As obras de construção da Ferrovia do Aço, na região mineira de Jeceaba, paralisadas há quatro anos, já consumiram cerca de US$2,5 bilhões, além dos US$300 milhões gastos em compra de equipamentos. Segundo levantamento do Ministério do Planejamento, o Brasil tem uma dívida de US$10 bilhões contraída na aquisição de equipamentos importados que não têm sequer previsão de quando serão utilizados. Alguns casos: US$700 milhões gastos com turbinas para a Usina Hidrelétrica de Xingó, no rio São Francisco, Pernambuco. O material foi comprado há cinco anos, mas só será utilizado em 1991; US$600 milhões investidos na aquisição de oito turbinas para a Usina de Três Irmãos, em São Paulo, na época do governo Paulo Maluf. A água do reservatório, porém, comporta a instalação de apenas três turbinas. Cada uma custou US$75 milhões; US$800 milhões aplicados em 1983 na importação de um conjunto de laminadores para a Açominas. A previsão de sua montagem é só em 1990. Enquanto isso, o equipamento continua estocado em Ouro Branco (MG). E US$3 bilhões aplicados no projeto de construção da usina nuclear de Angra 3, que até agora não saiu do papel (revista Isto é no.550).