A proposta do ministro do Trabalho, Almir Pazzianotto, de aumentar os encargos trabalhistas das empresas para as demissões sem causas justificadas como forma de introduzir a estabilidade no emprego, foi mal recebida pelos empresários da construção civil do Rio de Janeiro. O presidente da Associação dos Dirigentes das Empresas do Mercado Imobiliário (ADEMI), Luís Chor, afirmou que a construção civil "é uma atividade cíclica, onde a rotatividade é inerente, pois não há como manter empregados depois de terminadas as obras, e que se a estabilidade for instituída não haverá como manter as construtoras". Chor considera razoável que o governo busque um pacto nacional entre trabalhadores e empresários, mas não alimenta esperanças com ele, pois, segundo afirmou, não se consegue estabilizar preços nem mesmo em uma cidade, quanto mais
998 em todo o país (GM).