O PLANO MACROECONÔNICO DO GOVERNO FEDERAL

As principais metas do Plano de Controle Macroeconômico, a ser divulgado pelo Ministério do planejamento, são: o PIB cresceria 5% neste ano, 6% em 1988 e 7% ao ano de 1989 a 1991; haveria uma forte recuperação na capacidade de investimento na economia de 19,7% do PIB neste ano e de 19,8% em 1988, para 21,6% em 1989, 23% em 1990 e 23,5% em 1991. Essa recuperação seria um efeito de vários esforços simultâneos descritos a seguir: o consumo do governo cresceria apenas 2,5% ao ano, passando de 10,1% do PIB neste ano para 9,7% em 1988, 9,3% em 1989, 8,9% em 1990 e 8,6% em 1991; a carga tributária líquida (arrecadação federal de tributos menos subsídios e transferências) subiria de 9,5% do PIB neste ano para 10,5%, 12% e 13% nos anos seguintes, ficando em 13% em 1991. Com isso, a capacidade de poupança em conta corrente do governo seria acelerada. Neste ano ela será negativa em 0,6% do PIB. Em 1988 ela seria positiva em 0,4%, saltando para 2,3%, 3,7% e 4,1% até 1991. Em contraste com o esforço do governo, o consumo privado subiria de forma mais bem acentuada: 5,7% ao ano em 1988 e 1989, 6,1% em 1990 e 7,3% em 1991. Em relação ao PIB, o consumo privado sairia de 67,5% neste ano para 67,3%, 66,5%, 65,9% e 66,1% nos anos seguintes; a poupança do setor privado permaneceria praticamente estável ao redor do nível previsto para este ano de 19% do PIB (em 1991 seria de 18,8%); as exportações subiriam 4,5% ao ano neste período e as importações, depois de uma queda de 2,4% em 1988, subiriam 11,6%, 10% e 8,6% nos anos seguintes; a dívida externa cresceria neste período, até US$125,9 bilhões em 1991, mas todos os indicadores relativos, como o nível das exportações sobre a dívida melhorariam. Haveria déficits em transações correntes no balanço de pagamentos no período e, portanto, um pequeno, mas positivo ingresso de poupança externa (de 1,2% do PIB neste ano para algo em torno de 0,5% nos anos seguintes). As reservas se recuperariam de um nível em torno de US$8,5 bilhões em 1991 (GM).