhado ao atual vice-presidente da República. Apesar de dizer que o PT não pretende participar de um governo de união nacional, o presidente do partido, Luís Inácio Lula da Silva, acenou com a possibilidade de o PT colaborar com Itamar.

FIESP E FORÇA SINDICAL DEFENDEM PRIVATIZAÇÕES

Representantes do empresariado e dos sindicalistas indicaram ontem que já começou a fase de pressões sobre Itamar Franco na elaboração de sua política econômica. O presidente eleito da FIESP, Carlos Eduardo Moreira Ferreira, e o presidente da Força Sindical, Luiz Antônio de Medeiros, defenderam em conjunto-- e com apoio do governador de São Paulo, Luiz Antônio Fleury (PMDB)-- a aplicação de uma política de privatizações. Esperamos que Itamar Franco tenha uma posição a favor da modernidade e

ITAMAR DIZ QUE SOCIAL DEVE SER PRIORIDADE

O vice-presidente Itamar Franco disse ontem que o Brasil precisa "avançar socialmente". "É necessário que o social não continue a ser um subproduto do crescimento econômico", afirmou o vice, em mais uma demonstração de descontentamento com a política econômica do ministro Marcílio Marques Moreira (FSP).

EXTRATOS CONTESTAM FALA DO PRESIDENTE

O deputado federal Aloízio Mercadante (PT-SP), membro da CPI do caso PC, apresentou ontem documentos contestando o pronunciamento do presidente Fernando Collor. Ele apresentou os extratos da conta que Ana Acioli movimentava no BMC para pagamento das despesas pessoais de Collor. Os extratos comprovam que a secretária praticamente zerou a conta no dia 13 de março de 1990, às vésperas do Plano Collor. Segundo os documentos, no dia 13 de março Ana Acioli fez dois resgates, transferindo NCz$994 mil da aplicação financeira para a conta corrente.

JUIZ DETERMINA QUEBRA DE SIGILO BANCÁRIO NO ESQUEMA PP

O juiz Augusto Guilherme Diefenthaeler, da 13a. Vara Federal do Rio de Janeiro, assinou ontem despacho determinando ao Banco Central e à Receita Federal a quebra do sigilo fiscal e bancário do ex-secretário de Assuntos Estratégicos, Pedro Paulo Leoni Ramos, e mais 24 pessoas e 13 empresas. A quebra do sigilo foi pedida pelo advogado da Polícia Federal, Ademar Stocker, responsável pela primeira parte das investigações no inquérito que apura suspeitas de existência de esquema de irregularidades atuando na PETROBRÁS (FSP).

PREÇOS SOBEM 25,4% EM AGOSTO EM SÃO PAULO

O comércio paulista reajustou seus preços em 25,04% em agosto, taxa um pouco abaixo dos 26,24% de julho, segundo o IPV (Índice de Preços no Varejo) da FECESP. As maiores pressões vieram de material de construção, que teve aumento médio de 45,18% no mês. Os alimentos vieram a seguir, com reajustes de 28,89% (FSP).

PEQUENAS EMPRESAS DESCONHECEM LEGISLAÇÃO AMBIENTAL

A legislação ambiental é desconhecida para 76% das pequenas empresas brasileiras que atuam em atividades poluidoras. O índice consta de pesquisa realizada pelo SEBRAE junto a 864 empresas no país (FSP).

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