FIESP DIVULGA PROPOSTA QUE EMPRESÁRIOS LEVARAM A SARNEY

A FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) distribuiu, ontem, um documento relacionando os principais pontos discutidos numa série de reuniões entre empresários e políticos, inclusive o presidente da República, em que propuseram um pacto. Ao relacionar os principais pontos abordados, a FIESP confirma que as empresas se dispõem a operar com um lucro mínimo durante seis meses e querem do governo transparência na redução do déficit público. No texto, informa-se também que "um grupo de empresários, representativos de todos os segmentos da economia, se dispõe a viajar por todo o país, a fim de ter contato direto com os governadores estaduais, com o objetivo de dar detalhamento a esta proposta". No documento, entre outros, encontram-se os seguintes pontos: "o Plano Bresser, ao contrário do Plano Cruzado I, chegou no momento em que a nossa economia estava desorganizada por um processo perverso, em que os mecanismos normais de mercado eram tumultuados, incentivando-se a marginalidade econômica, a especulação e a sonegação. Precisa haver uma conscientização de que existe uma conta a ser paga por toda a sociedade". "Os níveis de inadimplência no mercado, agora atingindo, também, médias e grandes empresas, chegou a um nível assustador. Há um processo grande de dispensa de mão-de-obra e os empresários preparam-se para recessão que, já está aí, mas que se deve agravar". "Os partidos políticos serão convidados a fazer uma trégua durante esse período de seis meses (que as empresas se dispõem a operar com lucro mínimo), incorporando-se ao programa de salvação nacional. Os partidos políticos seriam conscientizados por suas lideranças para não pressionarem o governo a desviar-se da política de austeridade que o país necessita" (JB).